Jordan Karvell
Voltei para casa com o sol brilhando, tomei um banho e dormi apenas por 1 hora. Levantei, tomei outro banho para despertar e meu "café da manhã" foi uma dose dupla de whisky. Quando sai do quarto para sala me deparo com Lorena e sua mãe, claro que fiquei apreensivo pois não sei o que a mãe dela viu e se vai me reconhecer.
— Oi, amor, essa é? — finjo que não a conheço para ver até onde posso seguir com isso.
— Essa é minha mãe, Soraya Baker! Eu preciso conversar com você, a sós. Mãe, pode ir até ali naquele sofá e se sentar, não vou demorar.
Quando ela pede para falar comigo a sós isso me deixa mais preocupado. Seguimos de volta para o meu quarto, se eu tiver a oportunidade irei matar a saudade que estou dela chegando no quarto.
— Fala, amor, algo que eu possa te ajudar?
— Não quero abusar da sua boa vontade e tô me odiando pelo que vou te pedir agora... Mas minha mãe e eu podemos ficar aqui por um tempo?
— Mas é claro que sim! E não precisa se preocupar com o que eu vou pensar, você tem um caráter impecável, Lorena, eu nunca duvidaria de sua índole, caráter ou pessoa. Mas aconteceu algo que precise de outra coisa?
Lorena me explica o que aconteceu e me deixa um pouco incomodado quando fala do Coringa.
— Pode ficar tranquilo, eu não ficaria com esse Coringa só por ele ter salvado a minha mãe, claro que eu seria grata, mas apenas isso.
— Então, não preciso ter ciúmes? — pergunto enquanto me aproximo dela e a puxo para um beijo.
Estou com saudades, ela me empurra para a cama e fazemos amor. Sim, eu queria muito isso, mas não nos demoramos pois temos a mãe dela na sala nos esperando... Um pouco relutante me visto e ela está me olhando então pergunto:
— O que foi?
— Não estou reclamando, deixou seu beijo com um sabor tentador, mas por que bebeu tão cedo?
— Para me ajudar a despertar, não dormi essa noite e quando peguei no sono já passava das 6 horas da manhã... Agora vamos para que você me apresente direito para minha sogra. Eh, amor? — ela para e me olha — Será um prazer ter vocês aqui pelo tempo que quiser.
— Você é um fofo, senhor Karvell! Agora vamos.
Enquanto caminhamos até a sala ela passa para mim um resumo rápido das coisas que aconteceram com sua mãe e eu aperto sua mão.
— Calma aí na pressão ou vai quebrar meus dedos, senhor Karvell.
— Não gosto de pessoas que maltratam quem eles julgam mais fracos... Sua irmã é uma parasita. — quando chegamos na sala vejo a mãe de Lorena agitada e ela pergunta:
— Minha filha eu não posso trazer problemas para o seu namorado, olhe para a casa dele. Será que podemos ir para outro lugar?
— Não precisa se preocupar com nada, minha sogra! Aqui vocês estarão mais que protegida, ninguém se atreveria a fazer mal a você estando embaixo do "nosso" teto. — Lorena me olha espantada quando digo que a casa é nossa.
— O que será que aconteceu com a Laura? Ela estava grávida e a criança não tem culpa da mãe que tem. — Soraya pergunta preocupada.
— Mãe, a senhora precisa aprender a colocar as pessoas onde elas te colocam. Foda-se ser legal com todos. Se alguém te trata mal, você tem todo o direito de não tolerar essa merda. Chegou o momento da senhora cuidar de você e não pensar em quem te fez mal.
— Se me permitem dar a minha opinião: Viva como se tudo fosse uma despedida... Porque é. Não nascemos para virar semente e tem pessoas que pagam o mal que fez mais rápido do que pensam. A vingança é uma vadia fria que só busca o próprio prazer.
— O senhor tem certeza que não irei incomodar? Passei por tantas coisas nos últimos anos, ouvi da boca da minha própria filha que eu era um lixo imundo e que não prestava para nada, que eu era apenas um peso morto sem serventia.
— Primeiro que a senhora não é nada disso! Segundo, pode me chamar de Jordan ou de genro, como a senhora preferir. E terceiro, nunca deixe ninguém fazer você se sentir menor, temos o nosso valor e devemos mostrar para todos o quanto somos forte mesmo naquele dia mais difícil. Não deixe ninguém te pisar, nunca.
— Obrigada, por tudo, Jordan. — ela abraça sua mãe e depois leva ela para tomar café da manhã — Mãe, eu já te mostrei o quarto se quiser descansar vai lá. Eu vou trabalhar e mais tarde estarei de volta.
— Você vai trabalhar? — ela me puxa para longe da mãe dela e diz:
— Espero que não esteja pensando em me demitir. Eu quero continuar trabalhando para você, não estou nem aí se estou namorado meu chefe. Trabalho é trabalho, e você sabe que não estou acostumada a ganhar nada de mãos beijada.
— Tudo bem, amor, sem problemas. Vamos que já estamos atrasados. — tenho orgulho dessa mulher.
Quando seguimos para o carro ela me olha sem acreditar que estou me sentando ao seu lado no banco da frente e eu pergunto:
— O que foi?
— Senhor Karvell, creio que ficará mais confortável no banco de trás e não aqui na frente!
— Huuuummm... Quem é o chefe aqui? — ela aponta para mim — Então hoje quero me sentar aqui. Alguma objeção?
Ela sorri e depois acelera, e eu também acabo sorrindo. Já na empresa, Rubi me passa o relatório do mês e descobrimos que nossa empresa que fica na cidade vizinha está com problemas financeiros, isso significa que terei que viajar para ver pessoalmente de onde está vindo esse erro.
Eu não queria viajar agora pois meu outro "trabalho" tem algumas "pendências" para resolver. E eu queria resolver pessoalmente, claro que Justin iria adorar resolver sozinho, mas não quero perder a diversão. Vou deixar as ordens para que ele não deixe os "convidados" tristes, afinal somos bons em manter todos "sorrindo".
— A Jolie está na sala dela? — pergunto para Rubi.
— Sim, está! Mas não está de bom humor... Ela perdeu uma "presa" por causa de outro "caçador".
— Mas o alvo da missão dela não tinha outros desafetos. Estranho isso... Vou até lá. — chegando na sala de Jolie vejo ela resmungando enquanto atira facas em um tabuleiro na parede — Interrompo?
Ela está visivelmente irritada atirando facas em um alvo que está pendurado na parede e olha na minha direção ao ouvir minha voz.
— Você nunca interrompe! Pode falar...
— Soube que está de mal humor por causa da última missão. Algo que eu possa te ajudar?
— Não! Já estou rastreando novamente e dessa vez vou me assegurar de não ter nenhum idiota no lugar. Mas você precisa de algo?
— Sim! Quero que encontre um lugar para mim e Rubi na cidade vizinha, vou fazer uma visita surpresa a nossa empresa de lá, sei que você conhece bem o lugar já que gosta de lá.
— Vou colocar vocês onde fico quando vou para lá. — ela pisca para mim e se senta para deixar tudo pronto para nós — Vocês irão quando?
— Amanhã cedo, e não esqueça de comprar as passagens, não vou com nosso jatinho para que não me reconheçam!
Saio de lá e deixo Jolie arrumando tudo... Não queria ficar longe agora, mas será necessário.
***Faça o download do NovelToon para desfrutar de uma experiência de leitura melhor!***
Atualizado até capítulo 66
Comments
Fatima Gonçalves
ELA TEM QUE SABER A VDD
2025-03-27
0
Marli Batista
Fala logo pra ela moço
2024-08-19
3
Rosa Hosana Santos
acho que ele devia falar logo que é o coringa o amigo dela vai fazer questão de falar para afastar os dois
2024-08-05
0