Michelle…
Após ajudar o meu pai a tomar o café, eu e as crianças fomos tratar das galinhas, dos porcos e dos peixes.
Nesse horário fazemos as tarefas juntos para aproveitar um tempo a mais, pois a tarde vão para o colégio.
— Mãe, será que vai chover? — pergunta Mariah, olhando para o céu.
Algumas nuvens se formavam no céu.
— Parece que sim, filha!
— Será que podemos faltar hoje, não gosto de ir para a escola quando chove!
— Vocês não têm nenhuma prova importante hoje? — pergunta, analisando suas expressões.
— Não! — dizem em uníssono.
Eles começam a insistir.
— Está bem, podem faltar hoje, mas não é para se acostumar, não!
Eles comemoram, me dando um abraço apertado.
Terminamos de dar o trato para as criações, já estava na hora do almoço, voltamos para a casa grande e como todos os dias almoçamos todos juntos.
Terminávamos o almoço, quando ouvimos um carro estacionando em frente à casa principal.
Um dos peões entra apressado na casa.
— Senhorita, o senhor Solano está aí fora!
— Mande entrar e aguardar na sala, que já vou recebê-lo!
— Eita, esse homem está pior que carrapato, não desgruda mais do seu pé, minha menina! — diz Helenice.
Concordo com ela, deixo o guardanapo sobre a mesa e vou até a sala.
Solano, vem me cumprimentar com um beijo no rosto, mas me afasto e estendo a mão. Sem jeito, nos cumprimentamos com rápido aperto de mão.
— A que devo essa visita?
— Vim saber se já tem a resposta para a minha proposta!
— Eu já te dei uma resposta, Solano! Continua sendo não! Não irei me casar com você e nem com ninguém!
— Eu posso te ajudar a salvar a fazenda, pare de ser cabeça dura! Sei que não está dando conta de cuidar disso tudo, tem seus filhos, seu pai e... o Héctor não pode administrar a fazenda e trabalhar fora!
— Héctor é veterinário, mas dá conta dos dois trabalhos, não tem que se preocupar com isso!
— Seus filhos precisam de um pai!
— Meus filhos, tem uma mãe e um pai, porque eu me desdobro para ser presente na vida deles!
— Ouvi falar que os estrangeiros querem comprar toda essa região para construir hotéis, resort…
— Eu não vendo a fazenda! Meus pais lutaram muito para construí-la e vou me esforçar para tirá-la das dívidas!
— Vou te dar mais alguns dias para pensar, Michelle! Pensa bem, eu posso te ajudar a realizar todos os seus sonhos, inclusive o que o seu pai tinha! Nós podemos juntar as nossas fazendas…
Ele se aproxima e acaricia o meu queixo, mas imediatamente me afasto.
— Casar sem amor? Não pensa nas consequências de um casamento sem amor, Solano?
— O amor vem com o tempo! Meu pai sempre dizia isso!
Ele se afasta.
— Nos vemos logo mais, minha querida! Espero que da próxima vez tenha uma resposta positiva para ambas as partes.
Ele vai embora e eu fico ali irritada.
— Imbecil! — sussurro, revirando os olhos.
Ele faz meu estômago embrulhar, então vou para o aras.
Héctor, chega em seu cavalo.
— Solano estava aqui? Acabei de encontrar com ele na estrada! — diz, descendo do seu cavalo.
— Infelizmente sim! Insiste na proposta de casamento! — digo, encostando-me na parede. — Depois que o meu pai morreu e perdemos a última colheita, estou com medo de não conseguir salvar a fazenda, mas lutarei até o meu último suspiro!
— Vamos conseguir, Mi! — afirma ele, pousando uma das mãos em meu ombro.
Sorrio fraco.
Começa a trovejar e um forte vento.
— Melhor irmos, a chuva está chegando!
— Vou verificar se todas as portas estão fechadas e já vou! — diz ele.
Volto em passos largos e bem rápidos para a casa grande.
Yuri e Mariah estavam sentados no tapete, jogando xadrez, meu pai estava sentado os observando.
— Como está meu pai? — indago, sentando-me ao seu lado.
— Bem, minha filha, muito bem! Hoje é um daqueles dias…
— Quais dias? — arqueio uma das sobrancelhas.
— Foi num dia como este que conheci minha linda Lindalva! Gosto da chuva, porque tem o sabor do nosso primeiro beijo, o frio que sentíamos, foi aquecido pelo calor de um abraço apertado! — diz ele, com olhar fixo na janela.
Pouso a minha mão sobre a dele, com meu coração apertado.
De repente, aquela angústia em meu peito aumenta.
Meu coração se perturbar tanto, que não consigo ficar sentada.
Me coloco de pé e observo a chuva caindo lá fora, segurando o pingente da minha correntinha no pescoço, a esfregando, enquanto a preocupação invade o meu ser.
— Algum problema, filha? — pergunta Joana, me tirando dos meus devaneios.
Quando me dou conta, está parada ao meu lado.
— Essa carinha de preocupada é devido à visita de Solano?
— Não, madrinha! É bem mais que isso… aquele pressentimento ruim de novo! Não sei explicar…
— Vou preparar um chá! Não se preocupe, ficará tudo bem! — diz ela, me fazendo arregalar os olhos.
Alguns flashes vêm em minha mente, aumentando a minha preocupação.
...****************...
(Solano, 36 anos)
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Atualizado até capítulo 103
Comments
Josigg Gomes Galdino
Pai de quem?
o pai dela está vivo, deve ser o Hector que está falando, mas essa parte da estória, está confusa, não específica,quem falou do pai que morreu.
2025-03-25
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Josigg Gomes Galdino
Continuo pensando que o Solano está envolvido,nos roubos, e esses estrangeiros que ele falou, acredito que sejam o Anderson e a Lilian
2025-03-25
1
Josigg Gomes Galdino
Será que vão roubar a fazenda dela, ou será outra coisa que vai acontecer
2025-03-25
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