CAPÍTULO 12

...Natasha...

...----------------...

Estou perto do micro-ondas esperando nosso jantar esquentar.

Não coloquei a mesa, não sei onde André vai querer comer.

O micro-ondas para e apita. André entra nessa hora na cozinha e eu para o que estou fazendo apenas para olhá-lo.

Ele está vestido com roupas de casa. Bermuda preta e camiseta da mesma cor. Tenho que admitir, mesmo com roupas casuais, simples, esse homem é de tirar o fôlego e de repente me sinto mal com meu vestido de algodão branco.

Deus! No que eu estou pensando? Estou aqui para trabalhar!

—O que temos para jantar?

Ele avança com um sorriso. Impossível não me sentir abalada pelo seu jeito sexy de olhar para mim. Contudo, meu semblante permanece inabalável, preciso encará-lo como algo impossível.

—Eu e Lola fizemos um empadão de frango. Ele abre mais o sorriso.

—Hum, meu preferido.

—Onde irá comer?

—Na cozinha com você.

Meu pobre coração se agita mais no peito.

—Sinto muito, mas não acho que seja uma boa ideia...

—Como assim? Eu comer na cozinha?

—Não se faça de desentendido. Não posso comer com o senhor.

Ele me avalia por um instante, meneando levemente a cabeça:

—Posso saber por quê?

—O senhor não está sabendo separar as coisas. Eu sou a empregada e o senhor é o patrão.

Ele me dá um sorriso jocoso.

—Sou filho de italianos. Não separamos muito as coisas. Geralmente somos afetuosos com os que nos servem —ele diz taxativo—Lola mesmo, quantas vezes ela se sentou comigo e comemos juntos?

Desvio meus olhos dele cheio de suspeitas.

—Dio Santo Natasha. Pare com isso. Que mal há em comermos juntos?

Arrisco um olhar para ele.

—É assim também no seu trabalho?

Ele intensifica seu olhar para mim.

—Como?

—No seu trabalho? Trata seus funcionário como velhos amigos?

Ele endurece o olhar.

—Sabe que não. Nos negócios não coloco sentimentos. Sou centrado, lido tudo com objetividade. Preciso ser assim, se eu demonstrar fraqueza estou liquidado. Eles me arrancam até minhas bolas.

Eu aperto os lábios para não rir de seu último comentário. —Podemos comer? Nosso jantar irá esfriar.

O tom de voz que ele usou é firme, como se apenas desejasse minha companhia e nada mais. Assinto para ele ainda me sentindo nervosa.

—Tudo bem.

—Ótimo. Então sente-se aqui.

Sem pensar obedeço e me sento onde ele ordenou. Ele então passa por mim e abre uma gaveta. Dela retira uma luva térmica e abre o micro-ondas.

Retira a travessa de vidro dele e a carrega até a mesa. A deposita em cima do descanso térmico.

Quando ele se afasta perco o ar ao reparar em suas lindas pernas. O bumbum nem se fala....

Ai que calor.

André abre a porta do armário e retira dois pratos. Desvio meu olhar dele e foco em minhas mãos.

Deus! Só então eu me dou conta que eu deveria estar servindo. Arrumando tudo, não ele.

Esse homem me deixa desorientada e parece fazer isso de propósito. Parece que tem prazer em bagunçar os nossos papéis de patrão e empregada.

Quando ele coloca os pratos sobre a mesa, eu saio do meu estado vegetativo.

—Eu que deveria estar te servindo.

Os olhos acinzentados se fixam nos meus e meu corpo imediatamente reage estremecendo.

—Não tem problema. Quando você se familiarizar com a cozinha você serve.

Eu desvio meu olhar dele e me levanto.

—Vou pegar os talheres. Eu sei onde estão.

Eu avanço até a gaveta e sem olhar para pego o garfos e facas.

André surge ao meu lado e puxa uma gaveta e pega dois lindos guardanapos. Quando seu braço roça no meu minhas pernas fraquejam.

Deus! Esse homem é magnético.

Para piorar a situação ele olha para mim e dá um sorrisinho de canto de lábios. Eu desvio meu olhar dele com grande dificuldade e avanço até a mesa. Depois que coloco os talheres do lado de cada prato ocupo meu lugar.

Me arrisco a olhar para André. Ele abre a geladeira e seus olhos procuram os meus.

—O que quer beber? Temos água mineral, com ou sem gás, há também vinho seco e rose. E temos também Coca-Cola.

—Prefiro Coca.

—Então duas Cocas, acompanharei você.

Ele retira duas latas e depois de retirar dois copos alto despeja o líquido escuro dentro. Enquanto ele faz isso meu olhar apreciativo passa por seu corpo em movimento.

Deus! Ele é tão lindo. Seus músculos são bem rígidos e bem definido.

Hum, deve ser maravilhoso tocá-los.

Quando ele vem trazendo os dois copos para a mesa, desvio o meu olhar de seu corpo escultural e procuro seus olhos.

—Obrigada. —digo depois que ele coloca os copos na mesa. —Não tem de que, meu anjo.

Ele continua cheio de intimidades...

Esse homem é impossível!

Assinto e desvio meus olhos para longe dele enquanto ele se senta à minha frente. Tomo a iniciativa de pegar a espátula e cortar a torta.

Ergo meus olhos para André à espera do seu prato. Com um sorriso de canto de lábios ele o estende para mim.

Tudo está sempre muito esquisito. Não será fácil conviver com ele. Será uma batalha sem fim. Uma luta com aquilo que desejo e a razão me dizendo que não posso ter.

Com cuidado, tentando ignorar seu jeito malditamente sexy, coloco o pedaço em seu prato e foco o meu lutando para ser imune ao seu magnetismo.

Difícil conseguir essa façanha. Para não dizer impossível. Esse homem é absurdamente lindo e cheira muito bem. Complicado tê-lo sentado à minha frente, observando todos os meus movimentos.

Sempre me sinto tensa ao lado dele. Minha mente parece um caos. Nunca me senti assim, tão sem governo do meu corpo, totalmente descontrolada.

Experimento um pedaço. Mastigo com cuidado com medo de eu me engasgar com a comida de tão nervosa que estou.

Deus! Que coisa boa.

—Vi que aprovou.

Eu ergo meus olhos para ele e não consigo deixar de sorrir. —Muito.

—Lola cozinha muito bem.

—Sim, tirando aquela panqueca salgada....

Ele sorri.

—Confesso. Ela fez de propósito para me atingir.

—Logo imaginei—digo e abaixo meus olhos ante a intensidade dos dele. Levo outro pedaço a boca. Saboreio essa delícia devagar, então bebo um gole da Coca-Cola.

Uma dor de cabeça chata começa a me afligir.

Também, não é para menos, foi muita emoção para hoje.

Os minutos correm enquanto apreciamos a torta. Até o silêncio não afasta a sensação de constrangimento.

—Fale-me de você—André me pede de repente.

Ergo meus olhos para ele. Encontro um belo homem me olhando bem atento, interessado no que eu tenho a lhe dizer. O calor se espalha pelo meu corpo.

Não posso me abrir com ele. Isso nos levará a uma intimidade que preciso evitar a qualquer custo.

—Sinto, mas isso ficará para outro dia. Estou com dor de cabeça. Você por acaso tem algum remédio para dor? —argumento usando minha dor para fugir desta tentação e esfriar meu coração.

Ele fecha a cara.

—Está com dor de cabeça mesmo, ou está usando esse argumento como todas as mulheres fazem para escapar de certas situações?

—Estou com dor —digo com o semblante sério, meus olhos fixos nos dele—não costumo mentir.

—Tudo bem —ele diz resignado. Parece decepcionado. Ele então se levanta da cadeira e vai até o armário e retira dele uma caixa branca com uma cruz vermelha. Pega um comprimido e traz para mim, coloca-o sobre a mesa, perto do meu copo. — Paracetamol.

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Comments

Ana Lúcia De Oliveira

Ana Lúcia De Oliveira

Já ficou brabo, imaginando ela como as outras

2025-03-30

0

Anna Lucia Da Silva Pereira

Anna Lucia Da Silva Pereira

ela está perdida kkkkkkkkk

2025-03-25

0

ROSIMEIRE DA CONCEIÇAO FRANÇA

ROSIMEIRE DA CONCEIÇAO FRANÇA

continua casal quero vcs ❤❤❤❤❤❤🔥🔥🔥🔥🔥

2024-08-26

10

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