Capítulo quinze
Nervosamente eu bati na porta e antes de ponderar já tinha girado a maçaneta, mesmo antes escutar lo dizer:
— Pode entrar!
Eu queria poder vê-lo mais uma vez naquela noite, por isso a desculpa de levar a água. Porém eu não estava agindo certo, sou casada o que eu pretendia? Os pensamentos corriam em minha mente como um carrossel deixando-me confusa.
Ele se vira em minha direção e seus olhos não demonstram satisfação por me ver. Porém eu o encarava caminhando até a mesa para deixar a água, um homem alto com um terno bem cortado que o fazia parecer distinto, à medida que meus olhos subiam um rosto incrivelmente belo entrou no meu campo de visão.
Ele estava tão perto e ao mesmo tempo tão longe. Por que justamente ele é pai de Sérgio?
Contornos nítidos características tridimensionais cada ondulação de cada curva são perfeitas, principalmente seus olhos castanhos brilhantes apesar de frios. Meu coração diante dele se sobrepôs à imagem de nós dois naquele banheiro e depois no quarto um fluxo de tempo se tornando subitamente lento em apenas um segundo fosse tão próximo a eternidade.
Involuntariamente eu coro sinto minhas bochechas arderem de vergonha ao lembrar de nós. Era vergonhoso como me entreguei a um desconhecido, numa intimidade sem fim.
— Saia! — ele pede com aquele olhar frio e distante, porém me encurrala entre seus braços me encurralando com as minhas costas na parede.
Eu congelo, incerta do que fazer. O olhar do homem era penetrante, seus olhos escuros cobertos por um véu indiscutível de frieza.. ele passa os olhos brevemente por mim.
Meu coração acelera mais posicionando ao encontro de nossos lábios.
— Você ficou nervosa com minha aproximação?! — Um sussurro lento sobre a maçã do meu rosto, mas ele se afasta, seus dedos se erguem como se fossem me tocar, mas vão sob as mangas de seu paletó e torciam o tecido, me virando as costas evitando de olhar para seu rosto que não sei decifrar o que quer de mim.
Ele passa por mim saindo do escritório nem se quer bebe a água.
Olhei ao redor sobre a desordem dos meus pensamentos mordendo os lábios com tristeza como uma criança que fez algo errado.
Minutos depois, Fernanda me acha e me leva ao meu quarto. Só passo rápido os olhos, sem reparar os detalhes do quarto eu queria mesmo é chorar na privacidade do banheiro e corro até ele. Fecho a porta e descubro uma banheira.
— Eu escolhi uma roupa para você, está em cima da cama e, caso não goste, tem mais no closet. — me diz atrás da porta.
— Obrigada! — digo arrancando meu vestido sem importar de rasgar ele.
Entro na banheira sobre lágrimas, deito naquela água quente, e sinto que meu corpo estava começando a relaxar.
Minha mente confusa, e tentei forçar-me a não pensar no que tinha acontecido naquela noite, submergindo a cabeça na água.
Depois de tomar banho e me trocar, Cátia estava secando meu cabelo.
— Como fizeram para me arranjar roupas em tão pouco tempo?
— Aqui na casa tem um quarto só com roupas da moda de vários tamanhos e estilos como uma loja. Todo mês elas são trocadas.— Ela continua mexendo no meu cabelo mesmo eu dizendo que não tinha necessidade.
Me viro em direção a ela, pasma.
— E para quê?
— O senhor Gabriel sempre diz nunca se sabe quando precisar. E hoje veio a calhar — Ela me dá um sorriso sincero e gentil
— Ele traz muitas mulheres pra cá?
— O senhor Gabriel! Jamais, agora — ela torce o nariz virando os olhos com desdém. — Quando morava aqui…
Ela percebe o que ia dizer por eu ser esposa do canalha e se cala. Porém não me importo.
— O que sabe sobre o senhor Gabriel?
Ela me olha através do reflexo do espelho, ponderando o que poderia ser dito.
— O que exatamente quer saber?
— Por que pai e filho não se dão bem?
— Sérgio não te contou?
— Contou o quê?
A porta foi aberta brutalmente e Sérgio se aproxima de mim, fazendo aquela pergunta.
((Parte agora sensível, mesmo sem detalhes, há um levantamento de estrupo))
Cátia esfriou os olhos e disse:
— Licença, senhor! — ela pede quando Sérgio deixa um beijo na minha cabeça.
Quando Cátia sai fechando a porta atrás de si.
Sergio pega meu pescoço com força.
— Não quero que fique fazendo perguntas às empregadas. — ele se inclina e encosta a ponta do nariz na minha bochecha.
Me solta e quase cai, porém consigo me equilibrar colocando as mãos no meu pescoço.
— Tá linda deste vestido! — ele dá um sorriso de canto satisfeito. E depois aproxima de mim me cheirando querendo deixar um beijo.
Eu o empurro, entretanto ele segura meus pulsos e me puxa, meu corpo vai de encontro ao dele, onde ele me segura na cintura beija meu pescoço, mesmo sobre meu protesto.
Me joga na cama e começa tirar suas roupas.
— O que pretende? — pergunto assustada subindo para cabeceira da cama.
— Não vai me dizer que é virgem!
— Por favor, Sérgio, não, você pode fazer isso com outra mulher, uma mulher que queira você não precisa ser eu.
Ele se ajoelha na cama vindo em minha direção.
— Você é minha esposa e tem que agir como tal.
— Isso e estrupo, pode dar cadeia. — ele ri. Me puxando pelas pernas em sua direção.
— E como vai contar a polícia?
— Não, não! — ele me invadiu.
Depois de um tempo não lutei contra ele e aceitei meu destino agora cruel. Cada colisão violenta o odiava mais, minha mente desabou caindo no abismo sem fim. Um abismo obscuro negro sem um sinal de luz, a dor me invadia como faca rasgando meu interior. Finalmente acaba e ele sai de cima de mim.
— Já que quer dormir aqui sozinha, vou para meu quarto.
Ele veste sua roupa e sai.
Eu luto contra o mal-estar, me movi saindo da cama sentindo dor pelo corpo inteiro e fui até o banheiro para outro banho, com os olhos cheios de lágrimas esfregava meu corpo com força tentando dissipar toda sujeira. Tomada por uma raiva inconsolável
joguei uns itens de higiene no banheiro expondo minha raiva.
— Ahgrr! — gritei de raiva caindo sentada no chão.
Acordo com uma batida na porta do banheiro após ficar horas debaixo d'água no chuveiro chorando parece que acabei desmaiada.
— Estou saindo! — Me seco sem olhar para meus braços e meu corpo e sai enrolada na toalha.
— Senhora o jantar está servido. — Sirlene me avisa.
— Pode me trazer no quarto.
— Como quiser.
Ela sai, e vou para o closet escolher uma roupa, desta vez uma calça jeans e uma blusa de manga comprida.
Me dirigi para a varanda, abri a janela deslumbrado as estrelas já era noite e saldo meu pai lá no céu. Triste e pedindo perdão por ter acabado assim.
Minutos depois Sirlene volta.
— Senhora!
Olho para trás
— O senhor Sérgio não permite que jante no quarto, está exigindo sua presença na mesa.
— Então fico sem jantar obrigada! — viro as costas para ela agora observando o jardim lá embaixo.
— Senhora! — me viro para ela de novo. — Sei que não é da minha conta. Mas não deveria deixar de comer por culpa dele. Você tem que se manter forte para lutar.
— E tem como eu lutar?
Ela consente com a cabeça.
— No momento certo a senhora encontrará a oportunidade.
Dou um sorriso para ela fraco. Mas sigo seu conselho e a sigo até a sala de jantar.
Noto dois homens sentados à mesa um patriarca sentando na ponta demonstrando ser o homem da casa. Mas ao meio, distante do pai, Sérgio com a sua postura arrogante, egoísta e desleixado.
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Atualizado até capítulo 65
Comments
Andreia Cristina
nossa que monstro
2024-08-23
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