P.o.v -Marcos
O caos começou com tiros, e eu vi as pessoas correndo em pânico. Fiquei imediatamente preocupado com Dan, que estava sentado perto de mim, mas agora não estava mais lá. Olhei para Gustavo.
Pensei:"Onde ele se meteu?
-Cadê o Daniel? - perguntei, com a voz carregada de preocupação.
Gustavo levantou-se e respondeu:
-Foi ao banheiro.
Os seguranças começaram a nos proteger, e eu sabia que a situação estava se tornando crítica.
-Senhor Marcos, é melhor irmos para o carro! - um dos seguranças alertou.
-Melhor algum de vocês irem ao banheiro buscar o Daniel! — eu ordenei, sem desviar o olhar da confusão.
Gustavo tentou me dissuadir:
-É arriscado, os capangas do Leon devem estar por lá.
Bia, que estava ao nosso lado, disse:
-Pra lá deve estar com mais correria, justamente porque é perto do banheiro, senhor Marcos.
Não dando ouvidos aos conselhos de Gustavo, puxei minha pistola e me dirigi ao banheiro na esperança de encontrar Dan.
Eu vi Dan de longe, mas a quantidade de pessoas tentando escapar do evento dificultava meu avanço. Meus esforços para chegar até ele foram em vão, e comecei a me sentir cada vez mais desesperado.
Dan, no meio da multidão, estava em pânico. Ele se virou para o lado e me viu entre as pessoas.
— Marcos... — ele disse, tentando se aproximar.
Um capanga de Leon apareceu atrás de Dan, armado. Eu tentei me misturar entre as pessoas para não ser visto. O capanga atirou em Dan, mas uma pessoa passou na frente e levou o tiro no lugar dele.
Finalmente, consegui chegar perto de Dan e o abracei com força, o alívio e o medo se misturavam. Em uma posição favorável, atirei no capanga, fazendo-o cair no chão.
Dan, ainda assustado, estava com lágrimas nos olhos.
-Vamos pro carro - eu disse, tentando manter a calma.
-Tá bem - ele respondeu, ainda tremendo.
Gustavo já estava esperando com o carro estacionado na rua próxima.
-Bora, vocês! - ele gritou.
Entramos no carro e eu não pude deixar de pensar que eu tinha razão sobre Leon estar planejando algo.
-Eu sabia que ele estava aprontando. - Comentei
Gustavo comentou depois:
— Mandei buscarem seu carro, sua chave ficou na mesa, e realmente você estava certo.
Eu sabia que o risco tinha sido grande e que a situação não estava controlada. Dan, calado ao meu lado, parecia estar se culpando.
"O Marcos se arriscou por minha causa... eu fui idiota... fui descuidado"— Dan pensou, em silêncio.
Eu me virei para ele e disse:
- Isso foi só o começo... Se acalma, Daniel.
Ele não respondeu, apenas olhou para suas mãos, que estavam sobre as pernas.
Gustavo quebrou o silêncio:
-Onde vão ficar?
-No clube - eu respondi.
-Beleza - Gustavo confirmou.
Durante o caminho, Dan permaneceu calado. Quando chegamos ao clube, desci do carro com ele. Gustavo se despediu:
-Marcos, vou indo pra casa, até amanhã.
Eu puxei Dan para o meu quarto e o sentei na cama.
-O que você tem? Veio o caminho todo calado - eu perguntei, percebendo sua inquietação.
-Desculpe pelo que eu fiz, de sair de perto... Eu senti ciúmes porque você deixou aquela moça ficar no seu colo - Dan confessou.
Eu olhei para ele, um pouco frustrado:
-Então você saiu de perto por causa de ciúmes? Já parou para pensar que poderia ter um capanga dele no banheiro?
-Eu sei... Não fiz por mal - ele respondeu, lagrimejando e se afastando de mim.
Eu me sentei na cama e observei Dan.
-Para de ser tão sentimental - eu disse.
-Desculpe... Melhor eu ir pra casa, a Lúcia pode ficar preocupada - ele respondeu, se preparando para sair do quarto.
Ele saiu andando, e eu fiquei lá, tentando processar tudo o que tinha acontecido.
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Atualizado até capítulo 65
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