P.o.v- Marcos
Semanas se passaram, e eu e Dan quase não nos vimos. A rotina tinha nos absorvido por completo; eu estava mergulhado em assuntos relacionados à máfia, enquanto ele se dividia entre o trabalho e a faculdade.
Certa tarde, enquanto eu conduzia uma reunião com os líderes da organização, Dan apareceu na porta da minha sala, carregando alguns documentos. Sem saber da reunião em andamento, ele entrou diretamente no meio do grupo, o que me fez parar por um momento e observá-lo com um leve espanto.
Assim que o vi, estendi a mão para pegar os documentos e, em um sussurro, disse:
-Agora vai ficar aqui.
Dan confirmou com um gesto de cabeça e se acomodou, observando a reunião acontecer ao redor dele.
Gustavo, que estava à minha frente, lançou um olhar curioso para Dan.
-Por que ele vai participar da reunião?
Olhei para Gustavo com seriedade e respondi:
-Ele vai participar porque é ele quem está cuidando das questões que você causou com o dinheiro da família.
Gustavo parecia surpreso e defensivo.
-Eu não fiz nada com o dinheiro.
Dan permaneceu em silêncio, percebendo claramente que Gustavo não era fã dele. A situação só se agravou quando eu mencionei:
-Estranho, porque ontem, ao revisar os registros, encontrei uma diferença de quase 4 milhões.
Gustavo tentou justificar-se.
-Pagamos contas, né? Temos funcionários também.
Mais tarde, depois que a reunião terminou e o trabalho no clube estava se encerrando, eram 18h30. Dan, visivelmente cansado e faminto, se preparava para ir embora. Eu o avistei ao sair do clube e parei o carro ao seu lado.
-Vai pra onde?
Ele respondeu, com um tom um pouco envergonhado:
- Eu... É... tava indo pra casa.
Abrindo a porta do carro, ofereci:
- Vamos logo antes que eu mude de ideia.
Dan parecia surpreso e hesitante, mas acabou entrando no carro. Ao tentar colocar o cinto de segurança, ele teve dificuldade.
-Droga... - ele fala.
Notei a dificuldade e me aproximei para ajudá-lo com o cinto. À medida que me aproximava, uma sensação estranha tomou conta de mim. Meu coração acelerou, e eu me perguntava o que estava acontecendo.
O mesmo parecia ocorrer com Dan, que me encarava com um olhar surpreso e um leve rubor nas bochechas. A tensão no ar era palpável, e, sem entender exatamente o motivo, eu me inclinei em sua direção, como se uma força invisível nos atraísse.
Dan, nervoso, fechou os olhos, e o rosto dele ficou ainda mais corado. No momento mais intenso, alguém bateu na janela no meu lado. Eu puxei o cinto e me e me ajeitei virando para a janela e abrindo para ver o que era.
O segurança, com um tom preocupado, informou:
-Vim ver se estava tudo certo com o senhor, ficou bastante tempo parado aí.
Dan abriu os olhos, surpreso, e me lançou um olhar.
- Está tudo bem, sim... Agora pode voltar ao seu posto.
O segurança se afastou, e Dan conseguiu finalmente ajustar o cinto.
- É... vamos.
Dirigi até a casa da minha mãe, refletindo sobre o que havia acontecido. Ao chegar, mencionei:
-Na próxima vez, bata na porta. - falo me referindo ao momento que ele entrou na reunião.
- A... tá bem.... - ele responde. -Vou indo, até mais...
Vejo ele descer do carro e ir rapidamente para sua casa, fico lá um tempo pensativo mas logo vou embora para o clube.
P.o.v - Dan
Eu estava sentado na cama quando meu pai entrou no quarto sem cerimônia. Ele parecia mais irritado do que eu já tinha visto em um bom tempo. Com uma expressão severa, ele disparou:
-O que você está fazendo com a máfia?
Minha reação foi instantânea. Levantei-me da cama, meu coração acelerando. A surpresa era palpável em minha voz.
-Pai? Como assim?
Ele não parecia disposto a dar margem a explicações vagas.
-Você pensa mesmo que eu não vi você chegando em um carro da máfia?
Eu tentei me defender, mas minha voz soou hesitante.
-Ah, eu... peguei uma carona com o Marcos.
Meu pai franziu a testa, claramente cético.
-Carona? Você e ele nunca se deram bem.
-Só estamos tentando nos entender melhor - respondi, na esperança de que isso amenizasse a situação.
Ele balançou a cabeça com desânimo.
-Espero que você não esteja se envolvendo com a máfia. Isso não dá futuro a ninguém e só tem a morte como único caminho.
Eu respirei fundo e tentei tranquilizá-lo.
-Claro que não estou me envolvendo, pai.
Enquanto ele me olhava com uma mistura de desconfiança e esperança, eu não pude deixar de pensar, em um suspiro silencioso: "Mal ele sabe."
Meu pai me lançou um último olhar, um tanto desconfiado, e então saiu do quarto.
***Faça o download do NovelToon para desfrutar de uma experiência de leitura melhor!***
Atualizado até capítulo 65
Comments
digly
muito gay kakaka
2024-09-21
2
Tania Maria Rufino
Vai dar merda.🤣🤣🤣
2024-08-14
3