Capítulo Treze
Seis anos atrás eu acreditei que não teria filhos e viveria sozinho, e nem teria uma família, não que agora a solidão e não ter família seja diferente, mas fui surpreendido por uma mulher me dizendo que tínhamos um filho.
Karina Abrão
Eu a reconheci imediatamente, pois eu ainda tinha registros dela em minha mente e dos destroços que tive que me recuperar depois que ela quebrou meu coração, ela foi meu único amor, mas pelo imprevisto do destino ela sumiu sem dar notícias e fiquei arrasado, e não me permitir amar novamente. Eu tinha vinte dois anos quando estava iniciando minha empresa e ela bem, a conheci numa cafeteria, achei tão linda que tive que me sentar com ela. Nossa conversa fluiu e marcamos de nos ver novamente, e nós vimos muitas outras vezes, porém nunca soube exatamente o que ela vazia até seis anos atrás quando reapareceu me entregando seu filho dizendo que estava morrendo. Sergio tinha dezessete anos, já não era nenhuma criança, porém era um jovem adolescente rebelde, não pareceu feliz em me conhecer, depois de um tempo descobri que nunca gostou de me conhecer. Me culpava pela morte da mãe, mas não era culpa minha ela ter ido embora grávida e nem me contado sobre a gravidez. Cheguei a discutir isso com ela: “ Porquê de ir embora sem me contar? O que havia acontecido?" E sua explicação foi que não queria atrapalhar meus planos pois ela era dançarina de uma boate de striptease e ninguém daria crédito a uma nova empresa com uma mulher assim.
“E quem te disse isso?" Perguntei revoltado, não pela mentira, mas por ela pensar que não lutaria por nós dois, minha empresa estava se tornando importante, mas ela também era.
Ela não deveria ter tomado uma atitude assim sozinha. Sem me consultar.
Ela disse que teve um tempo que se arrependeu e quando foi me procurar eu já estava envolvido com outras mulheres. Ela disse outras, nunca fui mulherengo, sou um homem centrado e sério. Lógico que em certas ocasiões eu me envolvia sexualmente com uma mulher, mas nada sério.
“Então você não se lembra de quando numa despedida de solteiro de um amigo seu em um bar você estava com duas mulheres?”
Hu?!? Então me lembrei da despedida de solteiro do Jorge num barzinho chique do centro.
“Isso não é motivo de esconder um filho.”
“Para mim era um motivo. Você não merecia ser pai.”
“E o que faz com que agora eu seja?”
“Ele não pode ficar sozinho depois que eu morrer.”
Ela já estava com um câncer avançado no fígado, e mesmo que eu tenha pagado os melhores tratamentos ela não resistiu.
Sérgio, se tornou um homem com aparência bonita e distinta, sempre atraindo atenção de muitas mulheres, mas era um irresponsável. Saía todos dias, e sempre voltava de madrugada bêbado, e acordava tarde. Tentei fazer ele se interessar pela empresa chegou um dia ir, porém a única coisa que ele fez foi dar em cima das funcionárias, em uma até se atreveu bater na bunda dela, ela fez um maior escândalo dizendo que ia nos processar. Tive que persuadir lá e dizer que ele não voltaria para empresa.
Perguntei se ele queria fazer uma faculdade, qual era o sonho dele, ele me respondeu que odiava estudar. Não! Aquele menino não poderia ser meu filho. Fiz o exame de DNA, porém foi comprovado cem por cento pai. Perdi minha paciência, e o entreguei ao mundo. “Decepção, um irresponsável como acha que poderei deixar você destruir minha empresa que levei anos para construir para vê-la desfazer em dias?”
Ele somente riu na minha cara.
Ele chegou quase a ser preso, por roubo. Um homem rico que tinha de tudo precisava roubar?!
Quando tirei tudo dele, menos a moradia e comida, para ele se tornar homem, pareceu que tinha funcionado, então aos poucos liberei os cartões de crédito novamente. E um dia ele me pediu um favor para me ajudar a abrir um negócio. Eu estava começando a ficar satisfeito. Porém quando descobri que seu negócio era uma casa noturna, onde sua mãe havia trabalhado, não fiquei muito feliz, porém esse não foi o motivo, o ruim foi que ele se envolveu com coisa errada, contrabando de mercadorias ilegais e desconfio até de traficante.
“Você quer me fazer perder tudo que construí? Sabe como foi doloroso chegar onde cheguei para você simplesmente ignorar!” ele sequer me olhava na cara. Ele só tinha idade, mas não tinha nada de homem. Agia feito uma criança birrenta. Eu me segurava muito para não perder a cabeça.
A casa noturna era uma lavagem de dinheiro eu exigi ele parar, porém ele me devolveu o dinheiro que investi, e não pude fazer mais nada. Já tinha pensado em entregar a polícia antes que isso espirrasse em mim, mas querendo ou não ele era meu filho e prometi à mãe dele que eu cuidaria dele.
Então me afastei, deixei ele no mundo dele e eu no meu, mas sempre com um investigador de olho. E descobri que quase a polícia descobriu o negócio sujo dele, mas escapou. Aí ele resolveu da noite para o dia se tornar um homem responsável e me procurou para trabalhar na empresa. Mais uma vez como pai, mesmo não sentindo que era, o deixei, e no primeiro dia, o investigador me alerta que ele estava pretendendo usar a empresa para a empresa ilegal dele. Foi a gota d'água. E o mandei embora. Ele então viajou para os Estados Unidos. Dizendo que iria se aprimorar e me derrubaria.
“Boa sorte!” Eu disse.
Quatorze meses depois, nos meus quarenta e seis anos ele volta, e recebo uma intimação sobre paternidade. Ele estava querendo me prejudicar. O advogado exigindo tudo.
E logo que meu turno na empresa acaba fui para a casa noturna Estatelar avisar que agora é guerra.
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Atualizado até capítulo 65
Comments
Andreia Cristina
eita q babado então é ele que a Cristal salvou e fez a burrada de transar com ele e agora ele acha que ela é uma qualquer 😞😞😢
2024-08-23
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