Capítulo quatro
Hora do meu intervalo, antes de jantar vou ao escritório de Sérgio.
O contrato estava sobre a mesa, mas novamente ele não estava, reli o contrato e realmente ele colocou a cláusula que pedi e assino. Volto para o local onde os funcionários faziam suas refeições e uma das dançarinas, a ruiva, se aproxima de mim.
— Oi!
— Oi! — ia saindo ela segura meu ombro.
— Tome cuidado com Sérgio, ele parece estar interessado em você.
— Bem, o aviso já foi tarde, já assinei o contrato.
Ela me olhou triste e de um jeito disfarçado me mostrou seus pulsos.
Eles estavam roxos. Será que Sérgio havia feito isso a ela? Quando estava prestes a perguntar consente com a cabeça e aponta para a câmera lentamente com a cabeça. Que merda fui me meter?
Resolvo ir ao escritório do Sérgio novamente tentar roubar o contrato.
— Onde pensa que vai? — um dos guardas me barra.
—Eu…eu estava indo ver se eu assinei todas as folhas do contrato.
— Não se preocupe, o contrato já foi entregue ao chefe se estiver alguma assinatura faltando ele te avisa.
— Cristal! — Elza aparece me chamando.
— Sobe para o terceiro andar e busque para mim um casaco que um dos clientes esqueceu.
— Qual quarto?
— Vinte três!
Eu já estava no salão rumo ao quarto vinte três quando senti que algo não estava certo. Uma das portas estava aberta e não me lembro de nenhum cliente pedir aquele ali. Me aproximo e coloco a cabeça para dentro. Estava prestes a voltar quando ouvi o som de água vindo do banheiro do quarto e uma voz baixa e dolorida ecoando: " Ajuda"
Vigilante e sem saber o que esperar eu deveria dar meia-volta e sair sem hesitar naquele momento, mas após três segundos de hesitação na escuridão, escutando os gemidos de dor do homem me dirigi novamente ao quarto.
—O que houve? — pergunto baixinho, abrindo a porta do quarto. O chuveiro ligado e os gemidos mais altos. Não deveria, mas fui em direção ao banheiro. De repente, um braço me estendeu e me arrastou diretamente para o chuveiro.
O homem tinha uma mão contra a parede e outra no meu pescoço, era o homem misterioso de ontem, não senti medo a voz dele suprimia dor, ainda fria, violenta e furiosa: — Ele me drogou, preciso que me salve! — não foi um pedido mais uma ordem.
Enquanto a luz do lado de fora penetrava pela pequena vidraça na janela, o banheiro permanecia um pouco obscuro, impossível de ver muita coisa somente seu corpo sobre uma sombra.
Segurei o impulso de reagir, minha voz rouca devido ao aperto no pescoço, mas calma: — Como te ajudo?
O homem parecia estar encharcado de água fria há muito tempo, seu corpo estava frio, mas a respiração que saía era quente, alternando entre quente e fria, fico um pouco atordoada.
No escuro, nós olhamos em silêncio, a respiração do homem era mais pesada do que a minha, parecia ter chegado ao extremo, beliscando a minha garganta com a mão que ele de repente foi desapertando o aperto em meu pescoço, abaixou a cabeça e me beijou com força.
Lábios frios, dominadores!
Num instante, arregalo os olhos, o chutando com força contra o corpo dele.
Mas a força e a velocidade do homem não eram inferiores às minhas, suas longas pernas pressionaram os meus joelhos, e ele disse com uma voz rouca: — Me ajuda, depois eu te compenso como quiser!
— Respiro fundo, não esperava estar nessa situação. Quem poderia ter o drogado? Será que não era mentira só para … não consegui mais raciocinar quando sinto novamente seus lábios sobre os meus.
Na escuridão, o cheiro do homem envolvia todos os meus sentidos, eu ainda estava pensando se deveria ajudá-lo ou deixá-lo ali e chamar um socorro, mas o beijo dele já caía sobre mim como uma tempestade. Não, ele não parecia drogado, pois estava mais ágil do que eu estava, eu estava grogue com aquele homem, meus sentidos já não respondiam mais minha mente, que vagava e meu uniforme minúsculo caindo pelo chão junto com as roupas molhadas dele. Ele me pega pela cintura, sinto a ereção dele e seu corpo quente contra o meu me colocando na pia, mesmo o banheiro estando meio escuro vejo seu corpo nu, em minha direção, sinto ser preenchida ele abafar meus gritos com sua boca em outro beijo sedento. Oh meu …. Que homem gostoso. Suas mãos me apertavam forte, em carícias e degustação. Eu estava precisando tanto quanto ele. Ohh
Nem me lembrava como tínhamos ido do banheiro para a cama do quarto e, enquanto eu ainda estava dividida entre a resistência e a submissão, ele puxou-me para o abismo com ele sem recusar. Me tornando sua novamente. Mas isso tinha que parar. Se eu fosse pega… Meu raciocínio morreu com o êxtase do meu corpo e eu me entrego por completo, meu corpo relaxa e me sinto flutuar em um sono profundo, senti minhas pálpebras fecharem e então não vi mais nada.
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Atualizado até capítulo 65
Comments
Aldenice Costa
como assim cristal?
2024-11-23
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Andreia Cristina
sério Cristal vc estipulou a cláusula e mesmo assim foi pra cama cm um desconhecido
2024-08-20
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