Capítulo dezesseis
— Boa noite! — eu digo, mais para o Gabriel do que para o Sérgio, ele eu queria era esfolar vivo.
— Boa noite princesa! — Sérgio se levanta e vem até mim segura na minha cintura e eu automaticamente me afasto.
Ele puxa a cadeira para mim olhando com raiva.
Gabriel evita me olhar não consigo decifrar o que está pensando. Porém assim que sento escuto ele falar:
— Por que depois de tanto tempo resolve morar comigo e ainda trás a esposa?
— Ora papai —“cínico!” penso. — para nós nos tornamos família.
— Não precisa desse teatro, “filho”!Fernanda pode mandar nos servir agora. — ele dá a ordem.
E Cátia aparece com a comida. Uma comida tão refinada que não sei como usar os talheres que estão ao lado do prato sobre a mesa.
— Tenho algo a propor! — Sérgio diz enquanto eu ainda analisava os talheres. E presto atenção no Gabriel para imitalo.
Gabriel o olhou indiferente.
— Gostaria que contratasse minha esposa para trabalhar contigo…
— Impossível! O que ela sabe fazer? — Gabriel coloca o guardanapo sobre a mesa meio revoltado achando que não tinha qualificações.
— Eu sei muito, faço faculdade de gestão eólica e engenharia a dois anos e faltam somente dois para terminar. — respondo por mim mesma para me defender antes que Sérgio respondesse com alguma idiotice.
— Tenho o currículo dela se quiser ver! — Sérgio completa.
O telefone de Gabriel toca, ele tira o celular do bolso afastando a cadeira e olha para tela, ele sai indo até a varanda para atender a ligação.
Quando a chamada começou, ele parecia nervoso conversando apressado, “Faltam alguns meses”, ouvi ele dizer um pouco alterado.
— Você tem que fazer ele confiar em você! — Sérgio me diz, levantando da mesa, vindo em minha direção repudiando tentando me afastar dele, porém ele me deixa um beijo na cabeça e sai da sala de jantar dizendo: — Não se esqueça da sua missão ou... — ele passa o dedo pelo pescoço.
Minutos depois com um tom sarcástico, Gabriel entra questionando: — Você quer mesmo trabalhar para mim?
— Sempre foi meu sonho. — digo com a cabeça erguida o encarando.
Ele arqueia a sobrancelha esquerda.
— E precisava casar com Sérgio para isso acontecer? — ele senta em seu lugar. Tão culto ao pegar o garfo e levar ao prato tirando a comida e levando a boca.
— O casamento não estava nos meus planos.
— E casou por quê? — pergunta depois que acaba de mastigar.
— Eu tenho me esforçado tanto para conseguir um trabalho de Gestão Avançada ou um estágio de engenharia de energia eólica mas não tive resultados, obstáculos atrás de obstáculos, e Sérgio aproveitou do meu momento de fragilizada e me sugeriu o casamento.
— Você se vendeu! Poderia ter ido à minha empresa procurar trabalho.
— Achei que a regra da Exo e que contratasse funcionários só formados.
—Eu poderia abrir uma exceção para você.
— E abriria uma exceção para mim por qual motivo? — enfim consigo colocar comida na boca e comer um pouco.
— Você me salvou não se esqueça! E quero saber o motivo que...
— Com licença digo saindo da mesa.
A conversa estava ficando muito reveladora, não queria mais escutar ele, e sai da mesa. Eu não sei se devia contar meus problemas ao Gabriel de certo ele acha que sou uma qualquer por ter dormido com ele naquela noite, com casamento marcado que eu não sabia.
Embora tenha passado mais de vinte e quatro horas que eu ele tínhamos transado eu ainda sentia os toques das suas mãos e seus beijos.
Ele se levanta e vem atrás de mim.
— A conversa ainda não acabou!
Puxa o meu braço direito me fazendo girar o corpo que vai de encontro ao peito dele. Ele segura minha cintura e sua boca se aproxima da minha.
—Gostaria que mantivesse distância de mim. — digo tendo um requisito de juízo.
— Você não pensou assim a duas noites passadas.
— Não tive escolha, tive!?
Ele encaixa uma de suas mãos entre meu pescoço com seus dedos entrelaçados em meus cabelos e nuca.
— Eu não posso! — minha voz sai melosa.
— Já eu adoraria que nós aproveitássemos esse tempo juntos.
Fecho os olhos e tento pensar o que eu deveria fazer, mas na verdade eu não queria poder pensar.
Os meus pensamentos pairam sobre o que aconteceu e o que poderia acontecer aqui. Foi uma das melhores experiências da minha vida, a mais erótica e sensual, mais aí tomo um banho de água fria quando os meus pensamentos se perdem e vem a lembrança do que Sérgio me fez. O empurro quando sinto os seus lábios nos meus já com lágrimas nos olhos chorando.
— Não me toque! —E saio correndo com pavor
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Atualizado até capítulo 65
Comments
Andreia Cristina
q triste 😔 a sina dela três um monstro cm marido e um sogro que acha que ela é uma qualquer 😞
2024-08-24
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