Capítulo doze
Ela
— He…her… é você?
Quando as palavras saíram de sua boca, ele pareceu se lembrar de mim, mas pergunta com indiferença:
— Você que é a esposa de Sérgio?
— Senhor! Não te esperava agora cedo. Quer que servimos o almoço?
— Não!
— Você — ele mal olha para mim agora, mas sei que é comigo que fala. — Venha comigo! — Pediu ou ordenou, não decifrei bem, mas provavelmente uma ordem.
— Você poderia me esperar trocar de … — Aí me dei conta que não tinha roupas, não tinha feito uma mala se quer.
Ele franze o cenho esperando eu acabar de falar.
— Eu não fiz uma mala.
— Sirlene providencie umas roupas para ela. — diz sem me encarar.
Ela consente e sai. Eu sigo o Gabriel. Não consigo pensar que ele seja um senhor. Pois ele é um coroa muito apessoado, deve ter no máximo quarenta e oito anos, seus cabelos um petro sedoso escuro e brilhante, como o próprio o petróleo, sem um fio branco ainda, e tenho certeza que não é tintura. Oh, e ele com certeza e eu nunca me esqueceria daquela noite, o único homem que me fez gozar em minha vida. O destino só poderia estar brincando comigo e agora rindo da minha cara. Isso não é legal, eu vou ter que manter distância dele. Ele é o pai de Sérgio. Então parei de segui-lo, e ele percebeu.
Ele para e se vira em minha direção e levanta os olhos, e vi de perto realmente como ele é, e que acabará de dar um sorriso malicioso de novo. Com certeza querendo me provocar.
— Não temos nada para falar. — Virei as costas e sai caminhando. Para onde? Eu não sei, já que não conhecia a casa. Mas tinha que sair dali.
— Está com medo de quê? — Ele segura meu pulso esquerdo, evitando de continuar andando.
— Não tenho medo!
Ele me puxa e meu corpo vira em sua direção quase trombando com seu peito másculo.
O homem franzi a testa.
Antes que ele pudesse recusar, eu puxo sua gravata e o puxo para baixo, ficando nas pontas dos pés, e sem hesitar, dei um beijo nos lábios dele.
— Você é uma sem vergonha! — Ele diz entre meus lábios e eu o empurro.
Suas palavras foram como uma lâmina de uma adaga sem corte que rasga forçando mesmo assim me perfura o coração. Lógico que eu parecia ser uma sem vergonha. Trabalho ou trabalhava na casa noturna do filho dele, dormi com ele, casei com o filho e beijei ele assim.
“Idiota eu sou!”
Mas fingi não importo e fico normal.
— Viu? Não tenho medo de você.
— O que pretende? — ele segura forte meus braços.
— Morrer! — as palavras saíram tão sinceras e naturais.
Ele me solta virando as costas indo em direção ao seu escritório creio eu.
E eu me viro na direção contrária para procurar pela Sirlene.
Porém chego em um certo ponto e não sei para onde ir, há duas escadas para subir para o segundo… e terceiro andar?
Uohuu. Enorme! Literalmente é uma mansão.
Resolvo não subir, porque penso que me perderei. Então vou até a cozinha com a desculpa de beber uma água
Vejo Fernanda vindo com uma jarra d'água e um copo lindo de cristal. Ri cristal, meu nome. Hihihi.
— Se… que dizer Cristal, se perdeu?
Dei uma risada sem graça.
— Espera aqui, que daqui a pouco te mostro o quarto do senhor Sérgio.
— Ahh, não vou dormir no mesmo quarto que ele.
Ela fica espantada.
— Não vai!
Balanço a cabeça concordando que não vou.
— Bem, espere aqui até eu levar a água para o senhor Gabriel.
— Espera! — viro meu corpo em direção a ela.
— Como sabe que o Gabriel chegou?
Ela ri e me responde:
— Tem um telefone no escritório dele que dá em toda casa.
— Ah! — Digo.
— E bem curiosa hein!
‘Você não viu nada!’ penso.
— Fernanda! — Sirlene aparece no corredor, me ajude com as roupas da senhora Cristal.
— Sirlene tenho que levar água para o senhor Gabriel e já subo.
— Senhora, se importaria de levar água para o senhor Gabriel.
— Euu?! — Aponto meu dedo para meu peito.
Ela consente com a cabeça.
Eu pego a jarra.
— Eu levo então né! — forço um riso.
— Ah Sirlene, não sei onde conseguiu roupa para mim, mas será que poderia colocar em um quarto de hóspedes.
— Como? — Ela fica pasma.
— Ela disse que não dormirá no quarto do senhor Sérgio. — Sussurra Fernanda para ela.
Sirlene me olha com desprezo e desdém, me julgando com certeza.
Saio de fininho indo para o escritório e eu que queria evitar vê-lo estou indo com meus passos apresados com desculpa de levar água a ele.
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Atualizado até capítulo 65
Comments
Andreia Cristina
nossa coitada nem as empregadas gostaram dela
2024-08-23
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