Sobre meu passado.
— A minha vida se resume a um capítulo a menos a cada dia. Recordo-me constantemente de Helena e dos rostos dos que tiraram a vida dela, sem qualquer remorso. Estávamos tão felizes, prestes a receber nosso filho, faltando menos de um mês para seu nascimento. Eles agiram sem compaixão, disparando contra ela, sem oferecer qualquer chance de defesa. Os assassinos fugiram rapidamente em um carro, e toda a cena se desenrolou em um instante.
Atualmente, estou imerso em uma busca por justiça e reparação. Para agravar a situação, fui abandonado pelo meus pais, quando tinha apenas 8 anos de idade, e desde então enfrentei a fome, a sede e o frio dormir pelos banco de praça Enquanto buscava recursos nos resíduos da cidade para sobreviver, um anjo surgiu em minha vida, oferecendo abrigo e me acolhendo em sua casa. Ali, experimentei todo o conforto que qualquer garoto sonha em ter, e sinto orgulho em chamá-lo de pai. Ele me orientou e me transformou na pessoa que sou hoje, moldando-me em um assassino. Meu pai, Jefferson, é um policial na cidade de Dallas, e confiou a um homem de sua estima a administração de seu cassino. Além disso, ele também atua como agiota, mantendo um controle sobre algumas dívidas de seus associados.
— Quando eles hesitam em cumprir com seus compromissos financeiros, adoto uma postura firme. Essa atitude reflete uma forma de reconhecimento por tudo que meu pai fez por mim no passado mesmo meu pai me transformando no que sou, ele dizia que eu estava levantando suspeitas. Ganhei uma fazenda e comecei a me estabelecer por lá. Comecei a estudar tudo sobre campos e animais, e, juntamente com meu braço direito, David, ele também me ensinou a respeito de tudo e mais um pouco. O gado foi todo um presente do meu pai.
—Já era de manhã quando saí do meu quarto e me deparei com a Lívia preparando o café na cozinha. Ao olhar para trás e vê-la, ela me diz.
Lívia — Bom dia, senhor.
Robert — Bom dia — respondo meio ríspido.
— Sento-me à mesa e ela logo serve o café com torradas e geleia de morango. Vejo-a pegando o seu café e ficando na porta, comendo sua refeição. Não consigo entender por que ela não queria sentar à mesa comigo. Cismado com aquilo, digo: — Menina, na minha casa tem cadeira. Ela me olha e diz — quê não queria incomodar a minha refeição, Perdendo completamente a vontade de comer, levanto-me da cadeira e encontro Deivy de frente. Ele me cumprimenta, mas seu olhar está direcionado para Lívia, desviando-se de qualquer conversa que pretendia ter comigo.
— Após cumprimentar meu superior, deparei-me com uma mulher cuja voz eu havia ouvido na noite anterior. Aproximei-me e disse: Senhorita Lívia. Ela, surpresa, perguntou como eu sabia seu nome. Expliquei que vinha da cidade e que, em frente à delegacia, havia um cartaz informando sobre o seu desaparecimento, algo que me deixou intrigado. Ela então comentou que era uma história longa. Em seguida, me apresentei de forma cordial.
— Prazer, sou Deivid, gerente do meu chefe e seu braço direito. Ao notar seu sorriso, fiquei encantado com sua beleza e simpatia.
Robert — Já concluíram suas apresentações? Disse, de forma irritada, enquanto me retirava da casa.
— O dia foi longo aqui na fazenda. Realizamos reparos em algumas cercas danificadas, consertamos o galinheiro e, ao longo do dia, não pude evitar pensar naquela jovem garota e em como ela poderia ter chegado até aqui. Evitei questionar meu patrão sobre isso. À tarde, avistei-a apreciando o pôr do sol. Como meu trabalho já havia sido concluído, aproximei-me dela, que se mostrou assustada com minha presença. Pedi desculpas pelo susto e a convidei para dar uma voltar.
Lívia — sim claro Não hesite em passear com o senhor Deivid, pois ele demonstrou ser uma pessoa íntegra e respeitável.
— Seguimos por uma trilha a cavalo em meio à mata fechada. Eu sempre gostei de sair para caçar e pensei que poderia até ensinar a ela essa atividade numa próxima vez. Vinte minutos depois, chegamos ao local de caça, onde preparei minha espingarda e iniciei a busca por porcos do mato ou coelhos. A tarde foi agradável e percebi o quanto ela estava gostando da experiência. No caminho de volta para casa, fizemos o mesmo percurso e, ao nos aproximarmos da residência do patrão, avistei-o sentado na varanda, com um copo de whisky em mãos, e logo ele se pronunciou.
Robert — esse é o motivo pelo qual você recebe o seu salário, Deivid? Para atuar como cuidador dessa jovem?
Deivy — peço desculpas, senhor mas fui eu quem a convidei para dar uma volta.
Robert — Pode se retirar Deivid.
Robert — Ao presenciar a cena dos dois montando seus cavalos e retornando para a fazenda, senti uma enorme frustração, especialmente porque já passava das cinco da tarde. Assim que Deivid se retirou, Lívia começou a subir os degraus da escada de maneira furtiva. Neste momento, eu declarei — Se você não quiser retornar à sua vidinha de merda é melhor que cumpra com os seus compromissos. Ressaltei que não tinha a intenção de jantar e, em seguida, subi para o meu quarto, fechando a porta com força.
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Atualizado até capítulo 52
Comments
Sueli Silva
Amando a história 😍❤️
2025-03-16
0
Benedita Barboza
Isso é ciúmes
2025-01-20
1
Creuza M Gomes
mas que homem mal humorado
2024-10-19
0