Capítulo Dezenove
Maya
Acordar e ver o Léo deitado ao meu lado, foi tudo que eu precisava nesse momento, levei minha mão até sua cabeça e fiquei acariciando por um tempo.
Ele acordou e conversamos um pouco, depois acabei dormindo em seus braços e nossa como eu senti falta dele, dos seus abraços, do seu cheiro, do seu toque.
Eu estou mal, por tudo o'que descobri, não é algo fácil de se ouvir, ser enganada dessa forma, se eu ao menos tivesse ido ao médico, ou trocado de ginecologista saberia a verdade, mas nunca precisei, sempre me trataram bem, e nunca fiquei doente ao ponto de ir ao hospital.
Saber que estou grávida é tão bom, acho que nesse momento só não estou pior, por causa dessa notícia e também por Léo estar aqui, no fundo eu precisava dele e quando ouvi o Dennis falar que ele estava em São Paulo, fez meu coração se alegrar.
Se ele quiser, vou ficar com ele, não vou mais largar esse amor por nada, eu sofri demais esses meses longe dele, meu amor por ele não diminuiu nem um por cento.
Acordo e Léo não está no quarto, me levanto devagar e fico sentada na cama, estou com bastante fome, quase não comi desde que cheguei, passo a mão na barriga devagar e abro um sorriso. Tem um bebê aqui, de sete meses, meu deus, se não fosse isso só iria descobrir quando fosse ganhar, não tinha nenhum sintoma, e também se tivesse nem ia relacionar a isso.
Estava pronta para levantar e a porta do quarto abre, Léo entra com um médico, assim que ele me vê abre um sorriso e vem até onde estou, ele me dá um selinho e faz carinho no meu rosto. — Tá bem? — Ele pergunta.
— Tô sim.
— Bom dia Maya, vim aqui te levar para fazer um ultrassom para ver o sexo do bebê e ver certinho as semanas. — Ele fala olhando minha ficha. — Antes de sair vou te fazer algumas perguntas, tudo bem?
— Bom dia Doutor, pode fazer sim. — Digo, Léo segura minha mão e faz carinho na mesma.
— Maya, nesses últimos meses, você notou qualquer coisa diferente no seu emocional, no corpo? — Ele pergunta.
— Estava bem sensível, e notei que engordei, mas como tenho ansiedade, achei que fosse por conta disso e em questão de estar sensível, eu achei que fosse alguma alteração dos meus hormônios. — Falo e ele anota.
— Teve alguma dor na região da barriga? — Ele pergunta.
— Não, mas tive algumas dores nas costas, mas também achei que fosse normal, trabalho sentada e sempre tive. — Comento.
— Sentiu fraqueza nesses meses?
— Às vezes.
— Depois do ultrassom, uma obstetra da nossa equipe vai vir te examinar, ela vai também passar uma vitamina para você tomar nesta reta final. — Ele fala. — Bom, vamos lá ?
— Vamos sim. — Abro um sorriso, animada.
Eles trazem uma cadeira de rodas, e Léo me ajuda a sentar, eles vão me levando até outra sala e o medico me deixa lá, deito na cama e fico mexendo nas mãos ansiosa.
— Calma, minha linda. — Léo abre um sorriso e me dá um beijo na testa.
— Tô tão ansiosa, nunca imaginei que poderia estar grávida, queria tanto outro filho, aí meu deus, tenho que me acalmar. — Sinto minhas mãos tremendo, minha respiração começa a acelerar.
— Ei, tô aqui, respira. — ele acaricia meu rosto devagar e me dá um beijo nos lábios, sinto uma onda de tranquilidade me dominando.
— Será que é menina ou menino? — Pergunto, com sorriso no rosto.
— Acho que é uma menina, e vai ser linda que nem a mãe. — Ele abre um sorriso e me beija.
A porta se abre e uma mulher entra. — Bom dia Mamãe, Papai, como estão?
— Bem ansiosos. — Falo animada.
— Eu imagino, me falaram que esse bebê, resolveu se esconder por alguns meses. — Ela dá risada e senta ao lado da cama.
— Sim. — Léo ri.
— Vou passar o gel na sua barriga, ele tá gelado um pouco, tudo bem? — Ela me olha e espera minha autorização.
Balanço a cabeça de forma positiva, ela levanta minha blusa e coloca o gel. — Sua barriga tá bem pequena, só tem uma leve protuberância. —Ela fala e pega o aparelho.
Ela liga o monitor e vira para mim e para o Léo olhar. Leo segura minha mão e eu aperto com força a dele.
— Olha só o bebê, tá bem escondidinho. — Ela abre um sorriso e aponta para a tela.
Olho e meus olhos enchem de lágrimas. Olho para Léo e ele também está emocionado. — Bom mamãe, pelo que vejo aqui, na verdade você está com 24 semanas, que são seis meses e três semanas. Seu bebê parece bem e está saudável também, está no peso ideal. Vamos ver o sexo?
— Vamos. — Minhas lágrimas já estão rolando pelo meu rosto.
— Já pensaram em algum nome? — Ela pergunta.
— Não tivemos tempo. — Léo fala e rimos.
Realmente não tivemos, nem sabíamos, estávamos longe um do outro. É tão louco isso!
— Eu imagino, mas precisamos de um nome para essa princesinha aqui. — Ela abre um sorriso e eu me emociono mais.
Leo me abraça com carinho. — Amo você meu amor. — Ele sussurra no meu ouvido.
Uma menininha, vamos ter uma menina, meu deus, eu não sei onde coloco tanta felicidade, ver o Léo feliz desse jeito por ser pai, é tão maravilhoso, minha escolha a meses atrás estava certa, eu não sabia que isso ia acontecer, mas mesmo se fosse verdade, ver ele dessa forma com a notícia, já mostra que ele realmente precisava ter uma família e não seria comigo.
Mas acho que o universo conspirou para ficarmos juntos, na verdade foi um milagre essa gravidez, minha laqueadura reverter de forma natural, e bem quando conheci o Léo, engravidamos três semanas antes de eu ir para a Itália.
— Vamos ouvir o coração dessa menininha linda? — Ela pergunta e eu já respondo animada.
Ela liga o som e quando escutei o coração da minha menina, meu peito falta saltar, sinto que Léo está tremendo, olho para ele com um sorriso no rosto e o mesmo está chorando. Como amo esse homem, como amo a família que vamos construir.
Depois de um tempo voltamos para o quarto e logo eles vieram me trazer algo para comer, estava faminta, comi tudo e Léo ficou rindo. — Eu estava sem comer desde ontem. — Faço uma careta pra ele e passo a mão na minha barriga que chega, está estufada.
— Eu tô brincando meu amor. — Ele dá risada e me beija.
Ouvimos alguém bater na porta e Léo vai abrir, vejo Elo em uma cadeira de rodas e Dennis empurrando ela. — Bom dia minha gravidinha. — Vou até ela e nós abraçamos.
Elo passou mal junto comigo no depoimento, mas só descobri ontem a noite, fiquei preocupada, ela teve um sangramento e quase perdeu o bebê. Me senti tão mal por isso.
Ela sentou comigo na cama e os meninos foram para fora conversar. — Como você está? Me desculpa ter feito você entrar comigo.
— Para amiga, não esperávamos aquilo, foi pesado demais, ainda não acredito em tudo oque aconteceu, três anos sendo enganada, você quase perdeu o amor da sua vida por causa disso. — Ela fala e nós duas começamos a chorar.
— Ainda tô tentando digerir tudo amiga, parece que tô em um sonho, e que em qualquer momento vou acordar na Itália, e nada disso vai ter acontecido. — Digo.
— Deve ser difícil amiga, eu te acompanhei em todo processo, vi como você ficou, eu e sua mãe pensamos que íamos te perder, até mesmo o John sofreu tanto, tadinho. — Elo fala. — Mas agora você está bem, está realizando seu maior sonhos e ser mãe de novo e ainda melhor com o homem que você ama.
— Achei que ele ia me odiar Elo, achei que o Léo nem me amava mais, que tinha me esquecido. — Abaixo a cabeça.
— Aquele ali, menina, nunca te esqueceu, Dennis teve que ir atrás dele, pra ajudar ele, porque o bichinho se afundou na bebida, os irmão dele, falaram que ele bebia e ficava ouvindo seus áudios. — Ele dá risada e eu também.
— Eu só não bebia como ele, mas fazia a mesma coisa, ficava vendo nossas fotos, nunca deixei de amar ele, acho que no fundo eu sabia que iríamos ficar juntos de alguma forma. — Abro um sorriso.
— Agora me fala, soube o sexo do bebê? Descobri o meu hoje também, é um menino. — Ela fala animada.
— Então já temos uma namorada para seu filho. — Dou uma gargalhada e na hora os meninos entram.
— Espero não ter ouvido a palavra namorada e nem para seu filho, dona Maya. — Léo fala e nós duas caímos na risada.
— Para com isso amor, imagina os dois namorando. — Digo, e ele faz um cara feia.
— Seria bem legal mesmo, né irmão. — Dennis provoca.
— É melhor deixar seu filho longe da minha filha, Dennis. — Ele encara o Dennis e vem pra perto de mim, — Ela não vai ter namorado até os quarenta. — Ele fala e todos rimos.
— Coitada da sua filha amiga. — Elo diz.
Continuamos conversando e logo o médico veio me dar alta, Elo também já estava e fomos para casa juntos. Quando cheguei liguei pra minha mãe e conversamos, choramos muito, quando contei tudo, a fase que passamos naquela época, foi difícil para todos, quando nos acalmamos, contei a ela sobre a gravidez e o sexo da nossa bebê ela ficou feliz demais, inclusive John que descobriu que vai ter uma irmã.
Infelizmente vou perder a apresentação dele, porque não posso sair do país agora, mas minha mãe disse que vai me ligar de chamada de vídeo.
Não sei o que vou fazer agora, em relação a onde morar, minha mãe tem uma loja na Itália e John tem a escola que só acaba daqui dois anos.
Por enquanto vou ficar aqui, organizar as coisas do bebê que logo vai chegar, e também vai ser bom ter o Léo e o Dennis por perto, e também quero estar no nascimento do meu afilhado.
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Atualizado até capítulo 76
Comments
Maria Sena
O capítulo mais emocionante até agora, é lindo demais um amor verdadeiro. Tudo vence, tudo suporta. Eh autora, consegui limpar sua barra hem, já esqueceu que o Leo ainda tem o sangue de mafioso hem? HUM...
2024-11-28
0
Andressa Silva
incrível 👍👍
2024-07-02
4