CAPÍTULO 18

**Natasha**

...----------------...

Eu acordo com gosto amargo na boca e uma imensa vontade de fazer xixi. O quarto está escuro.

Nossa, não tinha ideia de que era tão tarde.

Corro até o banheiro com as lembranças do ocorrido na cabeça.

Dou descarga me lamentando por ter bebido tanto, lavo as mãos e encaro minha figura no espelho.

Quer vergonha!

Deus! Eu quebrei o vaso! Meu coração bate forte e eu aperto a mão no meu peito, tentando respirar.

Deve ser uma peça muito cara.

Estremeço.

Saio do banheiro me sentindo desolada. Quando ergo minha cabeça dou com as luzes acesas e André parado no meio do quarto.

O magnata italiano está simplesmente divino. Uma linda calça jeans, camiseta branca e uma jaqueta de couro.

Ele vai sair?

—Tudo bem? —ele pergunta, examinando-me de forma lenta.

Seu olhar me provoca inquietação. Sinto minha pele aquecendo irradiando para o meu rosto.

—Fisicamente sim, mas minha consciência não. Sinto muito. Eu exagerei na bebida. Sinto também por seu vaso —digo realmente arrependida e chateada, parece que o universo conspira contra mim.

Qual será o valor do prejuízo?

Estou louca para saber se ele irá me cobrar.

Deus, estou perdida!

A pausa que ele faz para dizer algo dispara meu coração. —Não quero que pense sobre isso.

—Ele deve ser muito caro.

—Sim, é.

—Quanto custa?

Meus olhos com certeza são agora angustiados para ele.

—Natasha. Não importa. Agora vou sair. Então sinta-se à vontade para comer o que quiser. Sobrou molho. Pode fazer um macarrão.

Pelo jeito ele só chegará bem de madrugada. Não me sinto bem com suas palavras.

Por quê? Por que devo me incomodar com isso? Mas me incomoda e muito.

Machuca.

O que está acontecendo comigo?

—Não jantará aqui?

Os olhos de André seguram os meus por um momento.

—Gostaria que eu jantasse com você?

Quase dou um pulo com sua pergunta. Dou-lhe um sorriso débil.

—Não! Só perguntei para saber se devo fazer um prato para você — digo veementemente. Minto para ele, mas já não consigo mentir para mim mesma.

Ele dá um sorriso amargo.

—Não se preocupe comigo.

Tento sorrir.

—Bem, bom divertimento. Agora vou dar uma ajeitada na cozinha e na bagunça que fiz.

—Eu já arrumei tudo —ele diz sério.

Ergo minhas sobrancelhas surpresa tentando ignorar as borboletas agitadas no meu estômago, cada vez mais confusa com esse homem.

Ele é quase perfeito, penso reforçando dentro de mim aquilo que ele não é.

Não consigo dizer nada, apenas aceno um sim.

—Buona notte—ele diz sério, sem sorrir.

—Buona notte—minha voz sai fraca, sussurrada. Quando ele sai solto o ar que estava preso no meu peito.

**André**

...----------------...

♬♪♫

Gosto muito da música Nothing Else Matters da banda Metallica, ela está retinindo no ambiente do clube que frequento. Essa música é para dançar coladinho, falando obscenidades no ouvido de alguma dessas garotas que frequentam aqui. Sedentas por um noite de prazer. Mas elas não me enganam, no fundo elas são loucas para que uma noite se torne duas, três e assim por diante. Elas querem me amarrar, um compromisso mais sério.

Solto o ar olhando tudo ao meu redor como se não estivesse vindo no lugar certo. Sinto-me estranho.

Uma mulher de cabelos negros e pele clara surge na minha frente. Os olhos cor de mel brilham nos meus quando ela sorri para mim. Seu sorriso é lindo. Os dentes são perfeitos e muito brancos.

—Vamos dançar? —ela pega a minha mão e me puxa.

Mesmo diante dessa linda garota exuberante, sensual, eu não consigo me animar para dançar ou olhá-la com interesse.

Saí para esfriar a cabeça, precisamente satisfazer a debaixo, mas agora me sinto brochado. Com certeza há algo de errado comigo esta noite.

Bom, mas nunca neguei fogo e não é agora que irei negar.

Mesmo sem apetite algum, aceito o seu convite. Finalizo minha tequila como se precisasse disso para me dar ânimo para o sexo dessa noite.

Quando ela vê que aceitei alarga seu sorriso como se tivesse ganhado um prêmio e me puxa para a pista de dança. Então se agarra ao meu pescoço moldando seu corpo ao meu de tal jeito que sinto seu estímulo no meu membro.

Eu fecho os olhos para dançar, mas é só fechá-los começo a imaginar Natasha e eu dançando assim, coladinho e de repente o que estava quieto dá sinal de vida.

Ela se afasta e segura o meu rosto e isso me faz abrir os olhos e meu sonho bom desvanece e eu solto o ar insatisfeito.

Seus lábios procuram os meus.

Eu a seguro forte, meus dedos parecem duas garras ferindo sua pele.

—Não! —digo e a empurro para longe de mim —mulher nenhuma me beija. Está entendendo?

Não beijo na boca as mulheres que saio, mas nunca fui rude desse jeito. Sempre explico com jeitinho.

Ela ofega, parece afetada pelo meu jeito.

—Tudo bem.

Eu respiro fundo e diminuo meu aperto em seu braço. Normalmente, estou no controle de minhas emoções, mas agora me sinto desestabilizado.

Ela tenta me abraçar novamente.

—Desculpe-me. Hoje não estou nos meus melhores dias. Foi um erro ter vindo aqui.

Eu a solto e me viro para ir embora.

—Hei, desculpe-me. Tudo bem. Eu entendi —ela diz segurando minha jaqueta—não precisa sair assim.

Eu fecho o meu semblante e olho sua mão ainda me segurando, então a encaro.

—Estou indo embora, então, não me detenha.

Ela me solta e eu faço meu caminho para a saída.

Passo por várias mulheres dançando sozinhas. Conforme avanço, elas tocam meu rosto, outras meu braço tentando me fazer parar para uma dança.

Eu me desvencilho de todas me sentindo irritado. O ar agora parece abafado, escasso. As mãos que me tocam pegajosas.

Quando finalmente alcanço o lado de fora, respiro com alívio o ar noturno. Ele está úmido por causa do sereno.

No estacionamento passo meus olhos pelos carros e identifico minha Lamborghini Aventador. Fruto do meu árduo trabalho, tão cara como aquele vaso na sala.

Eu comprei aquela relíquia incentivado pelo meu falecido avô materno, descendente dos Platonis.

Ter a posse do vaso era como ter um patrimônio honorífico. Ele não poderia ficar na mão de desconhecidos.

Quantas vezes recomendei a Lola para tomar cuidado com aquela relíquia e agora ele se quebrou.

Então me veio a surpresa. Eu me vi mais preocupado em consolar Natasha, aliviar sua aflição e tentar lhe trazer conforto com minhas palavras do que o desgosto de perder algo que representava tanto para mim.

Solto o ar ainda pensativo.

Estou ligado naquela garota mais do que eu imaginava e não sei se gosto disso.

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Comments

Anna Lucia Da Silva Pereira

Anna Lucia Da Silva Pereira

eles tem que desenrolar logo, vai pra casa e pega ela de jeito cara kkkkkkkkk 😘

2025-03-26

0

Ana Lúcia De Oliveira

Ana Lúcia De Oliveira

Culpa da Lola

2025-03-30

0

CARTOON NEFLOW SBT

CARTOON NEFLOW SBT

está chato já.

2025-01-05

1

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