Um pouco de mim.
Robert
— Cinco da manhã, o meu dia já começa cedo aqui na fazenda. Antes do nascer do sol, já estou de pé. Faço a minha rotina de diariamente, e um bom café bem forte não consigo ficar sem. Esse, preto, sem ele, costumo dizer que as coisas não funcionam para mim direito. Coloco as minhas roupas adequadas e calço a minha bota agabê, Isso facilita o meu dia a dia. Vou fazer uma ronda pela fazenda; primeiramente, vou para o estábulo. Lá, eu preciso dar mais um pouco de atenção. Começo a fazer a higienização do chão; isso precisa ser feito umas três vezes ao dia. Logo depois, limpo os bebedouros, os tetos, troco a forragem, etc. E depois começo a escovar os brutos; ele é um dos meus cavalos preferidos por aqui. Alguns minutos depois, o meu serviço estava completo. Vou alimentar os restantes dos animais que tenho aqui também, como porcos, galinhas, ovelhas e muito mais. Sou surpreendido com um barulho; olho para trás e vejo Deivid. Costumo dizer que ele é meu braço direito, um ótimo rapaz. O sol já estava de rachar, então dou uma pausa para beber água. A vida de nós, fazendeiros, pode ser bastante desafiadora, mas também é repleta de recompensas. Para mim, é uma grande satisfação observar os meus animais saudáveis e vacinados, sem nenhuma doença, e a minha plantação de milho crescendo é de grande Orgulho-me dos restantes dos meus funcionários; cada um faz a sua parte. Aqui, não tenho amigos. A única pessoa em quem eu confio é o meu pai. Sinto falta de nós passarmos horas sentados na varanda e bebendo vários copos de cerveja. Mas sempre que eu posso, faço questão de visitá-lo pelo menos uma vez por semana. Não posso esquecer daquele coroa; ele é tudo para mim. Devo a minha vida a ele.
Alguns quilómetros dali.........
LÍVIA
_ Acordei com os gritos do meu pai, e a sua ignorância de sempre, levanto-me rapidamente e vou fazer as minhas higiene, já pronta eu escovo os meus cabelos e desço.
Digo bom dia ao meu pai e como sempre responde de maneira ríspida então para não ficar naquele clima chato resolvo por a mesa, antes que ele resolva jogar as suas palavras ríspida para mim.
Na infância, sempre congregávamos para as refeições, pois minha mãe não gostava que a mesa ficasse incompleta. Fazíamos uma pequena oração pelo alimento e nos servíamos. O café da manhã era sempre muito silencioso; meu pai, com seu habitual semblante carrancudo, minha mãe, por sua vez, mantinha-se em silêncio. Em certo momento, meu pai comentou que eu já tinha idade suficiente para me casar. Levantei-me da mesa, furiosa, mas ele pediu que eu permanecesse ali e que me escutasse.
João— Que modos são esses, garota? Eu reagi, dando-lhe um tapa no rosto e afirmando — parece que você não tem educação,Ou é sua mãe que vive implantando ideias na sua cabeça: você vai se casar, sim, pois assim teremos mais gado, mais vacas e, consequentemente, mais dinheiro. Eu vou encontrar um pretendente para você, e não ouse dizer nada que possa me envergonhar. Saia agora da minha frente.
— Eu saio a chorar em direção ao meu quarto, sentindo-me inútil e sem valor. Fico refletindo, pois, já perdi a minha infância e toda a minha adolescência, e agora o meu pai obriga-me a casar sem amor, sem qualquer emoção. Vou para o outro quartinho. Desde os 10 anos, toco piano, influenciado por minha mãe, que era uma pianista talentosa. O único lugar que me proporciona paz nesta casa é meu quartinho do piano, um espaço que me traz conforto. Às vezes, a solitude é inevitável, especialmente porque não posso explorar o mundo lá fora. Quando não estou ocupada com as tarefas domésticas, dedico o meu tempo à leitura, uma atividade que amo e engloba diversos géneros literários. Felizmente, consegui esconder os meus livros, já que o meu pai sempre fez questão de destruí-los. Ele sempre insiste no seu discurso antiquado de que o verdadeiro papel da mulher está na cozinha, preparando refeições e servindo o marido. Para ele, isso é o suficiente, e não perde tempo em ler histórias ou contos de fadas, pois acredita que deve se tornar uma mulher zelosa e experiente, capaz de cuidar adequadamente do lar e do esposo assim que se casar. Fico-me perguntando como o meu pai pode pensar dessa forma, e isso leva-me a refletir. Por outro lado, às vezes me pego a pensar que, se o rapaz que eu conhecesse fosse bonito, talvez eu não conseguisse manter os pensamentos e acabasse reconsiderando essa visão limitada.
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Atualizado até capítulo 52
Comments
Jeni Braz Marques
nossa ela tem 23 anos e não consegue reagir tomar uma atitude credo
2024-12-26
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Sueli Silva
Credo que pai ordinário é esse 😡😡
2025-03-16
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Benedita Lourdes
que pai idiota viu
2024-12-09
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