CAPÍTULO 14

...Natasha...

...----------------...

No meu quarto reflito no que aconteceu.

Por que o mundo tem que ser tão injusto?

Por que André consegue tirar tanto de mim?

Ele não merece meus pensamentos.

Por que ele tem que ser tão lindo?

Foi tão bom sentir seu cheiro, seu sabor e a sensação maravilhosa daqueles braços fortes em volta do meu corpo.

Ele é simplesmente viciante.

Por pouco não perdi a razão, a luxúria ficou no seu pico mais alto. Talvez eu me sinta assim porque André é bem mais velho que eu, experiente. Nunca me deparei com um homem como ele, tão magnético....

Uma coisa eu sei, se eu ceder, serei como uma mulher sem cérebro. Estou bem consciente do perigo que esse homem representa para o meu coração.

Embora tenha demorado muito para dormir, com os pensamentos agitados em torno desta situação, eu me levantei cedo.

Enquanto a máquina passa o café, olho para a mesa pensativa:

André costuma levantar-se cedo aos domingos?

Onde ele costuma comer?

Inspiro fundo para me acalmar só de pensar nele entrando por aquela porta me deixa nervosa. Não será fácil encará-lo sem a presença de Lola.

Acontece. André entra na cozinha. Quando ele me avista abre um sorriso lindo. Ele está com roupas de corrida. Seu cheiro bom imediatamente invade as minhas narinas.

Merda! Digo mentalmente quando me sinto afetada por sua presença. Contudo encaro seus olhos acinzentados transbordando indiferença.

Não posso dar brechas para ele agir.

—Buongiorno—diz bom dia no seu italiano de um jeito sexy. —Buongiorno—repito.

—Não precisa se incomodar em arrumar a mesa para mim— ele diz e passa por mim. Eu me viro para observá-lo. Ele abre a porta esquerda da geladeira duplex e pega uma caixa de suco— como viu estou de saída. Costumo correr todo domingo aqui mesmo no condomínio. Há uma bela pista de corrida.

Não perco nenhum de seus ágeis movimentos. Ele pega um copo do armário e despeja o suco de laranja dentro.

—Está certo —digo reprimindo um arfar quando reparo nas suas pernas fortes e peludas. —Tomará café depois?

André avança na minha direção e para bem pertinho de mim. Eu prendo a respiração.

—Eu me viro—diz e dá um sorriso sexy, apoiando os quadris na pia. Cruza as pernas e me avalia bebericando o seu suco.

Sinto um arrepio na espinha. Meu coração, o pobre coitado, bate como se eu estivesse participando de uma maratona.

—Então só me preocuparei com o almoço? —meu tom sai ríspido e imediatamente me sinto culpada e uma sentimento de tristeza invade meu coração. Ele tem me tratado com muito gentileza e eu sou uma grossa com ele.

André ergue uma de suas sobrancelhas com, mas não se deixa abalar facilmente, pois logo em seguida um sorriso para mim.

—Sim. Faremos o almoço juntos.

Eu aceno um não com a cabeça, com o rosto fechado. Melhor assim. Seja fria com ele. Não se culpe!

—Ontem pesquisei na internet como se faz um belo molho à bolonhesa. Eu dou conta.

—Faremos juntos. Tem uns truques no preparo e eu quero ensiná-los a você.

—Mas a receita que peguei é boa tem como o título: “Macarrão da mamma”. O que pode dar errado? Quem ensina é uma senhora. Ela é imigrante de italianos.

—Sim, mas não é da minha mamma —ele diz com um novo sorriso.

Deus! Não posso me sentir afetada por ele. Desvio meus olhos de sua figura sexy.

—Está certo. Faremos o almoço juntos —digo passando por ele. Vou em direção ao armário. Pela minha visão periférica vi quando ele se virou para me observar. Posso sentir seus olhos em mim o tempo todo. Eu ignoro isso. Depois de pegar uma xícara, vou até a máquina e a encho com o café.

Passo por ele e a deposito na mesa.

Ignorando sua presença, caminho até outro armário e pego pão e o adoçante. Na geladeira a manteiga.

Ainda posso sentir os olhos de André o tempo todo em mim.

—Já está se virando bem na cozinha. Pelo visto já sabe onde estão todos os utensílios —André diz exibindo um sorriso no rosto.

Não dou as costas para ele. Escolho uma cadeira onde eu possa vê-lo. Atenta a todos os seus movimentos.

Sento-me e ergo meu olhar para ele.

— Sim, a cozinha no começo me intimidou pela sua elegância e modernidade. Mas Lola me deixou tão à vontade enquanto preparávamos a torta, me mostrando cada item, que eu acabei me familiarizando com ela. Lola é bem organizada. Está tudo à mão.

Desvio meu olhar de seus intensos olhos e que hoje brilham para mim num lindo cinza-claro. Pego o pão e passo manteiga nele.

Como ele me observa calado, me arrisco a olhar para ele. Ele sorri e, se virando para a pia, lava seu copo.

É raro isso. Geralmente os homens deixam a louça suja na pia ou ele não é tão perfeito assim.

Está fazendo isso para me conquistar, ou melhor dizendo, levar-me para a cama?

Eu o observo atentamente.

Ele lava com tanta naturalidade que parece normal para ele fazer isso. Ele enxuga a mão no pano de pratos.

—Bem, vou indo. Onze horas começaremos a preparar tudo.

Fazer o que né?

—Está certo. Enquanto isso darei uma ajeitada no apartamento.

—Ótimo —diz e sai.

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Comments

Anna Lucia Da Silva Pereira

Anna Lucia Da Silva Pereira

nossa a Lola fez a pequena pensar kkkkkkkkk 😘

2025-03-26

0

Ana Lúcia De Oliveira

Ana Lúcia De Oliveira

está certo, não pode ser tão rápido

2025-03-30

0

Tânia Silva

Tânia Silva

Espero que não demore muito pra eles pegarem fogo 🔥!/Drool/

2024-09-05

7

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