P.o.v -Marcos
Era noite quando saí do clube e decidi ir até a casa do Dan. Ao chegar lá, bati na porta e esperei. Minha mãe, Lúcia, abriu a porta, surpresa.
-Oi, filho, você por aqui hoje? - disse ela, com um ar de surpresa.
Olhei para ela e sorri, tentando manter a calma.
-Oi, mãe. Vim fazer uma visita.
Ela me olhou mais atentamente e, com uma expressão de preocupação, perguntou:
-Meu Deus, você também está com o rosto machucado?!
Seu tom demonstrava uma mistura de surpresa e angústia, mas eu permaneci frio.
-Sem preocupação, na minha vida algumas coisas podem acontecer - respondi, tentando tranquilizá-la.
Ela insistiu, determinada a cuidar de mim.
-Deixa eu cuidar disso, filho.
Seguiu-me para dentro da casa, mas eu tinha outro objetivo em mente.
-Não precisa cuidar de mim. Quero saber por que o Daniel saiu mais cedo hoje e não me comunicou.
Minha mãe franziu a testa, um pouco desconfiada.
-Falando nisso, ele também chegou com o rosto machucado, com o olho roxo...
Fingi não saber de nada.
-Como assim? Não estou sabendo de nada.
Ela explicou, ainda preocupada:
-Ele chegou mais cedo com o rosto machucado, como eu já disse. Fiquei muito preocupada, mas ele não falou quem fez.
Eu precisava falar com ele, e minha mãe sabia disso.
-Onde ele está? Quero fazer um interrogatório com ele.
-Está lá em cima, no quarto dele. Eu não sei se você lembra, mas é no seu antigo quarto, quando você vinha mais novo.
-Eu me lembro um pouco, sim.
Subi até o quarto, bati na porta e entrei, encontrando Dan deitado na cama. Ele me olhou surpreso e sentou-se rapidamente.
-Marcos?
Percebi o espanto em sua voz.
-Já era de se esperar que eu ia aparecer, né?
-É... por que veio? — perguntou ele, sem esconder a curiosidade.
-Vim saber de você, o que aconteceu?
Aproximei-me dele, notando os hematomas em seu rosto.
-Você brigou?! - indaguei, segurando seu rosto e virando-o ligeiramente para examinar melhor.
Empurrei-o levemente para longe, aguardando uma resposta.
-Briguei... mas quero saber o que aconteceu - disse, mantendo meu tom sério.
Dan parecia confuso.
-Como assim você brigou? Com quem? Por quê?
-Com o Gustavo, mas estou bem - respondi de maneira firme.
-Por que brigaram? O que houve?
-Porque fui saber o que aconteceu, né?
Dan suspirou, parecendo preocupado.
-Você não deveria se preocupar com isso, Marcos.
-Agora já aconteceu. Como você está se sentindo?
-Eu tô bem - respondeu ele, tentando parecer convincente.
Observei seu rosto machucado e o olho roxo, preocupado.
-Certeza? Você não me parece muito bem, está machucado.
-Estou bem, Marcos. De verdade.
-Por que veio embora e não passou na minha sala para contar?
Dan hesitou antes de responder:
-Por que... eu faria isso?
Minha voz saiu mais firme do que eu pretendia:
-Porque eu sou o seu chefe e tenho que estar ciente sobre o que anda acontecendo com os meus funcionários.
Dan finalmente revelou a verdade:
-Eu falei que ele não assumiu a Malu e ele ficou bravo e me bateu.
-Não sei por que ele ficou bravo, você apenas falou a verdade.
-Eu só falei o que percebi sobre ele... Ele não gostou.
-Não quero que você fale sobre essa garota perto dele - alertei, com firmeza.
Dan assentiu, parecendo entender.
-Eu não ia mais falar.
Encostei-me na porta, puxando Dan para perto de mim, olhando seus lábios.
-Ei... sua mãe está lá fora - disse ele, um pouco assustado, segurando meu ombro.
Sorri de canto.
-Ela não vai conseguir abrir a porta.
Aproximei-me mais e beijei sua boca, sentindo ele retribuir, entrelaçando os dedos em meus cabelos. Beijei seu pescoço, deixando uma marca. O toque parecia deixá-lo ofegante e eu senti seu corpo esquentar sob minhas mãos. Tirei sua blusa, continuando a marcar seu pescoço, até que finalmente nos deitamos na cama, nos beijando com intensidade, sentindo o calor nos deixar suados.
Então, meu celular tocou, interrompendo o momento. Parei o beijo e atendi.
-O que foi?
Era Gustavo do outro lado da linha.
-Oi, Marcos, vamos ter que marcar presença na corrida clandestina de carro que o Leon está fazendo hoje.
Sorri ao responder.
-Essa presença vai ser especial.
Olhei para Dan, que ainda estava ofegante.
-Te espero lá - disse Gustavo antes de desligar.
-Daqui a pouco estou chegando - respondi, desligando e voltando minha atenção para Dan.
-Se arruma.
-Que? Por quê? - ele perguntou, confuso.
-Temos uma corrida pra ir.
-Melhor eu não ir... nem você... Vamos ficar aqui... assistir um filme, sei lá.
Ele me puxou pela blusa, me beijando novamente. Retribuí o beijo, mas logo me afastei.
-Sou dono da cidade, tenho que ir. Se eu não for, o Leon vai ficar se achando.
Dan suspirou, resignado.
-Tá bem.
-E você vai junto.
-Eu? Mas por quê?
-Porque você tem que estar presente nas minhas coisas.
Ele assentiu, sem mais argumentos, e começamos a nos vestir. Enquanto ele se trocava, fiquei observando e sorri.
-Já se olhou no espelho e viu o seu pescoço?
Dan sorriu de volta.
-Eu sei que você me marcou, e você sempre faz isso.
-No lugar em que a gente vai, todos vão ver. E o que você vai falar?
Ele ficou pensativo, sem saber o que responder.
Sorrindo, voltei a ficar sério.
-Ninguém vai falar com você lá. Vamos apenas assistir, mas espero que aconteça alguma coisa divertida.
Terminamos de nos arrumar e ele perguntou:
-É... Vamos?
-Vamos.
Saímos do quarto e descemos as escadas. Minha mãe estava na sala e se virou para nós.
-Marcos, já vai, filho? Dan, você também vai com o Marcos?
Me espantei, pois havia esquecido completamente dela.
-Vamos sair, ele tem que resolver um negócio no trabalho.
Ela nos olhou com preocupação.
-Tudo bem, cuidado, vocês dois.
-Certo! - disse Dan, sorrindo, enquanto saíamos.
Entramos no carro e comecei a dirigir. Peguei o celular e mandei uma mensagem para os meus seguranças, avisando para irem até a localização da corrida.
-A minha mãe está meio estranha - comentei.
Dan pareceu confuso.
-Como assim?
-Parece que ela está desconfiada de nós.
Notei que ele não estava prestando muita atenção.
-O que você tem?
Ele desviou o olhar, parecendo envergonhado.
-Ah... desculpa. Eu não tenho nada.
Sorri, provocando.
-Não está conseguindo resistir à minha gostosura?
Ele me olhou, espantado.
-Para de falar essas coisas! - disse, claramente envergonhado.
Continuei, sem perder a chance de provocá-lo mais.
-Só trabalho com a verdade.
Dan mordeu os lábios, desconcertado. Eu sabia o que estava em sua mente.
-Está com vontade de terminar o que a gente começou, né?
-O que? O que começamos? - perguntou, tentando disfarçar.
-Você sabe oque, só não continuamos porque me ligaram...
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Atualizado até capítulo 65
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