Cada humilhação que vinha do ceifador era acompanhada por um golpe implacável. Ele acertava chutes e socos com tanta força que até o vento de seus movimentos parecia cortar a carne do líder lobo. O ódio e o orgulho do lobo desmoronaram, seu corpo começando a fraquejar sob o ataque constante.
— Cale a boca, maldito ceifador! Eu sou o líder desta matilha! Eu não sou apenas um cão de rua! — Sua voz, antes cheia de autoridade, agora estava desesperada, embargada pela dor e pelo cansaço.
Mas o ceifador não demonstrava piedade. Aproveitando o momento, ele desferiu um soco brutal no estômago do lobo, fazendo-o voar para trás. O impacto foi devastador, e o líder caiu pesadamente, sufocando de dor. Com um sorriso frio, os passos lentos igual ao de um felino se aproximou, com as mãos enfiadas nos bolsos. Ele se deliciava com o sofrimento de seu oponente, como um predador brincando com sua presa.
— Cade o cachorrinho que queria brincar,huh?–Zombou inclinando um pouco o corpo para frente–Não me diga que vai ficar com o rabo entre as pernas–A voz do ceifador saiu de forma sombria, com o seu tom de desprezo para cima do lobo. O líder lobo, deitado no chão, respirava com dificuldade. Seus olhos queimavam de raiva, mas estavam vazios de qualquer esperança.
— Você... Você não vai escapar disso, ceifador... — ele murmurou, a voz fraca. Um zumbindo do fundo da garganta do ceifador ecoou como se fossem gritos de dor de várias almas, ele se abaixou e agarrou os cabelos do lobo, puxando-o do chão sem esforço.
— Estou com fome. Que tal você ser meu café da manhã? Depois faço um banquete com sua matilha e, se sobrar, guardo para o jantar. — A ameaça gotejava de sua voz, fria e calculada.
Os olhos do líder lobo se arregalaram, dominados pelo medo. Ele tentou lutar, mas seus movimentos eram fracos demais para se libertar do aperto forte das mãos.
— Você... não pode estar falando sério... — gaguejou o líder, sua voz trêmula, à beira do desespero.
— Oh, estou falando sério sim. Você me desafiou e perdeu. Agora faço o que quiser com você e sua matilha. — O tom era calmo, tendo uma fachada de ameaça por trás.
Olhando aquela cena horrorosa de sangue e violência, eu deixei o coelho na sacada e me levantei cambaleando até o ceifador, na qual ele estava de costas para mim. Eu apóio minha mão no seu braço que segurava os cabelos do lobo, eu sussurrei baixinho por misericórdia ao líder da matilha.
— Deixe-o ir...
— Por quê? Ele perdeu. Ele é meu agora, posso fazer o que quiser–A voz que dava calafrios me atingiu, me fazendo tirar a mão dele.
Com o momento de fraqueza, o líder lobo aproveitou a chance para transferir um chute em mim que me fez cair para trás. Com um só golpe de uma fúria descontrolada, o ceifador jogou a cabeça do líder contra o chão com tanta força que o chão afundou com o crânio, matando instantaneamente.
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A matilha estava congelada pelo o terror, agora se viam em silêncio sentindo o cheiro do sangue espirrado do líder contra o braço e o rosto do ceifador. O ceifador se levantou e sacudiu as mãos tirando os miolos e a sujeira da terra úmida, ele se virou para mim que estava no chão com a mão na barriga.
— Você está bem? —Perguntou ele, sua expressão neutra por debaixo da máscara e a respiração ofegante, um contraste da brutalidade que acabou de mostrar. Eu abanei apenas a mão, quando comecei a tossir um pouco de sangue para fora e vomitei o resto da comida que ele havia preparado para mim anteriormente.
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Atualizado até capítulo 98
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