Anderson…
Desperto com meu pai abrindo as cortinas…
— Bom dia, filho! Vamos levantar, está na hora de ir trabalhar, ou não vai trabalhar hoje?
Abro os olhos e aquela claridade, incomoda a minha visão e faz doer ainda mais a minha cabeça que está pesada.
… Não sei se o peso é devido à ressaca, ou o enorme par de chifres que colocaram na minha cabeça.
— Fecha isso, pai! Minha cabeça está doendo demais!
— Quem mandou beber tanto ontem? Nem parece um homem de negócios! Sua irmã teve que te trazer carregado!
— Quem nunca teve um porre que atire a primeira pedra, amor! — diz minha mãedrasta, entrando no quarto. — Bom dia, filhote! — diz ela, depositando um beijo no alto da minha cabeça.
Ela senta-se ao meu lado e meu pai fica na nossa frente, de braços cruzados.
— Bom dia, mãe! Já devem estar sabendo do que aconteceu, né?
— Sim!
— Eu preferi encher a cara, do que encher a cara de alguns de porrada!
— Não concordo que encha a cara em bares, mas é melhor do que ser um covarde que bate em mulheres!
— Eu sei pai, por isso preferi encher a cara!
— Filho, fiquei tão preocupada! — diz minha mãe entrando no quarto e logo atrás dela meu padrasto Felipe.
Ela senta-se do outro lado da cama.
— Mas não é possível, está parecendo que voltei a ser criança!
Recordo das vezes que caia na escola, ou que algum colega arrumava confusão comigo e todos eles apareciam no colégio. Eu ficava envergonhado, mas, no fundo, sempre gostei de toda essa proteção.
No final, passamos a morar todos na mesma cidade.
— Como está, filho? — pergunta meu paidrasto.
— Com muita dor de cabeça! — digo tocando a minha testa.
— Queremos saber sobre o seu relacionamento com Lilian! — diz mamãe.
— A nossa única relação agora é a profissional! Ela me traiu esse tempo que estive fora, com meu melhor amigo! A dor foi no mais profundo da minha alma, eu amava a Lilian, confiava nela e na minha amizade com o Antenor! Foi dupla traição!
As duas me abraçam fortemente, é como se sentissem a minha dor.
— Você vai superar, filho! Estamos aqui do seu lado! — diz Lavínia.
Agradeço todo o carinho e apoio deles e peço licença para tomar um banho e me trocar.
No final, eles ficaram para tomar café com toda a família. Minhas irmãs também participaram e foi um café bem agradável, consegui esquecer um pouco o acontecido.
Não vou negar que ainda dói, você passa tantos anos com uma pessoa dividindo planos, projetos e leva um golpe desses.
Após o café, me despeço de todos e sigo para a construtora.
Logo que estaciono o meu carro e entro, Antenor se aproxima, sigo em direção ao elevador.
— Será que podemos conversar? — pergunta Antenor, vindo atrás de mim. — Por favor, cara, me deixa explicar!
— Guarde as suas explicações para quando estiver fudendo com a Lilian, seu imbecil!
Entro no elevador.
— As coisas não são assim! Eu amo a Lilian… — dizia de frente para mim.
Meu sangue ferve, cerro o punho e desfiro um soco no meio de seu nariz, o fazendo cair no chão. Alguns dos funcionários da recepção ficam observando, mas não fazem nada.
— Eu não quero explicações, Antenor! Esse assunto para mim morreu e, da próxima vez que ousar dirigir a palavra a mim, que não seja nada estritamente profissional, a sua conversa será com o meu punho!
Aperto o botão do elevador, assim que as portas se fecham, respiro fundo e afrouxo um pouco a gravata.
Ando de um lado para outro, com essa raiva instalada em meu peito.
Assim que o elevador para no andar na diretoria, vou direto para a minha sala.
A secretária entra logo atrás de mim, me passando toda a agenda do dia.
— Onde está a senhorita, Marta? — indago, colocando a minha pasta sobre a mesa.
— Está na sala da senhora Lilian!
— Esse é o trabalho dela, então por favor, seja profissional e não passe na frente de seus colegas de trabalho! Quando ela chegar, tenho certeza de que me passará toda a agenda do dia, como tem feito há tantos anos! — digo abrindo o paletó.
— Me desculpe, senhor! — diz de cabeça baixa.
— Pode se retirar agora!
Sento-me na minha cadeira e Marta entra em minha sala.
— Bom dia, senhor!
— Bom dia, senhorita Marta! — digo, fazendo sinal para que se sente na cadeira logo à minha frente, assim ela faz.
A bela mulher, me passa toda a agenda e me envia o novo projeto que será o assunto da reunião de hoje.
Lilian, invade a minha sala.
— Anderson, precisamos conversar!
A mulher, está com os olhos avermelhados e inchados de chorar.
— Onde estão os seus bons modos, senhorita Lins? Entra na minha sala desse jeito, sem bater, está pensando o quê?
Ela me olha espantada, assim como Marta.
— Eu vou me retirar, com licença! — diz Marta, se colocando de pé.
— Fique, pois estamos trabalhando e se o que a senhorita Lins, tem a me dizer não é sobre trabalho, peço que ela se retire!
Lilian, engole em seco.
— Anderson, temos uma conversa pendente! Não podemos mais adiar…
Respiro fundo e me coloco de pé.
Marta, cruza os braços, abaixa o olhar e fica em silêncio.
— Aqui é nosso ambiente de trabalho e assim como eu disse para Antenor, repito a você! Só me dirija a palavra, se for algo relacionado ao trabalho!
Irritada, saiu da minha sala e bateu a porta.
— Me desculpe, por isso! Vamos voltar ao trabalho!
Marta assentiu com a cabeça e voltou a se sentar na cadeira a minha frente.
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Atualizado até capítulo 103
Comments
Josigg Gomes Galdino
Não precisa encher a cara, pois a bebida, quando não mata, ela humilha
2025-03-25
1
Anita Alves
ela podia ter pensado antes /Joyful//Joyful//Joyful//Joyful//Joyful//Joyful//Joyful//Joyful//Joyful/
2025-02-06
1
Leidiane Lopes
Menino o chifre da pra serrar, é só não deixar crescer de novo 😂😂😂😂
2025-01-23
1