As fadas fizeram o que o ceifador havia pedido, e ele começou a limpar e realinhar o osso no lugar. Ele colocou a tala e envolveu com um pano mágico encantado, que possuía propriedades curativas. Quando terminou, a sua expressão séria analisando um pouco mais a minha forma deitada, as roupas brancas e sujas de terra e sangue devido à queda e da asa machucada, delicadamente ele vira o meu corpo para pegar no colo e me levar para tomar banho pedindo à fada da água que usasse ervas curativas e um calmante para relaxar os meus músculos tensos, ele se abaixa e deposita a minha forma menor na banheira de madeira, logo o ceifador saiu do banheiro e do quarto para evitar possíveis desconfortos, jogando todo esse trabalho para as vizinhas cuidarem da minha higiene. Nesse meio tempo, ele desce as escadas para ir à cozinha pensando em coisas ou receitas de comidas nutritivas, garantindo que a comida fosse adequada. Durante o banho eu acordei lentamente, sentindo meu corpo relaxado com a ajuda das ervas curativas, eu sinto um pouco de paz nesse banheiro, o ambiente rústico. Lentamente eu volto a dormir novamente, o conforto dessa banheira e o ambiente do banheiro me deixavam com bastante preguiça e nisso eu estava vendo as fadas usarem um pano para limpar a máscara que está no meu rosto.
Acordei na cama alguns minutos depois do banho, sentindo o meu corpo aliviado da parte da dor. Eu respirei o ar do quarto e me levantei da cama me sentando na ponta, passei a mão no rosto. Espreguicei e acidentalmente movo minhas asas sentindo ela presa, olhei para ela fitando a bandagem segurando o osso no lugar. Cocei a cabeça e depois olhei para frente e ao redor do quarto, notando novas roupas dobradas em cima de uma cômoda. Levantei-me e arrastei o pé para fora do quarto, eu vejo corrimões de uma escada no fundo do corredor e fui para lá descendo as escadas lentamente, sentindo algo cheiroso no ar, alguém estava cozinhando algo saboroso. Eu dou um sorriso para mim mesma até ele dissolver assim como pareceu, me lembrando da realidade que ainda estava na terra, com uma asa quebrada e dentro de uma casa com uma Morte.
–Aquele idiota... –Murmurei, era difícil acreditar que alguém estava cuidando de mim. Distraída e descendo o último degrau da escada, meus pensamentos e xingamentos foram interrompidos por uma voz grossa e masculina.
–Olha quem finalmente acordou–A voz arrogante dele saia da cozinha que ficava ao lado da escada em uma porta no corredor que vai para a sala e a sacada. Eu não reclamei do seu tom arrogante, apenas fui até a cozinha e contemplei ele de costas preparando a comida. Ele estava usando tentáculos de sombra para pegar alguns temperos e colocá-los na panela, dando uma ajuda extra para as mãos ocupadas que mexia uma concha e provava o conteúdo com a outra.
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–Pelo menos você sabe cozinhar...– Comentei observando as costas largas e definidas, ele estava sem a sua capa longa e negra e com plumas nos ombros, seu cabelo azulado preso em um coque na cabeça.
–Claro que sei cozinhar, princesa. Não sou um homem das cavernas–Respondeu de forma ríspida, ainda trabalhando no fogão, como um chef habilidoso, controlando as panelas com seus tentáculos de sombra–Você deve estar com fome depois de ficar tanto tempo inconsciente, princesa. Tomei a liberdade de preparar algo para você –Disse carregando sua habitual condescendência.
–Hm... –Murmurei, cansada arrastando o meu corpo pela cozinha até a mesa, enquanto me sentava na cadeira me segurando na mesa para não cair. –Obrigada...
–Por nada, princesa...Considere isso um pequeno ato de... gentileza da minha parte–A voz dele era um tom de confiança e satisfação, até ele se virar para mim, sua máscara de crânio me observando–Ou você quer pagar um favor, huh...?
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Atualizado até capítulo 98
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