André
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Minutos depois estamos saboreando o macarrão com queijo parmesão e um bom vinho. Ela não queria, mas com jeitinho a convenci a tomá-lo.
Tenho dificuldade em controlar a respiração ao notar seus lábios ainda molhados de molho.
Estou duro, o pobre coitado anda dolorido pelo prazer detido.
Desvio meus olhos dessa tentação e coloco a última garfada do meu macarrão na boca.
—Deus! Estava muito bom.
Ergo meus olhos para ela enquanto termino de mastigar. Ela se serve mais de vinho.
Isso vai subir.
—Sim, esse molho não tem igual—sorrio de um jeito meigo e louco para que ela perca a cabeça.
Ela fica sem graça e desvia seus olhos dos meus e bebe seu vinho como se precisasse disso, então olha para mim.
—A comida estava realmente ótima—ela diz com um sorriso. —Pelo jeito gostou do vinho, também.
—Nunca tomei algo tão bom. É doce.
—Escolhi o suave porque sabia que iria gosta —digo com um sorriso. Então olho para ela calado por um momento—fale-me de você. Que planos tem para o futuro?
Ela parece sem jeito.
—Sonho apenas com o básico. Um bom trabalho, tentar fazer algum curso, quem sabe um superior.
Gosto muito da resposta dela. Ela não é como essas mulheres que planejam seu futuro apoiados em um homem. Mas ao mesmo tempo a ideia de Natasha estudar numa universidade, com vários rapazes da idade dela mexe com o italiano possessivo dentro de mim.
No início até passou pela minha cabeça pagar um curso superior para ela....
Não quero pensar nisso e mudo de assunto: —O que gosta de fazer nos horários livres? —Ler.
Eu sorrio, mas não me surpreendendo com isso. —Que tipo de leitura.
—Policial, romance, suspense.... —Ela diz mais relaxada com um sorriso tão lindo que eu tenho que enfiar a mão debaixo da mesa e ajeitar minha ereção.
—Não costuma sair? —pergunto interessado.
—Não. O dinheiro sempre foi curto. Então sempre frequentei parques. Adoro sentar-me na relva, sentir o ar fresco da natureza.
—Com um bom livro na mão?
Ela sorri e toma mais um gole do vinho.
Isso vai subir.
—Exatamente. E você? Pelo jeito seu hobby é cozinhar. Apreciando muito sua atenção, sorrio:
—Sim, gosto. Vejo como uma terapia. Costuma me acalmar. Meu trabalho é muito estressante. Faz tempo que não sei o que é tirar umas férias.
—O senhor deveria diminuir o ritmo de trabalho, viajar —ela diz tomando mais um gole de seu vinho.
Ignoro o senhor que detesto em sua boca, não criarei caso. Logo ela gemerá meu nome em meus braços.
—Adoraria viajar para a Itália, mas faria isso se eu tivesse uma boa companhia. Não gosto de viajar sozinho. Só viajo assim a trabalho, pois vou com um objetivo. E como eu disse, está difícil encontrar uma mulher que me valorize pelo que sou, e não pelos benefícios que terá ao meu lado. —capricho nas falas. Quero tocá-la de alguma forma.
Ela desvia seus olhos dos meus por um momento e então me encara.
—Isso realmente é incrível. O senhor é tão...interessante. Eu rio, apreciando muito isso.
Santo Vinho!
—Sou tão interessante que me rejeitou ontem.
Minhas palavras a deixam paralisada.
—É diferente.
Eu me recosto na cadeira e cruzo meus braços em frente ao peito. Ela engole em seco.
—Não, não é.
—É —ela diz como se recuperasse de repente a razão—o papo está bom, mas preciso arrumar a cozinha.
Ela se levanta e quase cai. Eu me levanto rapidamente e a seguro pela cintura antes que ela esborrache no chão.
Bem, por isso e por outros motivos que eu a segurei.
Mas à despeito do que pensei, ela endurece o olhar para mim. —Estou bem. Agora me solte.
—Por que me rejeita assim, Natasha? Agora mesmo, se não fosse meus braços você iria ao chão.
Meus olhos são quentes nos seus. Estou no ápice da minha frustração. Nunca levei tanto tempo para levar uma mulher para a cama como agora.
Ela me empurra e dá um passo para trás e se mantém em pé.
—Melhor você ir. Vou arrumar a cozinha —ela diz com o narizinho erguido.
Eu sorrio.
—Não, não vai não, bambina. Você está sem condições. Não quero ter prejuízo na cozinha.
Ela funga.
—Eu não achei que eu ficaria assim. Eu deveria ter bebido menos. Sinto muito, mas você também é culpado por ter me oferecido a bebida.
—Eu sei, minha cara, não estou te culpando. Vem, vamos. Eu te levarei para o seu quarto.
Ela empurra minhas mãos.
—Solte-me.
Eu tenho que rir da minha desgraça. Essa garota é durona.
—Eu não farei nada com você. Apenas te levarei para o quarto —digo, frustrado.
—Eu vou sozinha, obrigada—diz e erguendo o nariz anda como se estivesse bem, mas apenas alguns momentos, logo se apoia no batente da porta e some na sala de jantar.
Eu respiro fundo e me seguro para não ir atrás dela.
Olho para as panelas agora com irritação. Não porque vou lavá-las, mas porque eu tinha outros planos agora. Nada inocentes.
Um barulho alto na sala quebra meus pensamentos e me faz correr até lá.
Dio Santo! Exclamo para mim mesmo vendo o vaso da Dinastia Platoni, da Itália, com uma história de mais de mil anos no
valor de US$ seis milhões de dólares no chão. Quebrado em mil pedaços.
Corro até Natasha e a levanto.
—Você se machucou? —pergunto para ela, verificando suas mãos e joelhos se tem algum corte.
Ela não responde minha pergunta, fica olhando para mim pálida.
—Deus! Eu quebrei seu vaso.
Eu fungo desgostoso.
—Sim, quebrou.
—Deus! Ele deve ser muito caro. Minha dívida acabou de aumentar com você —ela diz, as lágrimas deixando seus olhos.
Eu a seguro pela cintura e me vejo querendo ser carinhoso com ela. Limpo suas lágrimas com a mão livre, não pensando no que esse vaso representava para mim, nem no dinheiro perdido.
—Não se preocupe com isso.
Gostei de ver seu rosto deixar aquela expressão de sofrimento e suavizar.
—Não me cobrará o vaso?
—Vem, vou te levar para o quarto. Não vamos falar sobre isso.
—Ele era tão bonito. A única cor viva deste apartamento —ela diz, tentando tirar de mim o que penso a respeito do que aconteceu.
—Eu sei, depois eu compro outro —digo e dou um sorriso amarelo. Com certeza não tão caro como esse e não terá o mesmo significado—vamos!
Eu a ajudo ir para o quarto. Ela se deita na cama. —Perdoe-me, eu deveria te aceitado sua ajuda. —Deveria —resmungo.
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Atualizado até capítulo 59
Comments
Ana Lúcia De Oliveira
kkkkkkkk kkkkkkkk, culpa dele que foi mal intencionado
2025-03-30
0
Sineia Soares
Dizem que os italianos são quente na cama coitada dela kkkk
2024-10-26
1
Creuza De Jesus Oliveira Alves
coitadinha pobre e fogo com um gole já fica bêbada kkkkk
2024-09-22
0