Capítulo Onze
Eu não estava mais pensando em questões inúteis, como eu deve ou não encontrar uma saída agora era oficial eu estou casada e não conseguia mais prever meu futuro e nem como fugir.
— Suzen leve-a para casa! — Sérgio ordena a assistente e ela consente me guiando até lá fora, como se eu pudesse fugir agora.
— E o senhor não vai? — a minha mãe pergunta.
— Tenho coisas para fazer.
— Então deixa eu ... — Ela ia se aproximar dele para dar um abraço mas Sérgio desvia sem ao menos disfarçar.
A minha mãe e Francisco ficam constrangidos e vem na minha direção, porém eu também os evito.
— Não preciso de condolência! — Franscisco arregala os olhos.
Até que gostei da cara que a minha mãe ficou.
E Vamos em direção a saída.
O motorista prestativo como sempre já está a nossa espera com a porta aberta… opa não a minha espera. Sérgio entra no carro e o motorista fecha a porta.
— Por aqui senhora! — Suzen me indica o caminho me mostrando o carro que me levaria.
Abro a porta e entro no carro.
— Poderia vim para frente por favor! — Suzen pede formal.
— Ok desculpas, achei que era para eu sentar aqui para trás.
— Não sou sua motorista, só estou fazendo um favor para o Sérgio.
— Você trabalha com o quê para ele exatamente?
— Assistente! — Responde seca.
—Você sabe para onde ele foi,?
— Para o clube.
— A essa hora?
— Problemas eu acho.
— Hum! Deixa eu adivinhar não está autorizada a contar-me sobre os negócios dele?!
— Exatamente!
Assim que entro de novo no carro e desta vez na frente. Ela da partida e o carro entra em movimento.
Não leva muito tempo e momentos breves descemos na Rua da Gaspirch, fico encantada com o bairro, casas luxuosas, ruas limpas e bem estruturadas, com certeza eles pagam o dobro da tarifa porque aqui a prefeitura trabalha com certeza.
— Sérgio pediu que te falasse para não se assustar com o senhor Bragança caso ele estivesse em casa.
— E por que me assustaria?
— A demora dele para o casamento foi a discussão com o pai que não aceitou bem a notícia do casamento.
— Mas não era que o pai dele queria?! Que ele fosse responsável.
— Vamos dizer que o pai dele sabe que esse casamento é falso.
— Oh! Ele é perigoso?
— O senhor Bragança?! — ela deu uma risadinha.
— Não se você não atravessar o caminho dele.
— Difícil, já que o Sérgio quer que eu entre na empresa.
Entramos em um condomínio e logo Suzen para em frente a uma casa, eu disse casa?! Uma mansão magnífica, os portões me lembram aqueles castelos medievais ingleses dourados.
— Bem está entregue! — Eu olhei para ela.
— Não vai descer?
— Não! — ela deita o corpo para meu lado para abrir a maçaneta da porta do carro.
— Desce! — Manda quase me empurrando.
Desci e ela acelera o carro. Ela não deve se dar bem com o Bragança. Não demorou muito para o portão abrir para mim.
Eu vestida de noiva sem companhia do marido caminho em direção a porta com as mãos trêmulas, com receio do que esperar.
Respirei fundo com aflição mordendo o canto da boca, olhando para a porta e quando levanto o braço com os dedos dobrados para bater nela. Ela também é aberta.
— Boa tarde senhora! — uma senhora me cumprimenta, com cabelos grisalhos bem apresentável com uma roupa preta impecável, estende a mão para me mostrar o caminho me convidando entrar, ela com certeza é a governanta.
— Boa tarde, mas sem a senhora por favor. — digo dando um sorriso a ela. Que não demonstra empatia.
— Já almoçou?
— Ainda não!
— Quer tomar um banho primeiro ou deseja ser servida?
— Estou com fome!
— Então me acompanha por favor!
Eu a sigo e ela me leva para a sala de jantar, com uma mesa enorme de madeira, não faço ideia qual madeira é, mas é bem lustrada e trabalhada com vinte cadeiras.
— Sente-se! — Ela me mostra onde querendo puxar a cadeira. Tão culta!
— Comerei sozinha?
— Sim, o senhor Bragança não se encontra no momento.
— Então não se incomode comigo, como na cozinha. — afasto-me da mesa.
— Não é o indicado! — ela indaga.
Dou de ombros.
— Me mostre onde é! — procuro com os olhos admirando a decoração do lugar tão rico.
Ela parece não gostar muito, mas ela obedece e me leva, não que fosse uma ordem.
Não encontro um quadro ou porta retrato do dono da casa, do senhor Bragança.
Na cozinha ela vai até às panelas. Uou que lindas panelas, linda cozinha. Ando por ali passando as pontas dos dedos no mármore da cozinha.
Ela ia me servir mais não deixo lhe estendendo a mão.
— Eu me sirvo!
E assim que me sirvo sento-me para comer, a governanta sai sem me dizer o que foi fazer.
outra mulher, uma jovem mulher, deve ter por volta uns vinte e poucos anos, mais nova que eu, branca olhos claros, surge na cozinha cantarolando e para quando me vê.
— Desculpa! — ela me olha curiosa.
— Que isso! — Dou um sorriso para mostrar que não deve desculpas. Coloco outra garfada na boca.
— É a esposa do senhor Sérgio? — Ela pergunta encostando em outra cadeira.
Balanço minha cabeça positivamente.
— Não parece muito feliz. — observadora.
— Cátia! — Outra funcionária entra e só noto quanto ela a adverte. Um pouco mais velha, porém mais nova que a governanta. Ela segue fazendo as tarefas mas me diz:
— Desculpe, ela senhora.
— Desculpe porquê, ela tem razão! — sou sincera. Não estou nem aí delas saberem que eu odeio ser casada ainda mais com Sérgio.
— Bem seja como for, ela não deveria se intrometer. — Ela me olha e depois disfarça e volta fazer seus afazeres.
A Cátia estava de cabeça baixa, e a mulher se aproxima do armário pegando algumas coisas.
— Como se chama? — Me viro para a mulher que ainda não sabia o nome.
— Fernanda.
— Sou Cristal, prazer em conhecê-las.
Cátia olha para mim sorrindo e levemente balança a cabeça cumprimentando.
— Prazer! — Fernanda responde mais séria.
— Se não queria casar, por que o fez?
— Cátia, você não vai querer ser punida vai!?
Paro de comer incrédula.
— Como assim?
— Nada senhora e modo de dizer!
Fernanda força um sorriso e Cátia vai fazer seus afazeres também.
Acabo de comer, querendo fazer um monte de perguntas a elas. Mas como a governanta logo também estava presente de novo na cozinha ela não ia permitir. Ela parece ser bem barra dura.
— Licença! — Peço a elas, me aproximando da pia para lavar a louça.
— De maneira nenhuma senhora!
— Senhora e o serviço delas, se o senhor Gabriel “então o nome dele é Gabriel!” ou senhor Sérgio saber disso as manda embora. — a governanta diz segurando meu braço.
— Mas que tipo de patrões vocês tem??E só ninguém contar!
— Senhora, por favor! — Agora quem pede é a Fernanda.
Largo a louça sem argumento e então falo:
— Só se me chamarem de Cristal, sem a senhora.
Elas consentem.
— Muito bem! — digo virando as costas e escuto Cátia dizer.
— Gostei dela!
— Senhora! — olho para a governanta com uma cara de advertência por ela ainda me chamar de senhora, mas não deu resultado.
— A senhora não sabe onde é seu quarto. Eu te levarei.
— Já que não te convenci de parar de me chamar de senhora, posso saber o seu nome!?! — arqueio o cenho.
— Sirlene! — Estávamos no corredor porém ao contrário da sala de jantar indo para outro caminho quando.
— Muito bem si… — Quase trombei com um homem e quando viro a cabeça em sua direção e ergo meus olhos eles ficam em inquietudes.
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Atualizado até capítulo 65
Comments
Andreia Cristina
q homem nojento 😡 além de atrasar no casamento ainda deixa ela sozinha
2024-08-23
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