Soltei um leve resmungo amaldiçoando a existência dele, ele se moveu parando de se inclinar na mesa e virou de costas para mim, caminhando direto para o fogão trabalhando em silêncio os preparos finais da comida. Ele provou pela última vez o conteúdo da comida na concha, satisfeito com o resultado, desligou o fogo das panelas, sinalizando que a comida estava finalmente pronta–Bem, princesa, a comida está pronta–Anunciou, a sua voz suave que o normal do padrão rude. O ceifador sai de perto do fogão e vai até outro armário pegando um garfo, uma faca e um prato, e depois volta para as panelas começando a servir a minha refeição. Quando ele ajeitou tudo bonitinho e organizado no prato, ele se virou e veio para a mesa colocando o prato na minha frente me entregando o garfo e a faca. Eu coloquei as mãos na borda do prato e trouxe para mais perto de mim, a minha barriga roncando e a minha boca salivando. Eu comecei a cutucar a comida com o garfo até pegar um pouco e levar a boca, mastigando e sentindo a explosão de sabores, eu soltei um gemido não admitindo que aquilo estava bom e muito gostoso. Dava para sentir cada parte da comida, misturada com os outros temperos que deram o seu charme incrível. Eu engoli a comida e continuei a colocar mais comida na boca, até o meu estômago resolver revirar, e uma onda de dor passou pelo meu corpo. Eu me virei para o lado e vomitei no chão, sangue e a comida que eu consumi. O ceifador que quase se virou para ir preparar um suco, viu isso contorceu o nariz de desgosto por debaixo da máscara de crânio, o cheiro de vômito enchendo o ar da cozinha
–Nojento... Por que você teve que vomitar logo no chão criatura–Ele disse se aproximando, o seu tom um pouco menos sarcástico do que o normal, me observando–A comida está ruim? Ou você está se sentindo mal, ou algo assim?–Ele perguntou inclinando a cabeça para o lado, e mais sangue começou a sair do meu vômito e os meus olhos agora se encheram de lágrimas. A expressão de desgosto se mudou para uma leve confusão, ele não entende como funciona o sistema digestivo de um anjo, e outra não havia nada na comida para fazer alguma coisa contra ela. O ceifador usou um pouco da sua percepção tentando ter alguma ideia que estava causando a minha condição séria–Me responde–Ordenou ele sua voz rouca e autoritária.
–Estou bem, inferno...–Falei, olhando para ele invocando um pano pequeno parecido com um guardanapo–É só meu corpo consertando os órgãos danificados pela a queda e curando outras partes internas...D-desculpe...A comida está boa–Ele estendeu o pano para eu pegar e limpar minha boca me fazendo ver que ele está tentando processar o momento.
–Ah...Então a sua casca ainda está danificada? Pensei que era só a asa...–Ele balança a cabeça–Agora entendo por que sua regeneração está tão lenta e precária ao ponto de você se tornar quase um simples humano, claro além da sua casca ser humana.
–Sim, minha queda danificou bastante a minha casca. É por isso que isso está acontecendo, é um processo normal quando um anjo não pousa corretamente na Terra–Respondo agora olhando para a comida.
–Hm...–Ele se afastou da mesa em silêncio e foi preparar um suco.
–Bom...–Ainda sinto o meu estômago roncar pela comida, peguei a colher e comi devagar e resfriei a comida com o meu hálito–Se quiser, posso limpar o meu vômito mais tarde...
–Não, não...–Ele olhou para mim–Não se preocupe com isso. Vou pedir para uma das fadas limpar mais tarde–Disse ele espremendo uma laranja em uma peneira, o líquido caindo em um copo.
Uma fada alta, com roupas de governanta, apareceu na porta da cozinha, o ceifador só apontou para o chão ao meu lado, para a minha sujeira.
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Ela imediatamente atendeu seu pedido em silêncio, com sua magia, um pano apareceu e um balde de madeira com água dentro apareceu ao meu lado e ela veio limpar o vômito, amenizando o cheiro de sangue e resto de comida.
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Atualizado até capítulo 98
Comments
Lu Alves
Bom, ele está cuidando dela, porque tem que ser tão ríspida e mau agradecida.
Que mulher chata véi.
2025-01-12
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