P.o.v- Dan
**Alguns dias se passaram**
Eu saía da faculdade com uma mistura de cansaço e ansiedade. Caminhei direto para o clube, sem saber exatamente o que encontrar. Ao entrar, fui direto ao bar, e ali estavam Marcos e uma moça, trocando beijos sem nenhuma discrição. Hesitei antes de falar, mas precisava dizer algo.
- É... licença.
Quando a moça se afastou, meu coração disparou. Era Mari, minha ex. Um turbilhão de sentimentos me atingiu: raiva, decepção, tristeza. Tudo ao mesmo tempo. Marcos me olhou com um sorriso de deboche, e Manu sorriu de forma maldosa.
-Oi, Dan - disse ela, com um tom que misturava sarcasmo e desprezo.
Olhei para os dois, tentando processar a situação.
-Como... podem?
Marcos não perdeu tempo em responder, mantendo o mesmo sorriso irritante.
- Como podem o quê? Eu não devo satisfação.
Mari se levantou, como se aquilo tudo fosse apenas uma cena trivial.
-Acho melhor eu ir, até porque o clima acabou — disse, pegando sua bolsa. Acenou rapidamente e saiu, me deixando ali com Marcos.
Fechei o punho, tentando controlar a raiva crescente.
-Você sabia que ela era minha ex?! Qual é a sua, Marcos?! - falei, a voz subindo um tom, carregada de fúria.
Marcos me encarou com um olhar sério.
-O mal de vocês é que ainda sentem algo por alguém que te traiu... Enquanto você tá aqui pensando em fazer algo, ela tá lá na esquina com outro.
A raiva me dominou. Dei um tapa no rosto dele, incapaz de segurar a indignação.
- Como consegue ser uma pessoa tão horrível?! - gritei, sentindo lágrimas de frustração nos olhos.
Os seguranças se aproximaram, mas Marcos fez um sinal para que se afastassem. Ele estava cheio de raiva também, mas de um tipo frio e calculista.
-Pessoas horríveis não se machucam por um amor que as trai - disse ele, antes de me empurrar para o sofá. Avançou como se fosse me socar, mas o golpe acertou o estofado ao lado da minha cabeça.
Virei o rosto, esperando o pior, mas tudo que senti foi o baque do soco no sofá. Levantei, pronto para sair dali, mas ele me segurou, me encostando contra a parede. O olhei espantado, pensando se ele realmente iria me bater.
-Você me deve respeito, não sou seus amigos - disse ele, com um olhar sério.
-Eu quero ir embora - respondi, encarando-o de volta.
-Querer é uma coisa, poder é outra - ele retrucou, sem vacilar.
-Você não pode me forçar a ficar! - minha voz saiu meio zangada.
Ele me soltou, finalmente.
-Então vai embora! Pra você sofrer por alguém.
Olhei para ele com desprezo.
-Idiota - murmurei, saindo dali com passos rápidos.
**
Conforme os dias passavam, eu tentava evitar pensar no ocorrido, mas aquilo me consumia. Não voltei ao trabalho e me mantive ocupado com a faculdade. Mas, eventualmente, o destino nos colocou frente a frente novamente.
Saí da faculdade, fones nos ouvidos, indo em direção ao ponto de ônibus. Foi quando ouvi uma buzina. Tirei os fones e olhei para o lado, vendo o carro de Marcos. Ele abaixou o vidro e acenou para que eu entrasse.
-Ah... você - murmurei, sem entusiasmo.
Ele abriu a porta.
-Entra aí, temos que conversar.
Suspirei e entrei no carro, sem muita vontade.
-Fala...
-É sobre a sua ex. Eu só fiz aquilo pra você largar ela de vez.
-Por que se importa com isso? - perguntei, já irritado.
-Não me importo. Só não quero ver alguém trabalhador sofrendo por uma vagabunda.
-Eu não estava sofrendo, e mesmo que estivesse, não é da sua conta - respondi, meio chateado.
Marcos trancou as portas do carro, me impedindo de sair.
-Você é meu funcionário e mora na minha cidade. Não quero que isso atrapalhe seu rendimento no trabalho.
-Não quero mais trabalhar para você.
Ele riu, um som amargo.
-Você não tem querer. Agora, ou você trabalha ou não vai conseguir emprego em lugar nenhum.
O olhei espantado.
-Por que quer tanto que eu trabalhe para você?!
-Porque você é alguém de confiança.
Eu não tinha escolha. Precisava do trabalho, por mais que odiasse admitir.
-Tá, só vou continuar porque eu preciso trabalhar.
-Que seja, mas você tem que continuar - disse ele, ligando o carro.
Dirigimos em silêncio até o clube. Olhei pela janela, tentando evitar qualquer contato visual com ele. Foi então que vi, ao nosso lado, o carro de Leon, de uma máfia menor, mas conhecida. Um lembrete silencioso de que meu mundo estava longe de ser simples.
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Atualizado até capítulo 65
Comments
digly
Ai que ódio🔪
2024-09-21
4
Letícia Costa
serio que sus mona/Smile/
2024-09-02
3
Tania Maria Rufino
Tá ficando excitante 😊
2024-08-14
2