P.o.v -Dan
Dias depois, saindo da faculdade, estava prestes a atravessar a rua quando vi Mari sair de um café com suas amigas. Ela se aproximou rapidamente, com uma expressão furiosa.
-Você é um idiota! Por sua causa, meu irmão apanhou do líder da máfia!
Eu a encarei, mantendo a calma.
-Não pedi nada. Ele fez porque quis.
-Você é um filho da puta! - Mari gritou novamente, jogando seu café quente em mim.
Fiquei surpreso e passei a mão na roupa onde o café havia caído.
-Por que fez isso? Eu só falei a verdade!
Nesse momento, Marcos chegou à faculdade para me buscar. Ao nos ver, ele estacionou o carro e veio em nossa direção.
-O que está acontecendo aqui?
Olhei para ele espantado, pensando: "E agora?"
Manu, ainda com raiva, encarou Marcos. Ele a olhou sério e deu um sorriso debochado.
-Como está o seu irmão?
-Por que machucou ele, senhor Marcos? - Manu perguntou, olhando para ele.
Eu observei Marcos, pensativo sobre meus sentimentos e a confusão na minha cabeça desde nosso primeiro beijo e penso: "Por que estou sentindo tantas coisas depois daquela noite? E por que estou tão confuso agora?"
-O que eu fiz com ele foi pouco. Ele merecia mais! - Marcos respondeu friamente.
-Marcos... melhor a gente ir... se não vamos nos atrasar - falei timidamente.
Marcos olhou para mim e depois para Manu.
-Tenho que acertar algumas coisas com essa vadia.
-Por favor, vamos embora, Marcos - implorei.
Finalmente, saímos dali e fomos para o carro.
-Por que você quer tanto ir embora? - ele perguntou enquanto dirigia.
-Não quero que machuque ela.
-Você ainda gosta dela, né? Depois de tudo que ela fez.
-Não é isso... só não gosto que pague um mal com outro mal.
-Mas aqui você tem que pagar com a mesma moeda - ele retrucou.
-Eu não penso assim - respondi, tirando minha jaqueta que estava suja de café, mas felizmente minha blusa debaixo não tinha sido manchada.
-Você é muito calmo, tem que ser mais maldoso com quem é mal com você - Marcos comentou.
Eu o olhei e pensei: "Eu pensei tanto em casa sobre ele e aquele dia. Eu tenho que saber o que realmente estou sentindo. Se eu realmente gosto de homens ou se estou só confuso..."
-Eu sou?
-Você é o que? — ele questionou, curioso.
-Aah, nada... — respondi, nervoso, olhando o caminho em silêncio. Quando paramos, olhei para ele e falei, envergonhado:
-Marcos... Eu... Eu...
-Fala logo!
Pensei: "Eu tenho que saber o que sinto... Tenho que testar."
Me aproximei dele, toquei seu rosto e o beijei delicadamente, mas meu coração estava acelerado e eu estava nervoso.
Marcos se afastou, surpreso.
-O que foi isso?! Está ficando doido?!
Fiquei sem jeito.
-Me perdoa! Eu... não sei o que deu em mim!
Pensei: "Nossa, como eu fui iludido, que vergonha. Como vou olhar pra ele agora?"
Marcos pareceu se sentir estranho e olhou para mim.
-Por que me beijou?!
-Eu não sei... Eu... - respondi, nervoso.
Marcos se aproximou novamente, olhou meus lábios, e me beijou de volta. Peguei em sua nuca, me aproximando mais dele. "Que sensação é essa?" pensei.
Ele pegou em meu cabelo e continuou o beijo. Pensei: "Que estranho, nunca me senti assim."
Senti um calor forte e parei, ofegante, ainda bem perto, tocando no rosto dele.
-Nossa...
Ele me olhou, ainda confuso com seus sentimentos. Ficamos em silêncio por alguns minutos. Tirei minha mão do rosto dele e falei baixo:
-Me desculpa...
-Vamos, temos algumas coisas para resolver - ele disse, afastando-se.
-Tá bem... - respondi, descendo do carro e dando de cara com Leon. Me espantei. "Eita... ele de novo?" pensei.
Leon sorriu malicioso para mim.
-Olha só...
Marcos desceu do carro e ficou sério.
-Olhar só o quê?
-Não sabia que tinha um ponto fraco, Marcos... - Leon provocou.
-Eu não tenho um ponto fraco - Marcos respondeu, aproximando-se de mim, preparado para qualquer coisa.
-Então o que acontece se eu machucar esse belo rapaz que vive andando com você? Ou se ele por acaso levar um tiro, uma bala perdida? - Leon perguntou com um sorriso maldoso.
-Faz o teste pra ver.... Você está querendo mexer com um membro da minha máfia - Marcos retrucou.
-Eu não tenho medo de você, Marcos - Leon disse, se aproximando de mim e me dando um soco no estômago, me fazendo cair de joelhos.
Caí no chão, tossindo por causa do impacto. Marcos apenas olhou, tentando esconder sua raiva de Leon.
-Eu achei que gostasse desse pirralho... - Leon comentou, saindo e entrando em seu carro.
Me levantei, segurando no carro, ofegante. "Que cara idiota" pensei.
Marcos respirou fundo.
-Vou ter que te ensinar a ser mais esperto...
-Melhor eu ir pra casa - sugeri pos não tinha mais cabeça para resolver nada.
-Eu te levo até lá. Vai que esse maluco está esperando o meu vacilo - Marcos disse, entrando no carro novamente e eu entro após, deixando a reunião de lado.
-Está quieto, por quê? - ele perguntou enquanto dirigia.
-Por nada... - respondi.
-Não posso demonstrar fraqueza pra ele - ele explicou.
-Eu sei... Tudo bem... - concordei.
Quando chegamos em um posto de gasolina, Marcos abriu o porta luvas, pegou uma pistola e a entregou para mim, e logo voltou a digitar.
-Isso é para sua segurança.
Olhei para aquilo, espantado.
-Não... eu não posso ter isso, nem sei usar...
-É só mirar e apertar o gatilho - ele explicou.
Peguei a pistola e coloquei na mochila.
-Não quero precisar usar em ninguém.
-Eu espero que você use em alguém sim - Marcos disse.
Eu o olhei, surpreso, mas tentei não demonstrar muito. Ele parou o carro em um acostamento, se aproximou e me beijou, tocando no meu rosto.
Retribuí o beijo, segurando em sua nuca. Deitamos o banco e ele ficou meio por cima de mim. Parei o beijo, ainda ofegante, e o olhei. Marcos começou a beijar meu pescoço.
-Agora você é meu, e se alguém tocar em você já sabe.
Fechei os olhos, ainda pegando em seus cabelos. Ele continuou beijando meu pescoço, deixando uma marca. Mordi meus lábios. Deitamos os dois bancos e ficamos de frente um para o outro, apenas nos observando. Peguei em seu rosto. Ele tocou no meu rosto também de forma mais bruta.
-Agora você é minha propriedade.
Me aproximei mais dele, ficando um pouco por cima, e o olhei bem de perto.
-E você vai ser a minha?
-Isso não é de sua conta — ele respondeu.
-Acho que se estou perguntando, é porque é sim - disse, sorrindo e dando um selinho nele.
-Vai ficar sem resposta por enquanto - ele disse, me beijando novamente. Paramos quando meu celular tocou. Era Mari, e ainda tinha um coração ao lado do nome dela.
-Affs... -resmunguei.
Marcos viu a ligação e puxou o celular da minha mão, desligando-o.
-Então quer dizer que vocês ainda se falam por ligação.
-Não! Eu nem sei por que ela está ligando! - respondi, espantado e tentando explicar.
-Então ela vai ficar no vácuo, porque eu vou bloquear e apagar esse número dela do seu celular.— ele disse.
-Tudo bem... mas você não precisa sentir ciúmes, eu não sinto mais nada por ela.
-Vai que você goste dela ainda. Aí vou ser obrigado a arrumar um lugar especial pra ela ficar pra sempre. - ele responde e sorri maldoso.
-Não! Eu não gosto.....Eu te juro... você viu o que ela fez.... Nunca gostaria dela de novo.
-Espero que seja verdade. Onde nós dois paramos mesmo? - ele disse com um sorriso malicioso.
Sorri, sentindo ele pegar no meu rosto meio sem jeito, e me puxar bruscamente pela nuca para um beijo. E alguns minutos só nos beijando, logo paramos, ajeitamos o banco e ele voltou a dirigir.
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Atualizado até capítulo 65
Comments
Santos 💗
🔫😎 já era tempo
2025-01-09
1
digly
meu sonho
2024-09-21
2
🌟OüTıß🌟
Pq levou com socão na boca do estômago???
2024-08-20
0