Capítulo II - Gaiola

O ceifador se aproxima, ele está tão perto que eu pude sentir a sua respiração tocar meu rosto, eu tentei me afastar mas era impossível com uma árvore atrás de mim.

–É verdade... Eu posso facilmente te matar aqui–Disse sua voz amarga e debochada enquanto ele contempla pela a possibilidade de me matar–Mas eu não vou... Você tem minha palavra, princesa. Seria uma pena consumir a alma de alguém tão bonito com apenas um simples toque.

Eu o vejo colocar a mão na máscara e levantar um pouco, me permitindo ver os seus lábios e mandíbulas.

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O ceifador sorriu de forma travessa e sombria gostando de ver a minha expressão assustada e surpresa. Ele poderia me massacrar aqui, ele poderia fazer tantas coisas comigo, por que ele está sendo tão racional? E principalmente comigo, porém ele desafia, ele me desafia tocar nele sem querer de uma forma bem besta.

–Por que tão surpreso? Você nunca viu o rosto de um ceifador antes?–Eu pude ver os seus dentes quando ele falava, por algum acaso eram brancos, mas seu hálito era a pura podridão de carne podre e decomposição. Uma grande controvérsia, ou será apenas ilusão? Poderia ao menos disfarçar o hálito também.

–Ah... você é o primeiro que eu observo a metade do rosto.–Eu disse a desviar o olhar da sua boca.

Baixinho, mas não alto o suficiente, ele recita alguma feitiçaria antiga, eu entendo algumas palavras pois minha mãe me fez praticar um pouco de magia e feitiços antigos. Eu vejo também a pele dele ser coberta por runas de proteção, era algo como inibição e selamento temporário. Olhei para ele surpreso, ele pode reverter a própria maldição para um selamento temporário? Todos os seres nunca encontram esse tipo de magia, ele deve ser muito velho para saber algo assim. Ele também estava focado em estudar meu corpo, examinando cada detalhe sob minhas roupas. Era como se ele estivesse me analisando como uma presa a ser devorada enquanto ele termina o feitiço.

–Você é mais especial do que eu pensava, princesa... Estou surpreso que você tenha chegado tão perto de mim.–Ele disse em um tom zombeteiro e rude.

–Quem é você para dizer isso?–Eu resmunguei, ele se mexeu um pouco na minha frente inclinando a cabeça.

–Acima de mim? Eu sou uma princesa! Você é um mero ceifador–Resmunguei vendo o sorriso dele ficar mais sombrio.

–Você é uma princesa... uma princesa ferida que nem consegue voar por causa de sua asa quebrada. Não se esqueça disso, passarinho.–Ele fez uma pausa enquanto olhava para a minha asas.

Ele inclinou seu rosto ainda mais perto do meu, nossos narizes quase se tocando. Fiquei surpresa com sua proximidade, embora eu não pudesse ver seu rosto por causa da máscara e ele também não pudesse ver o meu. Era impressionante que seus olhos profundos e o contraste das pupilas roxas de seus olhos brilhassem como fogo intenso.

–Eu sei que não sou nada mais do que um mortal agora sem minhas asas e meu poder–Cruzei meus braços na frente do peito, ainda bravo com ele.

–Sim... Você não é nada mais que uma mortal agora... e ainda assim, passarinho, você está preso em uma armadilha–Ele disse sua voz distorcendo para uma horripilante, causando arrepios na minha espinha–E ainda... apesar de todas essas circunstâncias... você tem sorte que algo dentro de você me interessou–Ele tira a mão da árvore e aproximou ela da minha bochecha, eu imediatamente dou um tapa forte contra a mão dele. Não vou temer seu toque agora, já que ele está com um selamento temporário da sua maldição.

–Você é um ser desprezível e oportunista, agora eu entendo toda a rivalidade entre nossas raças–Retruquei ouvindo um assovio rouco vindo do peito dele.

–Eu nunca me aleguei ser um santo, princesa. Eu sou um ceifador. Nós não somos exatamente conhecidos por sermos bons ou gentis–Ainda mantendo a voz distorcida e rude, sua aura avassaladora emana me deixando sem ar e com um pouco de ansiedade–E não pense que são só os anjos crítica... todas as outras raças, e até mesmo os humanos, desprezam os ceifadores. Eles nos chamam de nomes e nos tratam como lixo–Ele fez uma pausa, olhando em meus olhos enquanto cuspia as palavras–Embora eu tenha que admitir, você é o primeiro a realmente chegar tão perto de mim sem tentar me matar toda hora–Ele riu em um gesto de querer me humilhar–Tirando a parte do tronco que você tentou transferir em uma tentativa falha e inútil.

–Idiota, você mesmo vê que eu nem tenho essência para usar contra você.

–É verdade, você é fraco, vulnerável e indefeso... Você é um alvo fácil para eu aproveitar. Mas mesmo assim, eu não te matei–Ele levou a mão até minha bochecha novamente, lentamente, e gentilmente traçou minha pele com seus dedos frios na borda da minha máscara e transfiro outro tapa forte em sua mão novamente para afastar. Até parecia que eu era um bichinho de estimação para ele, de me humilhar, repreender e dar carinho a hora que ele quer.

–Pare!

Capítulos
1 Capítulo I - Gato e o Passarinho
2 Capítulo II - Gaiola
3 Capítulo III - Caçoar
4 Capítulo IV - Segredos?
5 Capítulo V - Seu lugar
6 Capítulo VI - Um Pouco de Paz
7 Capítulo VII - Cozinha
8 Capítulo VIII - Casca
9 Capítulo IX - Aquelas fadas?
10 Capítulo X - Sacada
11 Capítulo XI - Matilha
12 Capítulo XII - Duelo
13 Capítulo XIII - Pele de Lobo
14 Capítulo XIV - Pressão
15 Capítulo XV - Sozinhas
16 Capítulo XVI - Confissão
17 Capítulo XVII - Sombras da vida
18 Capítulo XVIII - Uma Saída
19 Capítulo XIX - Mexendo os Pauzinhos.
20 Capítulo XX - Dança das almas
21 Capítulo XXI - Quem foi Ethan?
22 Capítulo XXII - O Reino Desértico.
23 Capítulo XXIII - O Sonho
24 Capítulo XXIV - Consulta
25 Capítulo XXV - Jhonny?
26 Capítulo XXVI - Justificativas e Mentiras
27 Capítulo XXVII - Passando o tempo
28 Capítulo XXVIII - Gatinho Manso
29 Capítulo XXIX - A Festa Abreu
30 Capítulo XXX - Coroa-de-Cristo
31 Capítulo XXXI - Confiança ou Abandono
32 Capítulo XXXII - Persistência
33 Capítulo XXXIII - Necta da Morte
34 Capítulo XXXIV - Homem Astuto
35 Capítulo XXXV - Violeta
36 Capítulo XXXVI - Roxo brilhante
37 Capítulo XXXVII - Nova Jornada
38 Capítulo XXXVIII - O Guardião de Guern Storm
39 Capítulo XXXIX - Orgulho de Leão e Coração de Águia
40 Capítulo XL - Último pedido
41 Capítulo XLI - Minha Essência
42 Capítulo XLII - Uma sobrevivente
43 Capítulo XLIII - Sombras
44 Capítulo XLIV - O Café da Manhã Pode Esperar
45 Capítulo XLV - Indecisão
46 Capítulo XLVI - Conversa
47 Capítulo XLVII - Um dia com um coelho anão
48 Capítulo XLVIII - Amor e Paixão I
49 Capítulo XLIX - Amor e Paixão II
50 Capítulo L - Pó da rabiola
51 Capítulo LI - Eu sou a Morte
52 Capítulo LII - Uma memória perdida
53 Capítulo LIII - Os tempos mudam
54 Capítulo LIV - Ovos Draconianos
55 Capítulo LV - Encontro de Irmãos
56 Capítulo LVI - Caos
57 Capítulo LVII - Libertação ou Consequências
58 Capítulo LVIII - As janelas
59 Capítulo LIX - O tabuleiro de um trapaceiro
60 Capítulo LX - Erro de planejamento
61 Capítulo LXI - O arco-íris no final da tempestade
62 Capítulo LXII - Ao inferno
63 Capítulo LXIII - A quatro paredes
64 Capítulo LXIV - Pelo poder, pelo amor, pela eternidade
65 Capítulo LXV - No silêncio existe a desordem
66 Capítulo LXVI - O tormento está começando
67 Capítulo LXVII - A Morte que Caminha nas Sombras de um Anjo
68 Capítulo LXVIII - Planejamentos Ocultos
69 Capítulo LXIX - Terceiro Mundo
70 Capítulo LXX - Os Núcleos
71 Capítulo LXXI - Vamos acreditar na cegonha
72 Capítulo LXXII - Exigências
73 Capítulo LXXIII - O Cavaleiro do Apocalipse
74 Capítulo LXXIV - Audacioso
75 Capítulo LXXV - Tolo Desafiador
76 Capítulo LXXVI - Nunca Subestime uma Velha Deusa
77 Capítulo LXXVII - Impaciência
78 Capítulo LXXVIII - Minha em todas as formas
79 Capítulo LXXIX - Manhã preguiçosa
80 Capítulo LXXX - O Vira lata do Céu
81 Capítulo LXXXI - Trágicas Notícias
82 Capítulo LXXXII - O luar sucumbe à esperança
83 Capítulo LXXXIII - Notícias do céu
84 Capítulo LXXXIV - Hora de Partir
85 Capítulo LXXXV - Correntes Quebradas
86 Capítulo LXXXVI - Covarde
87 Capítulo LXXXVII - Guerra no Paraíso
88 Capítulo LXXXVIII - As peças foram organizadas
89 Capítulo LXXXIX - Podridão
90 Capítulo XC - Vida e Morte
91 Capítulo XCI - Luz Divina
92 Capítulo XCII - Salão de festas
93 Capítulo XCIII - A Morte em seu julgamento
94 Capítulo XCIV - O esqueleto
95 Capítulo XCV - Cansaço
96 Capítulo XCVI - Vamos Tirar um Ar
97 Capítulo XCVII - O não converso com ninguém
98 Capítulo XCVIII - O Milagre
Capítulos

Atualizado até capítulo 98

1
Capítulo I - Gato e o Passarinho
2
Capítulo II - Gaiola
3
Capítulo III - Caçoar
4
Capítulo IV - Segredos?
5
Capítulo V - Seu lugar
6
Capítulo VI - Um Pouco de Paz
7
Capítulo VII - Cozinha
8
Capítulo VIII - Casca
9
Capítulo IX - Aquelas fadas?
10
Capítulo X - Sacada
11
Capítulo XI - Matilha
12
Capítulo XII - Duelo
13
Capítulo XIII - Pele de Lobo
14
Capítulo XIV - Pressão
15
Capítulo XV - Sozinhas
16
Capítulo XVI - Confissão
17
Capítulo XVII - Sombras da vida
18
Capítulo XVIII - Uma Saída
19
Capítulo XIX - Mexendo os Pauzinhos.
20
Capítulo XX - Dança das almas
21
Capítulo XXI - Quem foi Ethan?
22
Capítulo XXII - O Reino Desértico.
23
Capítulo XXIII - O Sonho
24
Capítulo XXIV - Consulta
25
Capítulo XXV - Jhonny?
26
Capítulo XXVI - Justificativas e Mentiras
27
Capítulo XXVII - Passando o tempo
28
Capítulo XXVIII - Gatinho Manso
29
Capítulo XXIX - A Festa Abreu
30
Capítulo XXX - Coroa-de-Cristo
31
Capítulo XXXI - Confiança ou Abandono
32
Capítulo XXXII - Persistência
33
Capítulo XXXIII - Necta da Morte
34
Capítulo XXXIV - Homem Astuto
35
Capítulo XXXV - Violeta
36
Capítulo XXXVI - Roxo brilhante
37
Capítulo XXXVII - Nova Jornada
38
Capítulo XXXVIII - O Guardião de Guern Storm
39
Capítulo XXXIX - Orgulho de Leão e Coração de Águia
40
Capítulo XL - Último pedido
41
Capítulo XLI - Minha Essência
42
Capítulo XLII - Uma sobrevivente
43
Capítulo XLIII - Sombras
44
Capítulo XLIV - O Café da Manhã Pode Esperar
45
Capítulo XLV - Indecisão
46
Capítulo XLVI - Conversa
47
Capítulo XLVII - Um dia com um coelho anão
48
Capítulo XLVIII - Amor e Paixão I
49
Capítulo XLIX - Amor e Paixão II
50
Capítulo L - Pó da rabiola
51
Capítulo LI - Eu sou a Morte
52
Capítulo LII - Uma memória perdida
53
Capítulo LIII - Os tempos mudam
54
Capítulo LIV - Ovos Draconianos
55
Capítulo LV - Encontro de Irmãos
56
Capítulo LVI - Caos
57
Capítulo LVII - Libertação ou Consequências
58
Capítulo LVIII - As janelas
59
Capítulo LIX - O tabuleiro de um trapaceiro
60
Capítulo LX - Erro de planejamento
61
Capítulo LXI - O arco-íris no final da tempestade
62
Capítulo LXII - Ao inferno
63
Capítulo LXIII - A quatro paredes
64
Capítulo LXIV - Pelo poder, pelo amor, pela eternidade
65
Capítulo LXV - No silêncio existe a desordem
66
Capítulo LXVI - O tormento está começando
67
Capítulo LXVII - A Morte que Caminha nas Sombras de um Anjo
68
Capítulo LXVIII - Planejamentos Ocultos
69
Capítulo LXIX - Terceiro Mundo
70
Capítulo LXX - Os Núcleos
71
Capítulo LXXI - Vamos acreditar na cegonha
72
Capítulo LXXII - Exigências
73
Capítulo LXXIII - O Cavaleiro do Apocalipse
74
Capítulo LXXIV - Audacioso
75
Capítulo LXXV - Tolo Desafiador
76
Capítulo LXXVI - Nunca Subestime uma Velha Deusa
77
Capítulo LXXVII - Impaciência
78
Capítulo LXXVIII - Minha em todas as formas
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Capítulo LXXIX - Manhã preguiçosa
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Capítulo LXXX - O Vira lata do Céu
81
Capítulo LXXXI - Trágicas Notícias
82
Capítulo LXXXII - O luar sucumbe à esperança
83
Capítulo LXXXIII - Notícias do céu
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Capítulo LXXXV - Correntes Quebradas
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Capítulo LXXXVI - Covarde
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Capítulo LXXXVII - Guerra no Paraíso
88
Capítulo LXXXVIII - As peças foram organizadas
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Capítulo LXXXIX - Podridão
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Capítulo XC - Vida e Morte
91
Capítulo XCI - Luz Divina
92
Capítulo XCII - Salão de festas
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Capítulo XCIII - A Morte em seu julgamento
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Capítulo XCIV - O esqueleto
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Capítulo XCV - Cansaço
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Capítulo XCVI - Vamos Tirar um Ar
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Capítulo XCVII - O não converso com ninguém
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Capítulo XCVIII - O Milagre

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