Contrato

Capítulo três

Quando o homem estava caminhando rumo à porta de saída, Elza surgia logo ao seu lado saindo do corredor que ia para a dispensa.

— O senhor aqui?! — Elza ficou surpresa. Então ela conhecia o homem misterioso. 

— E perdi meu tempo! — ele diz e seguinte a cumprimenta. Sua voz era oponente, forte e máscula.

Elza foi em direção ao balcão e fiquei animada para descobrir quem era ele perguntando para Elza. Mas ainda não éramos amigas, então fiquei com receio e continuei meu trabalho. 

Sérgio estaria à sua espera?

Por educação, Elza cumprimenta um freguês assanhadinho que estava flertando com uma das bartender, porém a garota também só estava sendo educada. Assim que me viu passar com uma bandeja na mão. Ele se virou e deu tapa em minha bunda, o estalo foi alto, quase derrubei a bandeja que tive que segurar com as duas mãos. Ninguém o repreende. E isso me irrita. Ele dá uma gargalhada enquanto eu o xingo pelo pensamento. Felizmente ele não voltou a mexer comigo. 

Seis horas trabalhando quase sem respirar e mal com tempo de ir ao banheiro. Graças a Deus fechamos, eu não era responsável pela limpeza. Agora parando eu reparei que aqui dentro não era assustador como lá fora. E que somente pessoas da alta sociedade cacifs frequentavam o lugar. Por que a fachada de fora era como um prédio abandonado e um lugar afastado? Seria um negócio clandestino? Bem, eu não queria descobrir. 

Caminhei um pouco para ir até a avenida Maracá, pedir um carro de aplicativo onde seria mais seguro de quererem me buscar. Com a sensação que estava sendo seguida olhei para trás. E não vi ninguém. E o silêncio estava me assustando. E quanto mais eu andava maior a sensação. Coloquei minhas pernas para correr com a sobrancelha levemente erguida, e o coração acelerado. Quando graças a Deus vi movimento de pessoas na calçada do outro lado da rua, logo atravessei e me misturei a elas.

 Não descobri se era só impressão ou se realmente estava sendo seguida, mas graças a  Deus já estava dentro do Uber rumo minha casa.

Chego em casa pego a chaves do portão e entro para o quintal, quando empurro a porta da sala e dei alguns passos para dentro, noto que apenas uma luz fraca estava acesa no saguão, e o interior um lugar escuro.

Não havia ninguém mais acordado, sem deixar marcas, silenciosa fui em direção ao meu quarto.

— Chegou tarde! 

—Ahh— quase grito, me viro para trás, com a mão no coração. Era minha mãe enrolada em uma manta.

— Filha, está tudo bem? — Ela percebe minha cara de susto.

— Está, só estou cansada o primeiro dia …

— Filha, você não precisa disso. Eu e Franscisco podemos… 

— Mãe — repouso minha mão no ombro dela. — Marcos não pode esperar e nem minha fatura na faculdade.

Minha mãe abaixa a cabeça chorando. Eu abraço ela.

— Vamos à cozinha, vou preparar um chá para senhora. 

Enquanto faço o chá ela me olha com ternura, e remorso. Sei que ela não faz por mal, e sei da culpa que sente por ter se casado de novo. Ela achou que nos ajudaria com a empresa. Coitada apostou errado. Mas pelo menos nessa união ganhei um irmão.

Na manhã seguinte, acordei por volta das sete horas, porém voltei dormir, estava de férias da faculdade, tinha que aproveitar para descansar, estava muito cansada, mas fui acordada sobre berros do meu padrasto já bêbado às… pego meu celular. Oito e vinte da manhã.

— Sua vagabunda… ahrg, odeio essa vida é tudo culpa sua. 

Decido sair do quarto, ele nunca ousou bater em minha mãe, porém acho que suas ofensas eram piores que tapas.

— Francisco! — grito com ele quando abro a porta do meu quarto.

— A lá vem a defensora. Eu já avisei que não precisamos do seu dinheiro. Ainda mais agora um dinheiro…

Nem vi como fui parar perto dele e lhe dei um tapa na cara antes que ele falasse mais merda. Ele me olha com ódio e com a mão no rosto aparando a dor. Deve ter doido muito pois minha mão estava doendo. Ele não diz mais nada e vai para seu quarto.

Bufo de raiva, minha mãe vem em minha direção me abraçar porém me afasto. Vou para o quarto do meu irmão, ele estava com os olhos fechados sentado da cama de joelhos na barriga tampando os ouvidos. Eu corro em sua direção e o abraço.

— Vou nos tirar desta situação! — digo baixinho só para ele poder ouvir. Ele me abraça forte.

À tarde passa voando, depois que fiz o almoço dei os remédios para meu irmão depois dele almoçar, tomei um banho demorado e voltei dormir colocando o celular para despertar às cinco.

 Já estava aqui na porta do meu serviço.

— Sérgio está à sua espera! — Elza me avisa. Consinto com a cabeça. Deve ser para assinar o contrato. Ontem ele foi embora cedo não pode me esperar. 

Bati na porta do escritório dele.

— Pode entrar. 

Abri a porta e entro, ele estava mexendo na ponta do nariz como se.... Um ele tenta disfarçar mais noto que em cima da mesa avia pó, e pelo jeito ele tava usando. Um drogado. 

— E pontual, um ponto a mais para você. — do um sorriso debochado. 

Ele me empurra o contrato pela mesa e vou até lá, sento-me e o pego e começo a ler.

— O que quis dizer aqui nesta cláusula, quando diz que devo fazer tudo que o chefe ordenar?

— Tem que obedecer tudo que eu lhe pedir.

— Só pode estar louco que contrato louco é esse? — ao contrário do que pensei que ele fosse explodir de raiva, ele me olha sério. 

— Então não temos mais negócios a fazer, está dispensada.

Eu fico imóvel. Não posso também perder esse emprego que consegui depois de meses.

— Espere! Deve ter um jeito de chegarmos a um consenso?! 

— Me diz um que possa ser.

— Que eu nunca durma com um cliente, porque você quer, porque não sou…

— Prostituta! Oras senhorita Cristal, que tipo de homem pensa que sou por achar que mandaria uma tarefa assim. 

— É não é?! 

— Claro que não! Você só dorme com meus clientes se você quiser. 

Eu estava sem entender 

Ele riu.

— Esse contrato é de três meses. E se até lá arrumar um outro emprego. Está livre. 

— Mas o que então exatamente se trata sobre te obedecer?

— Vai ter que pagar para ver. Porém se quiser coloco suas cláusulas de não dormir com os clientes do clube sem seu consentimento.

 Suspiro forte e falo: — Faça isso então!

— Na hora de seu intervalo venha assinar já estará pronto novamente. — consenti e me levanto da cadeira.

A noite não está  agitada como ontem, e hoje consegui respirar e até mesmo me divertir um pouquinho.

Curiosa fui desvendando o lugar, os seguranças pareceram não se importarem. A suíte era espaçosa, com uma sala de estar ao centro e salas de lazer e o quarto aos lados. Mas não consegui desvendar mais pois logo o dever me chama e volto a trabalhar. Primeiro, segundo e terceiro andar várias vezes, levando clientes, servindo bebidas, entregando pedidos. 

Mais populares

Comments

Marina lopes

Marina lopes

moça besta,deveria ter ido embora ,ele vai te obrigar a ser job

2024-12-06

0

Gigliolla Maria

Gigliolla Maria

o que teria nesse contrato

2024-11-07

0

Andreia Cristina

Andreia Cristina

ai Cristal será que vc fez bem em assinar esse contrato

2024-08-20

1

Ver todos

Baixar agora

Gostou dessa história? Baixe o APP para manter seu histórico de leitura
Baixar agora

Benefícios

Novos usuários que baixam o APP podem ler 10 capítulos gratuitamente

Receber
NovelToon
Um passo para um novo mundo!
Para mais, baixe o APP de MangaToon!