Jordan Karvell
Estou eu lá torturando um idiota que matou 5 funcionárias de um dos meus cassinos até que sou interrompido por um dos meus seguranças dizendo que a pessoa que coloquei para cuidar da proteção de Lorena pediu para avisar que ela acabou de sofrer um atentado.
Agora me diz, o que essa mulher está fazendo a essa hora da noite na rua tendo que "talvez" trabalhar amanhã? Largo o sujeito lá e digo para amarrarem ele que eu ainda vou voltar para terminar o serviço, pego o meu carro e uso a localização que foi enviada para mim e descubro que a maluca está em um aeroporto desativado.
Quando eu chego lá vejo algumas pessoas envolta dela que está no chão com a cabeça sangrando e falo:
— Sério isso? Atacaram ela tem alguns minutos e ninguém se dispôs a levá-la para um hospital ou chamar uma ambulância?
O tal de Ben se levanta, ele estava sentado ao lado da cabeça dela, e eu continuo andando até ela.
— Ninguém aqui quer se comprometer pois todos os carros que estão aqui tem passagem na polícia, eu pedi um amigo para vir com outro... Ei? O que você pensa que está fazendo? Coloca ela no chão agora. Você não pode sair pegando ela no colo assim.
— Não importa para você quem seja eu, o importante é fazer por ela algo que você não fez!
Olho para Thomaz e ele já sabe o que fazer com quem bateu contra o carro dela... Eu levo ela para o hospital que fica sob os cuidados do submundo, só assim para eles não acionar a polícia toda vez que aparecemos lá com uma bala no corpo.
Chegando lá aviso logo o que aconteceu com ela, me sento na sala de espera e enquanto ninguém me diz nada eu penso: "Porque essa maluca não falou comigo que precisava de dinheiro ao invés de colocar a vida dela em risco? Pelo que me contaram foi coisa da irmã dela, acho que preciso fazer uma visita para essa "irmã" dela... Eu deveria ter dito para ela que iria trabalhar amanhã só assim não iria para essa corrida e estaria bem agora, mas do jeito que é ela iria assim mesmo."
Sou tirado dos meus pensamentos pela enfermeira.
— Senhor Karvell? Já pode ir até o quarto em que a senhorita Baker está, o médico já vai até lá falar com o senhor.
Depois de já estar no quarto com ela o médico aparece e me diz que ela sofreu uma leve concussão cerebral e que vai acordar logo, alguns arranhões e uma torção no pé e pulso direito.
Fiquei tão mergulhado em minha mente o tempo que o médico estava cuidando dela que mal percebi que ela ficou quase duas horas lá dentro. Agora estou aqui ansioso para que ela acorde, fiquei realmente preocupado com ela e tive um estranho medo... De onde saiu isso?
— Oi, senhor Karvell.
— "Oi Senhor Karvell?", você tem noção do que aconteceu com você? Sua irmã deveria estar presa ou em um sanatório. Qual é o problema dela com você?
— São problemas de família, senhor Karvell! Creio que não vá querer se envolver nisso.
— Por que você foi para essa corrida? Pensei que o trabalho e o salário eram suficientes. Se for preciso aumentar o valor não tem problema, eu fui bem claro com você quando te devolvi a sua carteira que não poderia voltar a corre nesses "pegas". Com relação ao seu problema familiar apartir do que influi na saúde física de uma pessoa que eu gosto tenho o maior prazer de me meter.
— Você gosta de mim, Jordan? Como é isso? Como chega assim e fala assim comigo? Não tem nem uma semana que a gente se conhece.
Somos interrompidos pelo médico e dou graças a Deus pois não sei o que deu em mim para falar algo tão abertamente assim para ela. Me despeço dela e do médico e digo para ela que voltarei em 1 hora, vou até o cassino e mato o infeliz que estava me esperando lá.
Depois vou até um dos meus pontos de abati onde Thomaz levou o cara que tentou matar Lorena, com um pouquinho de tortura ele acabou confessando que foi mesmo a irmã dela que mandou ele jogar o carro contra o carro dela, mato ele, depois disso passo em casa tomo um banho, troco de roupa e volto para o hospital.
— Como está se sentindo agora, Lorena?
— Com uma vontade imensa de voltar para casa, mas sei que não posso já que bati a cabeça... Mas o que está me incomodando é o fato de não poder trabalhar. Eu ia visitar meu pai amanhã na prisão e a verdade é que o motivo para que eu estivesse naquela corrida era para levar um dinheiro para ele usar na prisão.
— Você poderia ter falado comigo. Eu poderia te adiantar o seu salário ou até mesmo te daria a quantia necessária para ajudar seu pai. Falta de comunicação direta com o seu chefe, Lorena.
— Por que você me daria dinheiro, senhor Karvell? Só por que sou sua funcionária? Desculpa, mas não dá para acreditar que você me daria dinheiro assim sem nenhuma intenção em cima, eu não nasci ontem e de onde eu venho homens costumam pedir favores quando dão dinheiro para mulheres.
— Eu creio que não te dei uma impressão errada de mim para pensar algo assim. Mas sei do que está falando e a verdade é que isso acontece em qualquer meio hoje em dia, mas eu não sou assim. Tenho meus princípios e valores familiar. Você deveria conhecer minha mãe, vai ficar surpresa com ela... — Ela me olha e parece preocupada — Onde seu pai está preso tenho "conhecidos" lá dentro, posso cobrar uns favores e seu pai vai ter uma ótima vida enquanto estiver lá dentro.
— E você faria isso sem segundas intenções, senhor Karvell? — afirmo que sim e abro um sorriso para ela — Vou te dar um voto de confiança, e obrigada pela ajuda.
Ela me olha e no final sorri para mim, acabei de perceber que andamos fazendo muito isso um para o outro recentemente. É muito bom estar ao lado dela.
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Atualizado até capítulo 66
Comments
Fatima Gonçalves
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2025-03-27
0
Josi Gomes
ACHO QUE QUANDO ELA CHEGAR ONDE MORA , VAI ESTAR TUDO DESTRUÍDO, E LORENA VAI TER QUE IR PARA A CASA DO JORDAN
2024-10-17
5
Cristiane Oliveira
agora a irmã vai saber que ela não está mais só tenhe alguém que cuidar dela agora
2024-08-22
1