Capítulo Onze
Maya
Ouvir tudo o'que ele me disse, e ainda sim ser forte para manter minha decisão, acabou comigo, e como se uma parte de mim tivesse sido totalmente arrancada.
Eu amo ele também, mas por amar ele, eu tenho que deixar ele, porque sei que ele merece ser feliz, merece ter uma família, ele é uma pessoa tão maravilhosa.
Eu sei que vai ser difícil, mas com o tempo isso passa, eu vou conseguir superar, foi assim até hoje, eu sempre superei tudo.
Depois que ele saiu eu desabei, Eloise entrou logo em seguida e já veio me consolar, não consegui dizer nada e chorei até dormir.
Acordei morrendo de dor de cabeça, abri meus olhos e estava sozinha no quarto, olhei ao redor e peguei meu celular, e era 08 da manhã, porra, dormi um dia inteiro, não é possível. Me levantei devagar e fui até o banheiro, fiz minha higiene e saí do quarto. Quando cheguei na sala, Eloise estava tomando café com o John e minha mãe.
— Bom dia pessoal. — Digo baixinho.
— Bom dia. — Todos respondem e me olham preocupados.
— Como você está, filha ? — Minha mãe pergunta levantando e vindo até onde estou.
— Com dor de cabeça. — Abro um sorriso e ela me abraça.
— Sinto muito, a Eloise me contou tudo, você é tão forte, minha filha, eu tenho muito orgulho de você. — Minha mãe fala e sinto meus olhos encherem de lágrimas.
— Mãe, assim você vai me fazer chorar mais. — Dou risada e seco as lágrimas que já iam escorrer.
— Não chora minha menina, as coisas vão ficar bem. — Ela me dá um beijo na testa.
Eloise vem me abraçar e depois sento para tomar café. Depois de um tempo, minha mãe vai para casa arrumar as malas, porque amanhã já vem o pessoal buscar para levar.
John também foi arrumar suas coisas, as minhas já havia começado a arrumar ontem, então já estavam mais tranquilas.
— Como ele tá Eloise? — Pergunto.
— Você já deve imaginar Maya, ele foi embora ontem mesmo, voltou pro Rio. — Ela fala.
Na hora sinto uma dor enorme, não queria que fosse assim, pensar em não ver mais ele, acaba comigo, eu me apaixonei pelo Léo, me apaixonei pelo homem que ele é, sei que vai ser difícil para nós dois, ontem eu vi que o'que sentíamos um pelo outro é recíproco, e quase desisti de tudo só para ficar com ele.
— Espero que ele fique bem Elo, só desejo o melhor pro Léo. — Digo me segurando para não chorar.
— Eu sei amiga, entendo oque você fez, por mais triste que seja ver o quanto os dois se amam. — Ela coloca a mão na minha.
— Elo, quero que more aqui, não vou alugar o apartamento e nem vender, quero ter um lugar para ficar quando vir ao Brasil. — Abro um sorriso e ela se assusta. — Só precisa pagar o condomínio e as contas de água e luz, não quero aluguel.
— Não posso aceitar amiga. — Ela fala.
— Pode sim e deve. — Dou risada.
Continuamos conversando e logo ela foi ver o Dennis, fui arrumar minhas coisas e tentar pensar em outras coisas.
Quero recomeçar, quero esquecer tudo isso, mesmo que tenha me feito tão bem, nunca achei que poderia sentir algo como isso, por alguém depois do meu casamento, mas fui surpreendida.
Espero que daqui a uns anos eu e o Léo possamos ser amigos e que ele conquiste todos seus sonhos.
Uma semana depois
A viagem foi ótima, estamos aqui há quatro dias e o lugar é maravilhoso. John vai começar as aulas daqui uma semana, minha mãe inventou de trabalhar em uma floricultura e eu apoiei ela, fiquei impressionada dela, conseguir emprego em apenas dois dias.
Por sorte, quando decidi tirar a cidadania, obriguei os dois a aprender italiano, e eles ficaram bons depois de um ano, eu já estudei a bastante tempo, então pra mim foi bem mais fácil.
A Itália é linda, e a comida é maravilhosa, sempre que dá saímos para comer, e meu deus, estou apaixonada por tudo.
Meu coração partido, ainda está machucado, chorei todos os dias depois do término com o Léo, mesmo estando feliz onde estou, quando deito na cama, lembro dele e aí a dor vem e me pega.
Não achei que ia ficar tão mal assim, estou sensível, falei com minha psicóloga e ela disse que é normal meus hormônios desregular depois de um estresse desse.
Falei com minha ginecologista e ela disse que posso ficar tranquila, ela me mandou a receita dos remédios para comprar, e eu ia ficar bem, que qualquer coisa que eu sentisse era pra ligar para ela, que ela me atenderia a qualquer momento. Gosto muito dessa dedicação dela comigo, ainda mais depois do que passei, e é bom saber que existem médicos competentes assim, inclusive o doutor que cuidou do meu caso, ele sempre fala comigo, para saber como eu estou.
A casa que alugamos fica em um lugar lindo, e a vista é maravilhosa, meu escritório tem uma janela enorme, fico até em paz quando vou escrever.
Além do livro de suspense, tenho de deixar em dia minhas histórias eróticas, ganho um bom dinheiro com elas e não posso parar. Ontem comecei a pensar em uma nova história, na verdade um romance e já mandei para um documento, pode ser que seja um novo livro que me faça ganhar mais dinheiro.
— Os Italianos são tão lindos, tô quase me apaixonando por uns que vi. — minha mãe fala e dou uma gargalhada.
— Você é demais dona Célia. — Falo e ela dá de ombros.
Estamos sentadas na mesa de casa, jantando, eu e ela cozinhamos juntas e ficou maravilhoso. John está amando demais aqui, e já está ansioso para começar na escola e fazer novos amigos.
— Como você está se sentindo filha? — Ela pergunta.
— Ah mãe, estou feliz de estar aqui, mas ainda tô tentando ficar bem com o'que aconteceu. — Abro um sorriso fraco.
— Eu imagino, mas todos temos um destino que já foi escrito, às vezes minha menina, isso que aconteceu, é só para te preparar para algo maior lá na frente, quem sabe daqui alguns anos você e ele se encontrem novamente, nunca se sabe. — Ela abre um sorriso e dou risada.
— Mãe, quero que ele seja muito feliz, e se eu encontrar ele daqui alguns anos, quero vê-lo casado e com um monte de filhos. — Dou risada e ela também.
— Você tem um bom coração, minha filha, eu e seu pai te ensinamos bem. — Ela coloca a mão no meu ombro e vejo o quanto sente falta do meu pai também.
Ele era um homem incrível, um pai excepcional, um avô maravilhoso e um bom marido. Minha mãe era feliz demais com ele. Eles eram a estrutura um do outro, mesmo quando brigavam, ou tinham obstáculos, se ajudavam e passavam por tudo juntos.
Queria alguém assim, mas acredito que é melhor desistir do amor. Às vezes pula geração, quem sabe, o John vai ter sorte.
***Faça o download do NovelToon para desfrutar de uma experiência de leitura melhor!***
Atualizado até capítulo 76
Comments
Patricia Sousa
nossa que triste,eu tô tão triste por eles dois 😓😓mas vamos ver o que dá
2025-01-27
1
Heloísa Garbin
vamos ver o que a história nos reserva, mas estou ansiosa para o reencontro deles
2025-02-01
0
Maria Sena
Eita, pela primeira vez tô com dificuldade de opinar, é um assunto complexo que só quem sente é passa sabe o quanto é difícil. Como já sorrir por amar alguém, sei também o tanto que tá difícil para os dois. Mas como minha mãe dizia, as pedras que são pedras se encontram, imagina pessoas. É isso.
2024-11-28
3