Lívia Narrando
— Refletindo sobre a minha vida e observando o que me cerca, questiono-me sobre o propósito da minha existência. Por que nasci apenas para enfrentar desafios dolorosos? Sinto uma profunda vergonha pela experiência negativa que passei, e isso faz-me perceber o quanto me sinto vulnerável. Sempre fui uma pessoa sensível e gentil, jamais tendo respondido com desrespeito. Estou imersa na leitura dos meus livros, dedicando-me exclusivamente a essa atividade. Ao longo do dia, já organizei todas as tarefas domésticas e faltavam menos de duas horas para o café da tarde. No entanto, sou interrompida pelo barulho proveniente da porta do meu quarto. Ao ver o meu pai, João, os meus olhos se arregalam, pois, temerosa, coloco-me à espera do que esteja por vir.
João — peço que você se arrume e escolha um dos seus melhores vestidos, de preferência um que seja agradável aos olhos. Hoje teremos uma visita muito especial, e gostaria que você estivesse bonita e atraente. Além disso, por favor, prepare um bolo, pois iremos servi-lo durante o café. Esteja pronta às 15 horas.
Pensamento de Lívia:
Pergunto-me por que meu pai deseja que eu esteja tão bem apresentável. Não compreendo completamente, mas o que me resta é cumprir a sua solicitação. Começo a preparar a massa do bolo rapidamente.
Trinta minutos após, já havia colocado o bolo de fubá no forno. O aroma que emanava da cozinha era simplesmente irresistível. Também preparei um café e, restando apenas meia hora para me arrumar, dirigi-me ao banheiro. Tomei o meu banho, lavei o cabelo com shampoo e escovei os dentes. Em seguida, fui diretamente ao meu quarto para escolher o vestido ideal. Optei por um vestido azul, com babados nas pontas e um decote discreto. Deixei o meu cabelo secar naturalmente e, em seguida, dirigi-me à sala para aguardar.
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Subitamente, sou surpreendida pela entrada de um homem branco, cuja aparência denota cansaço e cujo olhar não parece nada amistoso. Todos já estávamos reunidos na sala quando o meu pai me deu um leve toque na cintura, indicando que eu deveria levantar-me para receber a visita. Levantei-me lentamente do sofá, incerta sobre as intenções daquele homem, e o cumprimentei de forma cordial. No entanto, ele logo começou a olhar-me de maneira invasiva, o que me deixou bastante incomodada. Enquanto isso, o meu pai se mostrava excecionalmente alegre, enquanto a minha mãe se dirigia à cozinha para pegar o bolo. O meu pai fez um pedido para eu buscar o café, enquanto eles conversam.
Enquanto me dirigia à cozinha para preparar o café, risadas altas ressoavam na sala. Com cada passo que eu dava, sentia o olhar penetrante daquele homem sobre mim. Em momentos de desejo, ele se tocava enquanto me observava, e eu pensava a respeito da sua conduta inaceitável. O meu pai havia solicitado que eu servisse o café ao senhor Mariano, e, ao fazê-lo, fui surpreendida por um toque inesperado na minha coxa. A xícara de café escorregou das minhas mãos, derramando-se sobre a perna dele, o que o fez gritar, lançando um olhar significativo em direção ao meu pai.
Mariano, expressando o seu descontentamento, disse: 'Senhor João, gostaria de ressaltar que a forma como a sua filha trata as visitas não são adequada. Observe o que aconteceu com a minha calças.
João — Peço desculpas, senhor Smith, pela imprudência da minha filha. O senhor permite-me, Vou dar uma lição nela, no quarto. Ele assente com a cabeça e eu dirijo-me ao quarto. Ao entrar, pego Lívia nos braços e a coloco sobre a cama. Desta vez, pego o chicote, levanto o seu vestido e a disciplino algumas vezes. Ela grita e chora, pedindo clemência para eu parar. Irritado e envergonhado pela situação, digo: — A senhora não deve-me desafiar, garota. Agora, se endireite e vá pedir desculpas.
Após mais uma violenta punição, deixei aquele quarto e fui até a sala, onde pedi desculpas ao Senhor Mariano, que as aceitou. O meu pai, então, ordenou que eu me sentasse ao seu lado. Permaneci em silêncio até que ele finalmente se manifestou, anunciando: — Lívia, este é o seu noivo. A partir de hoje, está comprometida com o Senhor Mariano Smith.
Senti uma profunda frustração ao ouvir a palavra noivo. Olhei para meu pai e protestei: — O senhor pretende que eu me case com esse homem velho? O meu pai lançou-me um olhar severo, como se as suas palavras estivessem carregadas de um peso inadiável, Inconformada com toda a situação, opto por permanecer em silêncio.
Observei o Sr. Mariano se levanta e, em seguida, afirmou que precisa ir pois, às 8 horas estaria a aguardar minha presença na festa de rodeio. O meu pai, sem hesitar, aceitou o convite sem sequer perguntar se eu gostaria de ir ou não. Mariano lançou-me um olhar e comentou:
Mariano — Mal posso esperar para me casar com você, querida.
Pensamentos de Livia: Nunca me casarei, com esse asqueroso.
Pensamentos de marino: Percebo que essa diaba de cabelo, vermelho certamente me dará trabalho, mas nada que não seja possível domar essa égua. Entrei no meu carro e segui para casa.
Enquanto isso, em um local um pouco mais distante...
Robert
O meu dia foi extremamente produtivo, repleto de afazeres na minha fazenda. Como sempre, contei com a ajuda do Deivid. Hoje, também foi o dia de vacinar os animais. À tarde, estarei-me preparando para a Festa dos Peões em Dallas, onde haverá competição de rodeio. Assim como em outras edições, pois participei sempre das competição e, agora, estou a organizar as roupas adequadas para o evento. Após arrumar-me e tomar o meu banho, estarei a seguir na minha camionete, acompanhado do Deivid
.
Ao chegar à festa, percebi que o local estava repleto de pessoas, tanto na plateia quanto na arena. Decidi permanecer ao lado dos outros peões para nos prepararmos para subir no touro. Estava tão concentrado a observar os demais competidores que, de repente, senti alguém esbarrar em mim e pisar no meu pé. Ao virar-me, deparei-me com uma garota de cabelos avermelhados. Irritado pela situação, não pude deixar de manifestar-me.
Robert: Preste atenção por onde anda, garota. Minha voz foi firme e severa, e meu olhar, fechado. Achei que ela ficaria em silêncio diante da situação.
Lívia — Peço desculpas, senhor, mas foi o senhor quem esbarrou em mim. Assim que inicio esta conversa, percebo a presença de um homem alto e atraente, mas que se mostra extremamente ignorante diante da situação. Não pude me calar e, quando ele finalmente se pronuncia...
Robert — Que garota impertinente! Decidi não dizer mais nada e segui em direção ao meu compromisso.
— Coloquei os equipamentos de segurança necessários e subi no touro. Assim que ele começou a se agitar, a imagem daquela jovem não saía da minha mente.
— Em conformidade com as normas da competição e sem tocar em nenhum momento no animal, os salva-vidas mantinham-se sempre vigilantes. Mesmo assim, consegui avistar novamente aquela garota na plateia, mas minha visão estava turva. Então, perdi o equilíbrio e não consegui ver mais nada.
Mariano
— Em meio a tantas pessoas e colegas ao meu redor, estava claro que eu desejava exibir o meu troféu: a minha mais nova conquista, a minha noiva. Falei em voz alta para os mais próximos e apresentei a Lívia. Alguns deles chegaram a zombar, duvidando do que eu dizia. Percebi que ela tentava se afastar de mim, mas eu mantive-me firme e seguro ao segurar sua cintura. Notei a irritação dela no ar e, ao se afastar, senti-me indignado pela vergonha que ela me fez passar.
— Sem delongas, pois já havia combinado com o João de levar a criança, para a minha fazenda segui seus passos e consegui alcançá-la. Segurei-a pelos cabelos, já que o local onde eu estava anteriormente havia se tornado deserto. Arrastei-a até o meu carro, tapei sua boca e a coloquei dentro da minha caminhonete. Em seguida, comecei a dirigir em alta velocidade, ansioso para usufruir do que considerava ser meu por direito. Ela gritou e se agitou dentro do veículo Devido à falta de paciência com toda a situação, decidi dar uma pausa na estrada e, em um momento impulsivo, comecei a dá tapas em seu rosto e deslizar minhas mãos sob suas roupas, subindo lentamente até sua boceta. Ela por sua vez, sempre virava o rosto para evitar o meu beijo, mas eventualmente consegui beijá-la. Nesse momento, ela me mordeu, fazendo com que eu soltasse meu aperto e colocasse a mão na boca em razão da dor intensa que senti. Aproveitando a oportunidade, enquanto ainda estava sentindo a dor, ela abriu a porta do carro e saiu correndo. Em um ato de desespero também corri mais, não tiver oportunidade decidir portanto
retornar ao meu carro, refletindo que, apesar dos esforços, tudo foi em vão. Conjecturei que ela provavelmente voltaria para a casa do pai. Assim, ao amanhecer, vou procurá-la novamente.
Robert
— Abrindo os olhos lentamente, a claridade da lâmpada iluminava apenas meu rosto. Tudo ainda girava ao meu redor, mas consegui me levantar e manter o foco. Então, visualizei o David, que se levantou e perguntou se eu estava bem. Imediatamente, pedi explicações sobre o que havia ocorrido. Ele me informou que, no momento em que montei no touro, permaneci apenas por sete segundos e, portanto, fui desclassificado por não ter completado os oito segundos exigidos. Ele mencionou que eu desmaiei, o que me deixou irritado por ter perdido a competição. David pediu desculpas, sempre demonstrando consideração pela minha situação Abrindo os olhos lentamente, a claridade da lâmpada iluminava apenas meu rosto. Tudo ainda girava ao meu redor, mas consegui me levantar e manter o foco. Então, visualizei o David, que se levantou e perguntou se eu estava bem. Imediatamente, pedi explicações sobre o que havia ocorrido. Ele me informou que, no momento em que montei no touro, permaneci apenas por 6 segundos e, portanto, fui desclassificado por não ter completado os oito segundos exigidos. Ele mencionou que eu desmaiei, o que me deixou irritado por ter perdido a competição. David pediu desculpas, sempre demonstrando consideração pela minha situação Ele deixa o meu quarto e fico perplexo com a imagem daquela jovem em minha mente.
Lívia
Fugi em direção ao desconhecido sob a escuridão da noite, sentindo o vento gelado acariciar minha pele, provocando calafrios. Corri por horas, exausta, com fome e sede, até que avistei uma grande fazenda à minha frente. Pulei a cerca e adentrei o local, mas a fadiga me dominou, e a luz do amanhecer começava a se aproximar.
Com o rosto coberto de terra e os olhos se abrindo lentamente, percebo um par de botas diante de mim, acompanhadas de uma arma apontada para o meu rosto. Uma voz autoritária se faz ouvir.
Desconhecido — Quem é você e o que faz na minha propriedade? Declare-se imediatamente, ou serei obrigado a tomar uma atitude drástica.
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Atualizado até capítulo 52
Comments
Benedita Barboza
Parabéns pela história autora, que ela consiga se livrar desse pai e de maldito noivo
2025-01-20
0
Sol Sousa
parabéns pelo sucesso, uma estória boa
2024-08-24
5
Vera Lúcia Vieira
parabéns pelo trabalho maravilhoso de vocês estou amando ler
2024-08-18
2