Capítulo Quatorze
Maya
Uma merda, defini minha vida no momento, não consigo dormir direito, estou sendo atormentada com pesadelos em que algo de ruim acontece com o Léo, dei uma engordada, por conta que não paro de comer, porque estou ansiosa.
A noite só choro, não sei nem como isso tudo não está afetando minha escrita, na verdade ela está até melhor. Inclusive meu romance, mandei há três dias para a Eloise mandar para editora e eles já marcaram reunião comigo, para um possível contrato.
Eloise me conta tudo que o Dennis fala para ela sobre o Léo, eu sei que ficar querendo saber dele não me ajuda a esquecer ele, mas é porque realmente tô preocupada, nunca tive esse tipos e sonho com alguém.
Ela me contou que ele parece que tá bebendo demais, e eu fico tão triste, será que é por minha causa? Pode ser que sim. Me sinto péssima por isso.
Ontem pensei em ligar para ele, mas não tive coragem, fiquei quase uma hora encarando o telefone e nada.
Hoje tô aqui de novo, olhando para o meu celular, já são meia noite aqui na Itália, lá no Brasil já devem ser cinco da manhã. Ele deve estar dormindo, mas é sábado, ele pode estar chegando de alguma festa.
Quero saber, vou ligar, quero ser amiga dele, só vou perguntar se ele tá bem. E outra, se eu quiser desistir, eu desligo, esse meu número é novo e ele nem vai saber que sou eu. Pego meu telefone e seleciono seu número, começa a chamar e sinto minhas mãos tremerem.
Ligação On
— Alô. — Ele fala com a voz rouca.
É tão bom ouvir sua voz, não é a mesma coisa ouvir os áudios dele, sinto tanta falta dele. Meus olhos enchem de lágrimas e eu tampo minha boca para ele não ouvir nada. Ouço um barulho como se ele estivesse se sentando na cama.
— Maya. — Ele fala.
Na mesma hora as lágrimas descem, e eu faço um barulho, já estava pronta para desligar, mas aí ouvi a voz dele de novo.
— Não desliga, por favor, tô morrendo de saudades, porra Maya, porque tinha que ser assim, não passo um dia sem pensar em você. — Ele fala triste. — Te amo Maya, e não sei se vou conseguir deixar de te amar assim tão fácil.
Começo a soluçar no telefone, não consigo falar nada.
— Não chora, minha linda.
— Tô com saudades Léo. — Digo em meio às lágrimas.
— Porra, é tão bom ouvir sua voz.
— Eu não deveria ter ligado, isso não é bom pra gente.
— Eu sei que não é.
— Você está bem? Eu fiquei preocupada, tive alguns pesadelos com você.
— Eu tô bem, não precisa se preocupar. Como o John está?
— Bem, ele pergunta de você às vezes.
— Manda um beijo pra ele.
Ficamos em silêncio por um tempo e eu não queria desligar.
— Maya, você quer mesmo continuar com isso? Se você me pedir, eu vou agora mesmo pra onde você está.
— Léo, eu amo você, e é por isso que tomei minha decisão, tá sendo difícil, mais do que esperava, mas não vou voltar atrás, você merece ser feliz, sei que pode demorar para você me esquecer, mas sei que vai conseguir.
— Tudo bem Maya.
— Vou desligar, eu… eu não vou mais ligar, só fica bem tá, por favor.
— Prometo que vou tentar, te amo.
Ligação Off
Assim que desligo o telefone, meu coração acelera, minha respiração até falha, deito na cama e choro até dormir.
Não sei se me sinto bem ou pior com essa ligação, só sei que me sinto péssima agora, que droga! Não deveria ter ligado.
…
Acordei, e por incrível que pareça, estou me sentindo bem, falar com ele ontem, me deixou melhor, saber que ele tá bem, quando ele foi embora aquele dia, temi que ele me odiasse, mas depois de ontem, vi que ambos só querem que fiquemos bem.
Não vou negar, que quero ele, que preciso dele, mas tenho que ser forte.
Vou sair hoje e ir passear um pouco, preciso respirar, e nada é melhor que andar pelas ruas da Itália.
Tomo banho e coloco um vestido confortável, pego uma bolsa e saio do quarto, aviso minha mãe que vou sair e ela fica feliz.
Decido ir a pé mesmo e vou andando pela praça que tem próximo de casa, sento um pouco e fico observando o lugar, pego meu celular e começo a escrever um pouco o meu romance.
Passa um longo tempo e já é quase hora do almoço, me levanto e vou até um dos meus restaurantes favoritos.
Me sento em uma mesa sozinha e peço uma carbonara para mim, peço também uma taça de vinho e aproveito meu almoço. Peço uma sobremesa, e fico mais um tempo no restaurante.
Saio e vou andar mais um pouco, tiro umas fotos e mando para Eloise, e também nos falamos um pouco por telefone, decidi não contar sobre minha ligação para o Léo. Achei melhor manter isso em segredo.
Resolvi ir até uma das bibliotecas daqui de Nápoles e fiquei lá por horas, quando já estava anoitecendo, decidi voltar para casa. Fui andando pela praça de novo e foi aí que vi que aquela ligação tinha sido a pior coisa.
A dor voltou, fiquei vendo vários casais passeando, sorrindo, conversando, e então a vontade de chorar, a tristeza, ela ainda está aqui. E que a felicidade que senti, foi de falar com ele, de ter ele perto por um único minuto. E agora que acabou, que ele não tá mais aqui, que a ligação não existe mais. Eu voltei a sofrer.
Voltei para casa, falei com minha mãe e o John, tentei disfarçar o máximo, e quando deu, corri pro quarto, entrei no banheiro, tirei minha roupa, e entrei debaixo do chuveiro, e ali mesmo desabei.
O amor é lindo, amar alguém é uma sensação única, mas quando você ama, e tenta afastar esse amor de alguma forma, é a coisa mais dolorosa do mundo, é como se você estivesse tentando arrancar uma parte de você a força e isso leva-se muito tempo.
Mas quanto mais tempo passa, mais você se acostuma com a dor, e aí ela ameniza, e o que doía demais, começa a nem doer tanto.
Leo, eu te amo, que chega doi, o meu coração, mas eu sei que essa dor e esse amor, vão amenizar, vai demorar ainda, mas no final vai acontecer.
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Atualizado até capítulo 76
Comments
Maria Sena
Acho se ela tá sofrendo tanto assim, imagina quando ela souber ou ver ele com outra? Pode não ser todos os homens, mas a maioria supera primeiro e logo encontra outro amor.
2024-11-28
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Nalzedi Aguiar
Pior que eu também Jane Santos 😂😂
2024-10-29
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Jeni Santos
aí gente to pensando em parar de leer, nunca chorei tanto lendo um capitulo de um livro, meu coração chega doe
2024-10-29
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