CAPÍTULO 13

...André...

...----------------...

—Obrigada —ela diz com um sorriso tímido.

Não vejo timidez nas mulheres que convivo, muito menos nas garotas que saio. Isso me encanta.

—Pode deixar que eu lavo a louça.

Ela se levanta e me encara com o semblante sério.

—Essa é mais uma das suas táticas para me seduzir? Sempre bancando o bom moço? Agora mesmo me serviu. Não está confundindo as coisas?

Pisco com a repentina agressividade dela.

—Dio! Não! Você não pode estar mais errada. Eu sofro às vezes de enxaqueca, então não minimizei sua dor.

Ela me olha calada, mas não demonstra estar tocada pelas minhas palavras. Toma o remédio com a Coca restante e olha para mim novamente.

—Ela não está tão terrível assim. Farei o serviço que estou sendo paga —ela diz categórica.

De repente eu me sinto cansado. Desisti?

Não! Mas por hora chega.

—Está certo. Bom trabalho—digo —Lola falou que não trabalha aos domingos?

Ela balança a cabeça afirmativamente.

—Amanhã o almoço será por sua conta —aviso e espero sua reação.

—O que costuma comer?

—Como um bom italiano, macarrão. Gosto dele à bolonhesa. Coloque a carne para descongelar na última prateleira da geladeira.

Ela me olha insegura.

—Tudo bem. Eu faço. Espero que fique ao seu gosto. Eu não cozinho muito bem.

Eu sorrio. Eu já esperava por isso. —Não se preocupe. Faremos juntos. —Você sabe cozinhar?

—Todo homem italiano sabe. Cresci brincando na cozinha, vendo Lola e minha mãe lidar com as panelas. Quando adolescente comecei a preparar meus próprios pratos. Meu pai mesmo cozinha muito bem.

Ela fica sem falas por um momento, então vejo as lágrimas inundando seus olhos e eu sinto como se um raio sendo atingisse minha cabeça e uma flecha meu coração.

—Você teve sorte.

Eu a olho estático por um momento. Sem reação.

Mas não por muito tempo. Sou incapaz de aguentar seu rosto emotivo. Gemo por dentro e num ímpeto me aproximo dela e a abraço.

Natasha fica estática nos meus braços, trêmula.

Seu cheiro limpo de roupa lavada e o perfume de maçã em seus cabelos agem em mim como um afrodisíaco.

Um arrepio corre a minha espinha com cada célula do meu corpo reagindo ao dela.

Como é bom estar com ela assim. Como é bom sentir seu corpo quente junto ao meu.

Sinto-me tão vivo, mais vivo do que nunca. Há muito tempo não me sentia assim.

Movido por uma força maior, ao mesmo tempo que tocado por sua fragilidade, desço o rosto e deposito um beijo em seu pescoço.

Eu me afasto para olhá-la nos olhos. Quando constato sua falta de reação ante minha ousadia, parto para o ataque.

Ergo minha mão e seguro o seu rosto. Então me inclino sobre ele e lhe dou um beijo carinhoso nos lábios.

A encaro novamente para sentir sua reação ante meu atrevimento.

Ainda sem reagir, ela fica olhando para mim. Sua linda boquinha aberta pela sua respiração irregular. Isso me enche de prazer.

Isso aí! Eu estou mexendo com ela da mesma maneira que ela mexe comigo. Então seus olhos focam a minha boca como se esperasse por outro beijo.

Dio, é a brecha que eu precisava.

Inclino meu rosto, mas dessa vez tomo seus lábios com paixão, demonstrando toda a minha ânsia de senti-la. Gemo em sua boca quando a sinto desarmada nos meus braços, rendida com meu beijo duro.

É maravilhosa a sensação desse corpo esbelto contra o meu. Sua pele é tão macia. Tão quente.

Ela reage choramingando e aumentando a pressão de seus lábios, sua mão me puxando numa agonizante busca por prazer.

Dio!

Algo maior que a atração se acende dentro de mim, algo que eu pensava estar morto e isso me faz perder as rédeas. Das minhas profundezas sai um gemido comovido pela intensidade dos meus sentimentos e eu aprofundo o beijo enquanto a trago ainda mais para mim.

Dio. Sinto que ela é a luz que pode afastar minhas trevas, o oxigênio puro para os meus pulmões cansados de respirar tanta podridão.

Como um beijo pode ser tão magnífico?

Nem com Rebecca, a mulher que amei tanto eu me senti assim....

Agora nossos corpos estão bem colados, tanto que ela pode sentir minha dureza em sua barriga. Meu membro duro como uma rocha, reage a ela, latejando, babando.

Inclino-a mais para mim, meus lábios querendo mais, numa fome incontrolável, como se não fosse o suficiente o que tenho dela.

Então, o inesperado acontece quando seus lábios se desviam dos meus e seu rosto se abaixa.

Ela está me evitando?

Agora ela está dura. Seu rosto enfiado na minha camiseta.

Então acontece o pior. Suas mãos começam a me empurrar para longe dela.

Ela está querendo sair dos meus braços? Como ela consegue se afastar de mim? Não esperava.

—André, por favor. Não podemos.

Não?

Dio Santo! Por que não?

Ofegante, eu a abraço apertado, beijo seus cabelos, esperando que ela mude de ideia, mas ela me empurra para longe com força.

—Não!

Meu corpo fica no vácuo, eu me sinto vazio sem ela nos meus braços. Com a respiração irregular e agonia nos olhos procuro os

dela, ainda sem entender sua negativa depois de tudo que sentimos nos braços um do outro.

Nunca ninguém me rejeitou antes. É a primeira vez que isso me acontece. E o pior! Estou sendo rejeitado pela mulher que mais desejo nessa vida.

Eu respiro fundo tentando me acalmar enquanto a encaro. Meu coração está agitado como se eu tivesse corrido uma grande distância sem parar.

Odeio seu olhar arrependido para mim.

—Isso não pode se repetir mais! —Ela diz ainda ofegante.

—Por quê? Você vibrou nos meus braços agora a pouco.

—Foi um erro —os olhos agora são duros para mim.

Como ela pode ver isso como um erro?

Ela continua olhando firme para mim, como se estivesse à espera de desculpas.

Dio! O que menos quero é me desculpar, não depois de tudo que senti.

Contudo, sei que preciso agir com inteligência. Fungo e a encaro com uma tranquilidade que não estou sentindo.

—Perdoe-me, quando te vi tão emotiva, achei que necessitava de afeto e então...você sabe... aconteceu —digo, tentando me acalmar e para isso estou tentando normalizar minha respiração.

Seus olhos verdes cintilam nos meus.

—Tudo bem—ela diz seca, como se quisesse dar um fim neste assunto—Então, boa noite. Melhor você ir e me deixar sozinha.

—Buona notte —respondo à contragosto

As horas passam devagar. Chega ser um tormento saber que Natasha está no quarto ao lado e eu não posso tocá-la e nem ao menos vê-la.

Cenas de nós dois na cozinha se repetem incansavelmente dentro da minha cabeça. Tento afastá-las, mas é inútil pois elas teimam em voltar.

Eu fui realmente tocado por suas palavras, sou conhecedor de tudo que ela já passou, então a abracei. Quando me vi, fui inclinando minha cabeça atraído por seu cheiro delicioso.

Embora soubesse que era muito cedo para esse tipo de intimidade, não consegui me brecar e quando me vi estava tomando seus lábios e a beijando com a mesma necessidade que um beija- flor tem de saborear o néctar agradável de uma linda flor.

Sorrio....

Foi tão bom senti-la em meus braços. Seus lábios macios nos meus, o sabor de sua cálida boca.

Desde o momento em que meus lábios tocaram os dela, senti como se algo ligasse no meu cérebro. Eu me senti diferente. O beijo tirou de mim algo mais profundo do que eu imaginava. Como se eu tivesse saído de um coma e finalmente despertasse para a vida.

Eu me senti mais vivo do que nunca! Quero repetir.

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Comments

Veranice Zimmer Ferst

Veranice Zimmer Ferst

Eu acho que a dona Lola vai fazer os dois sofrendo ela vai fazer a Natacha achar que o André não presta a Lola tem alguma coisa muito estranha não sei mais eu acho que ela tem alguém querendo que o André fique sozinho 😔 não gostei dela falar mau do próprio chefe tem alguma coisa estranha nessa história dela!!!

2025-04-02

0

Ana Lúcia De Oliveira

Ana Lúcia De Oliveira

Foi rápido, quer repetir, acho que ela também quer

2025-03-30

0

Anna Lucia Da Silva Pereira

Anna Lucia Da Silva Pereira

ele tá apaixonado por ela

2025-03-25

0

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