...André Sorrentino Nicolo...
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—Ótimo! —digo, embora contrariado —Bem, então se o problema é comigo, por favor, trate bem a garota. Ela já sofreu muito na vida e não tem culpa de nada.
—O mesmo digo a você!
Eu respiro fundo.
—Farei isso —olho o relógio de pulso—hoje irei almoçar com meus pais. Posso ir sem preocupações? Você será gentil com a ela?
—Sim, pode deixar. Seremos amigas, muito amigas. Serei sua conselheira.
Estou ferrado com Lola.
—Tudo bem—digo de um jeito orgulhoso.
—E onde ela está?
—Está em dos quartos de hóspedes —digo com cara de paisagem.
Lola me fuzila com o olhar.
—Quarto de hóspedes?
—Que mal há nisso. Não trago ninguém aqui. Estes quartos só criam pó.
—Eu que o diga! —ela diz. Então me olha calada por um tempo, levanta-se do sofá e se senta próxima a mim. Depois de soltar o ar, ela me encara com dor nos olhos.
—quero que se interesse por uma moça e se case novamente. Mas sei que aqui não é o caso... Está apenas encantando pela jovialidade dela e mais para frente ela pode se tornar desinteressante. Saia com mulheres do seu nível, maduras. Vocês falarão a mesma língua e elas sabem se defender. Essa garota me parece bem inocente.
É isso que Lola e ninguém entende. Eu me cansei de todas elas. Eu as acho superficiais...tão fúteis, tão focadas em se dar bem na vida.
Pensando bem, conheço uma garota interessante. O nome dela é Helen, mas ela não me atrai nem um pouco. É como se eu visse um homem na minha frente.
—Não quero ninguém. A vida que levo está muito boa, obrigado.
Lola fecha a cara.
—Tudo bem, mas não colocará suas patas de lobo em cima dessa garotinha. Eu vou instruí-la muito bem.
Eu me levanto irritado.
—Vou indo Lola e depois fale com ela, mostre que está tudo bem.
—Bem não está.
—Lola! —Digo em tom de advertência.
—Ah, va bene! (Ah, tudo bem)
Dou um beijo em sua testa.
—Arrivederci. (Adeus). Vou trocar de roupa e sair. Volto mais tarde
Eu me afasto com passadas largas, mas antes de me trocar, resolvo conversar com Natasha. Preciso prepará-la para o que Lola irá dizer contra mim. Não vou deixá-la denegrir minha imagem.
Sei que ela falará apenas verdades sobre mim, mas Natasha precisa conhecer minha história.
Vou até o quarto de hóspedes e dou duas batidas na porta. Espero ansioso ela abrir.
Pouco tempo depois ela se abre. Sorrio levemente para Natasha.
—Posso falar com você?
—Claro —ela me diz segurando a porta.
—Mas não aqui no corredor —digo e lhe dou um sorriso de canto de lábios que costumo usar para molhar as calcinhas da mulherada.
Ela fica vermelha, sem graça, mas me dá passagem.
Entro no quarto.
—Feche a porta. Precisamos conversar.
Ela fecha a porta e fica insegura olhando para mim.
Eu me sento na cama de casal e bato no colchão ao meu lado para ela se juntar a mim.
A linda Natasha avança insegura e se senta como uma menina obediente.
Sorrio em satisfação e viro meu grande corpo de modo que eu foque bem seus olhos.
Ela também gira o seu na minha direção e me olha, à espera do que eu tenho a dizer. Seus lindos olhos verdes muito vivos nos meus. Meu coração se agita e calor sensual me envolve.
Chega a doer meu corpo com o prazer negado. Difícil me deparar com tamanha beleza e mantê-la intocada. A vontade de ser o primeiro homem em sua vida faz meu membro pulsar de desejo.
Mantenho meu semblante sério, impassível. Não quero e não posso assustá-la.
—Conversei com Lola e descobri por que ela está agindo assim. Não é nada com você, nem com seu serviço.
—Não? —ela me questiona sem entender.
—O problema dela é comigo.
—Por que com o senhor? Brigaram?
—Por favor, me chame de André —digo de um jeito amigável. No início quero que ela me veja como um amigo. Então respiro fundo e desvio meus olhos por um momento dos dela e só então a encaro novamente —Lola não gosta do jeito que tenho levado minha vida sentimental.
Mas ela não entende que sou assim devido ao meu passado. Eu não tive muita sorte com meus relacionamentos, por isso sou o que sou.
Eu reconheço seu olhar interessado no meu, ele não sai nem por um minuto do meu rosto.
Fecho meus olhos revivendo tudo e, depois de respirar fundo, olho para ela e lhe conto em detalhes como foi minha tumultuada vida sentimental, deixando claro quão pouca sorte eu tive nos meus relacionamentos.
Conto-lhe principalmente da vida que tive com Rebeca, a mulher que eu amei com todas as forças do coração e como me decepcionei com ela, como sofri e como comi o pão que o diabo amassou.
Quando finalizo meu relato, ela fica calada olhando para mim, a sensação que tenho é que a surpreendi.
Natasha engole em seco;
—Mas por que ela te culpa? Você não tem culpa de nada.... Que doce anjo...
Dio Mio. Reconheço facilmente um sentimento que me toma: quero muito transar com essa garota...estou quase enlouquecendo de tanta vontade.
—Não, bambina. Nenhum de meus fracassos tenho culpa.
—Por que Lola pensa que sim?
—Ela não me julga por eles, mas pela pessoa que eu me tornei. Entendeu?
—E que pessoa se tornou? —ela me pergunta insegura.
Eu a encaro firme, franco.
—Hoje sou um homem que não leva à sério seus relacionamentos. Saio com muitas mulheres, mas não me firmo com nenhuma delas. Então.... —dou um sorriso débil —Lola acha que te trouxe aqui para te seduzir.
O rosto de Natasha fica vermelho e seus olhos imediatamente se desviam dos meus.
Eu a observo não perdendo nenhum detalhe de sua reação. Vejo como suas mãos tremem e como seu semblante está fechado, pensativo. Congelo a espera que ela olhe para mim, a impaciência súbita me apertando o peito.
Quando finalmente ela procura meus olhos, meu coração se agita com batidas errante no peito.
—E.... Lola está certa? —sua pergunta franca agita ainda mais meu coração.
Ela continua olhando para mim esperando minha resposta. Agora ela parece bem adulta, encarando a realidade, apesar de toda a sua jovialidade.
—Eu tenho por você um forte sentimento de proteção. Embora me deva o valor do terno daquele verme, ele não foi o maior motivo para eu te trazer aqui. Acredito que a vida não tem sido fácil e justa com você. Então se posso te ajudar, por que não fazer isso? —digo e me calo.
Luto contra a minha excitação quando a vejo seus olhos atentos e sua linda boquinha aberta esperando minhas novas falas.
Continuo:
—Lola tentará denegrir minha imagem. Vai te fazer pensar coisas erradas de mim.
Talvez ela esteja certa em algumas coisas, não sei. Mas uma coisa ela não estará certa, Lola vai te fazer pensar que é igual a todas as mulheres que conheci.
Não deixe ela fazer isso com você, baixando sua autoestima.
Uma coisa eu tenho a lhe dizer. Você é especial. Parece bem diferente das mulheres que eu me envolvi —sua boquinha se abre num "oh" com a minha súbita declaração. Sua respiração se torna agitada.
Eu me levanto da cama antes que eu tome seus lábios com um beijo duro. Tudo que não quero é assustar a garota, quero sua confiança e só então poderei atacar. Preciso ir com muita calma.
Respiro fundo.
—Bem, vou sair agora. Hoje é sábado e sempre que posso almoço na casa de meus pais —então me calo, inseguro.
—Quando eu voltar, estará aqui? Não fugirá de mim? Ou fugirá?
Seus lábios tremem.
—Não. Estarei aqui —ela então me dá um leve sorriso— afinal, eu te devo o terno. Bom almoço.
Um grande sentimento de alegria e ao mesmo tempo alívio toma meu coração.
—Grazie —agradeço em italiano com um sorriso.
Depois de lhe dar uma leve inclinação de cabeça saio do seu quarto e vou para o meu com o coração menos pesado.
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Atualizado até capítulo 59
Comments
Ana Lúcia De Oliveira
Bom que ele foi conversar com ela antes que a Lola o enterrasse vivo kkkkkkkk kkkkkkkk
2025-03-30
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Anna Lucia Da Silva Pereira
é muito amor envolvido
2025-03-25
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Rosangela Paula
/Heart//Heart//Heart/
2025-01-31
0