A voz do ceifador ecoa de forma sombria e ameaçadora–Ah, então você só está brava pois está ferida e "eu" estou a tirar vantagem disso?–Prosseguiu, inclinando-se um pouco mais perto–Você é incrível, sabia? Mal-humorada, temperamental... e muito vulnerável agora–Ele olhou para minha asa ferida por alguns segundos antes de olhar para meu rosto novamente–Mas isso não vai me impedir de atormentar você, princesa–Seu tom saiu de uma leve provocação animado para ver até onde eu iria. Em um momento inesperado, ele se abaixa e me joga em seus ombros me carregando para dentro da floresta. Comecei a berrar e me debater, lutando contra o aperto dele, dando socos em suas costas e chutando seu peito.
–Me solta!!! Me coloca no chão!–Parece que minhas suplicas não funciona nele e nem mesmo cócegas o fizeram ele me soltar.
–Oh pobrezinha, você só está a desperdiçar sua energia–Seu tom de zombaria só esta me dando nos nervos.
Olhei para o céu, estava começando a escurecer, suspiro, ficando cansada de tentar qualquer coisa contra ele, afinal, pelo menos não estou sozinha à noite vagando nesta floresta.
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Um tempo depois ele ainda me carregando nos seus ombros, o luar mal penetrando a floresta escura, vejo alguns animais místicos, outros animais de mitos e lendas, todos eles fugindo do ceifador como se ele fosse uma entidade destemida e perigosa. Não entendo, entretanto, ele usou o feitiço para isolar a maldição do toque mortal não tem motivos para temer. E em outras palavras, ele pode tocar em todos sem matar em um curto período de tempo.
–Eu tenho minhas dúvidas sobre você–Falei suavemente, eu estava observando a imagem atrás de suas costas. Onde as criaturas nos olhavam surpresas, outras incrédulas, assustadas, etc.
–Que tipo de dúvidas você tem sobre mim, princesa?
–Você não parece ser quem diz ser–Eu contemplei–Assim como estou escondendo algo, você parece estar me escondendo também e é uma bomba muito grande–Quando eu disse isso, ouço um assovio rouco zumbindo da garganta dele, engolindo seu orgulho sentindo uma pontada de irritação com o meu comentário que atingiu um nervo, ele tentou manter sua máscara usual de zombaria e arrogância.
–E o que lhe faz pensar que estou escrevendo estou escondendo algo de você, princesa?–Retrucou a sua voz arrogante e travessa.
–Não sei se é só impressão minha, mas o excesso de medo que você está causando nos seres que vivem aqui e habitam a floresta, tudo isso não é normal... É como se você fosse de uma patente mais alta do que eu–Quando eu tentava analisar a floresta escura ouço o ceifador rir secamente, seu aperto ficando mais firme no meu corpo, ele fez alguns movimentos desviando de uma pequena nascente e de um tronco caído cheio de musgo e cogumelos mágicos que brilhavam da cor amarela ou azul.
–E se eu dissesse que você está certa, princesa?–Proferiu seu tom de escárnio, um sorriso irônico cresce em seus lábios por de trás da máscara de caveira confirmando as suas verdadeiras suspeitas.–Você é mais esperta do que parece, princesa. Essa sua intuição ajuda bastante vocês anjos, certo?–Ele continuou carregando meu pobre corpo em seus ombros–Eu não sou como os outros ceifadores de baixa patente, princesa. Eu sou algo mais... poderoso e perigoso. É por isso que as criaturas desta floresta... me temem.
–Essa é uma questão...O que você quer comigo?–Eu sinto ele parando de andar, olhei para trás para ver oque esta acontecendo, no mesmo momento em um só movimento rápido ele me joga no chão com tanta força, que eu sufoquei um grito de dor que arrancou umas lágrimas dos meus olhos. Ele contorna meu corpo passando por ele em silêncio, eu segui meu olhar na direção dele, aquele infeliz está indo para uma casa abandonada?
–Você vai descobrir em breve, Princesa...
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Atualizado até capítulo 98
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