Deivy Narrando.
— Um novo dia se inicia na fazenda. Nos últimos tempos, o patrão tem demonstrado mais interesse nas funcionárias do que nas próprias atividades da propriedade. Hoje, porém, acordei com um pensamento e uma decisão: vou pedir ao Robert autorização para namorar a Lívia. Ela é uma excelente jovem, responsável, gentil e otimista com todos. Confesso que não compreendi muito bem o que ocorreu ontem; se aquilo foi uma armadilha ou não, não estou certo. Só espero que ela aceite o meu pedido. Estou bastante animado e vou começar a me arrumar para mais um dia.
— Ao chegar à fazenda, inicio as minhas atividades habituais. Limpo os estábulos e verifico como estão as vacas, observando se estão se alimentando adequadamente. Nossa produção tem aumentado significativamente. Enquanto aguardo o momento de conversar com a Lívia, confesso que estou bastante nervoso. Além disso, não sei como será a reação do patrão. Acredito que estou pensando demais sobre isso; se ele realmente quisesse a Lívia, já teria se envolvido com ela há muito tempo.
— O tempo está se arrastando por aqui. Não encontrei ninguém ao longo do dia, então decidi ir até a casa do meu chefe para ver como estão as coisas. Caminhei até lá e, ao chegar à porta, bati duas vezes, mas não obtive resposta. Entrei e, ao chamar, ainda assim não recebi retorno. Dirigi-me ao escritório e encontrei o Robert dormindo sobre a mesa; havia garrafas de whisky vazias espalhadas pelo chão. Pensei comigo: parece que a noite passada não foi das melhores por aqui. Então, chamei meu chefe, que finalmente acordou.
Deivy — Patrão precisamos da sua assistência na fazenda. Aguardamos sua resposta.
Robert — Acordei um pouco sonolento e irritado por Deivid ter me despertado. Assim que abri os olhos, informei a ele que já estava indo.
Deivid — Sem problemas, patrão. Apenas estava preocupado com o senhor. Voltarei para fora. Ao sair, deparei-me com Lívia. Meu coração disparou assim que a avistei e logo percebi o quanto seu semblante estava abatido. Cumprimentei-a com um bom dia e ela me respondeu prontamente, perguntando como ela estava.
Lívia — Bom dia, Deivy. Estou bem, superando cada dia com uma nova surpresa, não é?
Deivy — Poderia esclarecer o que você quis dizer?
Lívia — Deixa pra lá, Deivy. Não se preocupe com isso. Vou preparar um café e, em seguida, te chamo, tudo bem? Enquanto isso, vou me ocupar na cozinha. Ontem, fiquei pensando na Gina e no Robert no escritório; ela parecia estar se comportando de forma provocativa, como se quisesse despertar ciúmes em mim. Não sei por que, mas me sinto desconfortável com toda essa situação. Acho que o Robert nunca me verá como uma mulher de verdade; sou apenas uma criança ao seus olhos. Confesso que estou sentindo uma leve pontada de ciúmes; gostaria de estar no lugar da Gina. Preciso urgentemente desapegar desses pensamentos. Neste momento, avisto o Robert passando pela cozinha, que se aproxima para me cumprimentar.
Robert: — Bom dia, Lívia. Será que você poderia me servir apenas um café? Estou com uma dor de cabeça intensa hoje.
Lívia: — Dou um bom dia, um pouco frio, para o Robert e logo sirvo seu café. Em seguida, percebo a Gina sorrindo para mim de maneira provocativa. Eu estava tentando ignorar a indesejada presença da Gina, mas, como sempre, ela não perdeu a oportunidade de se intrometer assim que o Robert saiu. Ela começou a fazer comentários provocativos direcionados a mim.
Gina: 'Você ouviu os meus gemidos, Lívia? Você não faz ideia de como o Robert é um amante excepcional; ele me surpreendeu em todas as posições que uma mulher pode desejar.
Lívia: 'Não estou interessada nesse tipo de conversa, com licença, tenho tarefas mais importantes a cumprir.
— Início minhas tarefas por aqui enquanto Gina continua a se distrair com o celular. A cada dia que passa, sinto-me mais irritado com a situação, pois ela não se dispõe a ajudar em nada na cozinha. Já organizei todos os cômodos e passei pano, exceto no quarto do Robert. Não consigo entender por que ele prefere manter o quarto fechado. Resolvo deixar isso de lado e sigo finalizando o almoço. Então, pego uma vasilha e separo minha comida, pois não me sinto à vontade para comer na presença da Gina na mesa.
— Logo vejo o Robert, todo suado e sujo, e ele me diz que eu já poderia colocar o almoço, pois iria apenas tomar um banho e voltaria rapidamente. Começo a arrumar a mesa, e a Gina se senta em silêncio. Após algum tempo, Robert se junta a nós, e eu preparo os pratos. Ele me pergunta se eu não vou comer, e eu justifico que tomei café mais tarde e não estou com fome. Ele me pede para preparar mais um prato, pois o Deivid também vai almoçar aqui e quer conversar com todos nós. Dessa formar, eu realizo mais um parto para o Deivid, que logo chega, radiante. Todos estavam reunidos à mesa, desfrutando da refeição, mas percebi um olhar de descontentamento vindo do Robert, o que me deixou confusa quanto à razão de sua atitude. Após o almoço, Deivy decidiu se manifestar na mesa.
Deivy — O almoço estava maravilhoso, mas tenho um assunto importante a discutir, por isso pedi ao patrão para que pudéssemos comer aqui. Olhando para Lívia, digo: — Lívia, sei que você ainda não me conhece muito bem, mas quero Gostaria que você soubesse que, desde o primeiro dia em que te vi, não consigo tirá-la da minha mente. Percebo o sarcasmo da Gina, mas logo ela se silencia. Olhando para o Robert, pergunto: Patrão, o senhor me permitiria namorar a Lívia? Em nenhum momento percebi um sorriso no rosto do Robert, mas a Lívia estava radiante, e aguardo a resposta dele.
Robert: Confesso que fiquei surpreso, Deivy, com sua iniciativa. Se é isso que vocês desejam, sigam em frente. Agora preciso me ausentar.
Deivid: Você aceitaria ser minha namorada, Lívia?
Lívia: Sem saber exatamente o que dizer, sentia-me feliz, mas me questionava se era realmente isso que desejava. Após refletir, respondi: Aceito, sim, Deivid.
— Após a minha saída da mesa, sentindo-me perturbado pelo pedido do Deivid, me encontro refletindo sobre essa situação que me incomoda profundamente. Apesar de todo o meu descontentamento, estou decidido a não me deixar levar novamente pela bebida. Nesse momento, sigo em direção ao local onde Helena está sepultada, sentando-me ali e buscando a sua orientação sobre o que o meu coração realmente tenta-me transmitir a respeito dos meus sentimentos por Lívia. Não sei se o que sinto é amor, mas a sensação tem-me consumido a cada dia que passa. E pergunto-me: por que você, Deivid? Por que ela? Sinto quê ela é minha, única e exclusivamente a minha?
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Atualizado até capítulo 52
Comments
Patricia Medeiros
autora não gostei que Helena aceitou esse namoro com esse deivid
2024-09-04
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Eliete Gabi Marques
história muito boa espero que continue pois tem muita gente querendo ler até o final inclusive eu
2024-08-30
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Sol Sousa
o enredo muito bom, parabéns meninas!
2024-08-24
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