Héctor…
Quando vi Marta entrando na fazenda, meu coração acelerou e meu mundo parou naquele instante.
Quando Michelle saiu da casa grande aproveitei para ir para o mais longe possível.
Fui para o pasto cuidar das criações e ficar longe dessa mulher linda, que me enloquece com o simples fato de estar por perto.
Vou até o pasto e me aproximo com a minha maleta de um cercado de bois, que estão pastando, desço do cavalo e me aproximo do cercado com a minha maleta nas mãos.
Retiro a caixa de onde contém os vermífugos e uma seringa grande. Com cuidado me aproximo do primeiro boi, passo as mãos por seu lombo e pescoço conversando com o animal tentando acalmá-lo.
Na primeira oportunidade o seguro com força e injeto o vermífugo no músculo do animal, garantindo que aplicação seja rápida e eficiente. Faço isso com os outros gados que ali estavam, no cercado.
Após concluir a aplicação em todos os bois, anoto na minha agenda a data da aplicação e alguns outros cuidados que notei que precisariam ao longo dos dias.
Sento-me no cercado e fico os observando debaixo daquele céu azul-claro com algumas nuvens brancas flutuando suavemente.
E as lembranças voltam, como se revivesse tudo novamente, até mesmo as emoções que senti.
Era um dia como esse, debaixo daquelas nuvens flutuante. … Sol destacava ainda mais a beleza de Marta.
" — Eu te amo, minha mulata gostosa! Te quero para sempre...
— Eu te amo Héctor e também quero estar para sempre ao seu lado!
Me ajoelho aos seus pés, retiro o par de alianças que havia comprado com o dinheiro que juntei do meu pagamento e digo:
— Casa comigo, Marta?
Ela cobre a boca emocionada.
— Sim, sim, sim!
Fazemos a troca das alianças e nos beijamos apaixonados.
— Você é a mulher da minha vida! — digo a levantando do chão e a rodo.
A felicidade chegava a ser palpável entre nós, com aquele amor genuíno que nascerá entre nós.
Volto para a casa grande e acreditando que Marta havia ido embora entro na cozinha chamando por minha mãe, porém, dou de cara com Marta. Não dá para evitar essa força que nos envolve, a cada vez que nos olhamos, é como se esse amor tivesse amadurecido e estivesse mais forte.
Sou o mais seco possível, pois não quero que ela perceba que esse sentimento continua a bater, apossando o meu ser. Não quero que ela pense que ainda sou dependente desse amor.
...Dessa vez, não deixarei que pise em meu coração!...
Invento que vou na fazenda vizinha e saio de lá, soltando todo o ar que segurava em meus pulmões.
Como realmente tenho que fazer um trabalho na fazenda do nosso vizinho, vou até em casa, me troco, pego as minhas coisas e vou até o estábulo pegar um cavalo para ir até lá.
Estava saindo, puxando o cavalo, quando Lurdinha entra na minha frente.
— Aonde vai? — pergunta ela manhosa.
— Na fazenda vizinha, tenho um trabalho para fazer!
— Você a viu? Viu aquela lá? — pergunta com desdenho.
Reviro os olhos e concordo com a cabeça.
— Achei ela muito arrogante, está se sentindo melhor do que nós, só porque tem um noivo rico!
— Lurdinha, vê se me erra! Eu tenho coisa mais importante para fazer do que ficar ouvindo as suas lamentações e fofocas!
— Eu não sou fofoqueira!
— Então pare de ficar trazendo conversas que não são suas até mim!
— Só me diz uma coisa, Héctor e te deixo em paz!
— Diga logo, estou com pressa!
— Depois de tantos anos, sentiu algo por ela? Ela mexeu com você…
— Não! Eu não senti nada pela Marta e tive certeza, que ela faz parte do meu passado! — minto.
Quando dou um passo para sair, ela me puxa para um beijo, não correspondo, mas também não a afasto.
Devido a sua insistência em prolongar o beijo a afasto, ela sorri limpando a boca com o olhar numa direção específica.
Sigo o seu olhar e vejo que ela olha para Marta, indo em direção à casa grande.
— Eu não acredito que fez isso, Lurdinha! — exclamo irritado.
... Fiquei irritado e nem sei o motivo!...
— Te beijar? Eu pensei que gostasse!
— Lurdinha, vamos deixar claro as coisas pela última vez, porque sinceramente já me cansei das suas investidas! Tínhamos um lance bem legal, mas agora acabou tudo, entendeu? Nós nunca tivemos nada sério, mas percebi que isso não entrou na sua cabeça! Vê se agora você entende! Eu não quero nada com você! Estou muito bem solteiro e não preciso de uma pessoa que vai me trazer mais problemas!
Subo em meu cavalo e sigo para a fazenda vizinha.
Examinava os cavalos, quando o dono da fazenda se aproxima…
— Já está sabendo dos granfinos? Os que querem comprar as nossas terras? — pergunto o homem, com seu charuto nas mãos.
— Ouvi falar!
— A filha do Sebastião e da Joana estava na reunião que fomos! Será que a Michelle vai vender?
— Conhecendo-a como conheço, e o quanto luta por aquelas terras posso afirmar que não vai vender! Lutará com afinco!
— Ela tem garra, mas infelizmente isso não é o suficiente! Nesse momento o dinheiro fala mais alto! Sinto por meu sobrinho Jimmy, a ter deixado com tantas dívidas!
— Me desculpe, mas ele era um miserável!
— Michelle, não devia ter se casado com ele! Talvez com Solano, teria prosperado...
— Solano é pior do que Jimmy! — afirmo.
— Se enganam muito com Solano! Ele é sim ganancioso, mas não como o seu irmão! Jimmy, se fazia de bom homem na frente de todos, e esses fingidos são os piores! Eles atacam quando menos esperamos! Meu irmão ficou sem nada por culpa dele e quem os estendeu a mão no fim da vida, foi Solano!
— Pode ser, mas para mim, os dois eram iguais!
— Espero que esteja enganado!
— O senhor vai vender? — pergunto, retornando ao assunto inicial.
— Não sei! Somos apenas eu e a mulher, estamos de idade e talvez o melhor seja vender! Ainda mais com o que vem acontecendo nas redondezas!
— Estão todos com medo!
— Sim e alguns estão dispostos a vender, por medo! Sabe que a maioria aqui, são de idade avançada, já não tem idade para o trabalho duro! A única preocupação, era os funcionários, mas estão dispostos a emprega-los!
Ficamos conversando e o aconselho a não vender. Contudo, vendo pelo lado deles, tem razão em querer mais segurança, pois seus filhos foram morar fora e construíram uma vida.
Voltando para a fazenda, passo próximo de uma cabana abandonada que tem na propriedade de Michelle e, acho suspeito quando vejo lixo em volta da cabana.
Desço do cavalo e me aproximo.
Caminho em passos lentos a procura de alguém, vasculho tudo e não encontro ninguém. Contudo, tem vestígios de que alguém esteve ficando por aqui, pois além do lixo, tem garrafas de bebidas e marcas da fogueira que foi feita.
Balanço a cabeça, preocupado, pois podemos estar em perigo.
Volto para a fazenda e vou direto para a minha casa.
Tomo um banho, me troco, faço um lanche natural e um suco. Assim que termino a refeição, levo as coisas até a pia.
Lavava as coisas que utilizei, quando batem na porta.
— Já vou, só um minuto! — digo alto.
Seco as mãos com o pano de prato e atendo a porta.
Quando abro, não posso acreditar…
— O que faz aqui? — pergunto, com uma das sobrancelhas arqueada.
— Precisamos conversar! — diz ela.
Aquela mulher me desestrutura, chego a ficar sem ar.
Marta tem uma presença marcante que me desnorteia, meu corpo reage de uma forma estranha e forte.
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Atualizado até capítulo 103
Comments
Josigg Gomes Galdino
Que bom que agora foi bem firme e claro com a Lurdinha, mais é claro que ela não vai desistir
2025-03-25
1
Josigg Gomes Galdino
Pode ser os ladrões ou o Jimmy, será que o Jimmy está envolvido nesses roubos
2025-03-25
1
Marineia Araujo
ensina isso para o Anderson!
2025-04-03
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