P.o.v -Dan
Marcos se levantou e veio até mim, encostando-me contra a porta e se posicionando atrás de mim. Sua proximidade era intimidante e senti um calafrio subir pela minha espinha.
-Você vai aonde? - ele perguntou, a voz carregada de uma autoridade inesperada.
Senti minhas costas pressionarem nele. Meu coração acelerou, sem entender direito o que estava acontecendo.
-O que está fazendo? - perguntei, tentando manter a voz firme, embora o cheiro de álcool que vinha dele me fizesse hesitar.
Marcos agarrou meu cabelo e puxou, me fazendo arregalar os olhos de dor e surpresa.
-Por que quer saber o que eu estou fazendo? - ele perguntou com um tom desafiador.
Fechei os olhos, tentando afastar a sensação desconfortável e o frio na barriga.
-Por favor, eu só queria ir pra casa.
Ele respondeu de maneira fria:
-Ainda bem que você queria, e agora não quer mais.
Senti sua mão deslizando pelo meu corpo, o que só aumentou meu desconforto.
-Marcos, você está bêbado... para com isso - implorei, tentando me afastar, mas ele me segurou com mais força.
Marcos, irritado, respondeu:
-Eu não estou bêbado! Você não vai fugir de mim.
Tentei me virar para me soltar, mas acabamos caindo no chão, e, de repente, me vi por cima dele. Nossos rostos estavam muito próximos, e eu podia sentir sua respiração. Fiquei ali, parado, olhando para ele com espanto. Marcos, com os olhos fixos nos meus, tocou meu rosto.
-Tá olhando o quê? Olha o que você fez.
Afastei sua mão e sentei ao lado dele, tentando criar algum espaço entre nós.
-Você precisa de um banho, está bêbado! - insisti, tentando trazê-lo de volta à razão.
Ele respondeu de forma inesperada:
-Então vamos tomar um banho juntos
Fiquei espantado com a sugestão.
-O quê?
-Só vou tomar banho se você for comigo - ele afirmou, decidido.
-Eu... eu... não posso - respondi, sentindo-me constrangido e surpreso com a proposta.
Marcos olhou para mim, desconfiado.
-Quem decide se pode ou não sou eu.
Pensei, tentando entender o que estava acontecendo: "O que está rolando? Por que ele está assim comigo?"
-Mas eu... não posso ir com você - disse, tentando manter minha postura.
Ele segurou meu braço, determinado.
-Você pode sim.
Como ainda estávamos sentados no chão, tirei sua mão do meu braço e me levantei, estendendo a mão para ajudá-lo a se levantar.
-Vou ajudá-lo, vem.
Marcos pegou minha mão e se levantou, me seguindo até sua suíte. Ele me olhava como se quisesse dizer algo, e eu senti a tensão no ar.
-Hoje você vai trabalhar diferente - ele disse, com um tom misterioso.
Enquanto o ajudava a andar, olhei ao redor do quarto, impressionado: "Uau, que bonito esse quarto." Deitei Marcos na cama e tirei seus sapatos, preocupado com sua condição.
-Você precisa de um banho para melhorar, está bêbado - repeti, esperando que ele entendesse.
Ele me surpreendeu mais uma vez:
-E quem vai me dar banho?
Respirei fundo, tentando manter a calma.
-Você não tem nenhuma empregada aqui? - perguntei, já pensando em uma solução.
Marcos suspirou, parecendo resignado.
- Aqui não, o que me resta é você.
Olhei para ele, jogado na cama, e pensei: "Não posso deixar ele aqui assim, mas que droga!" Suspirei, resignado.
-Tá... - disse, estendendo a mão para ajudá-lo a se sentar. -Vem.
Ele sorriu e foi comigo.
-O que você vai fazer?
Olhei para ele, já sentado na cama, ainda com a camisa de botões.
-Desabotoe sua blusa, por favor.
Pensei, tentando manter a calma: "Só vou acompanhá-lo até a porta do banheiro."
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Atualizado até capítulo 65
Comments
Michael Henry
ele tá louco pra tomar banho com o Marcos
2025-02-08
1
digly
oi!?
2024-09-21
2
digly
Por favor, nn faça isso
2024-09-21
2