Eu estava sentada em meu escritório, olhando para o imenso buquê de flores que havia chegado mais cedo e acompanhando as notícias no computador. As cores vibrantes e o aroma suave alegravam o ambiente. Me peguei pensando no Dr. Ruan e o jantar agradevel que tivemos. Enquanto observava o arranjo, meu telefone tocou.
"Trim, Trim, Trim"
- Alô. Digo ao atender.
- Emilly, boa tarde. Como você está? É o Dr. Ruan. Fiquei surpresa, parecia transmissão de pensamento, já que eu pensava nele segundos antes.
- Olá, Dr. Ruan. Como vai? Perguntei, me esforçando para parecer séria.
- Olá, Emilly. Estou bem, e você? Ele respondeu com seu tom habitual, gentil e reconfortante.
- Estou bem também. Recebi o buquê enorme de flores quem você enviou. Digo tentando manter a conversa leve.
Houve uma breve pausa do outro lado da linha antes que ele respondesse.
- Ah, você recebeu as flores? Fico feliz que tenham chegado em segurança. Foi só um gesto para agradecer sua compreensão e sua presença naquela noite. Queria ter enviado no dia seguinte, mas estava corrido, não consegui fazer antes. Ele diz.
Eu sorri.
- Muito obrigada, Dr. Ruan. As flores são lindas, e deixaram meu escritório muito mais alegre. Não precisava, mas agradeço o gesto. Eu digo.
- Por favor, me chame de Ruan. Ele disse, parecendo um pouco embaraçado pela formalidade.
- Bem, achei que seria uma maneira de agradecer por ter vindo jantar e também para alegrar o seu dia, pois com a situação do seu pai. Sei que não é fácil. Ele diz.
-.Ruan, você tem sido muito atencioso. Agradeço muito por todo o apoio e pelas informações que você tem me dado. As flores foram um toque gentil. Eu aprecio isso. Respondi, ainda sorrindo. Era bom falar com alguém que entendia a situação e parecia realmente se importar.
- Fico feliz que tenha gostado. Ele disse, parecendo aliviado.
-.E se precisar de algo, estou aqui para ajudar. Seja em relação ao seu pai ou a qualquer outra coisa. Eu sei que temos conversado sobre questões sérias, mas também gosto de pensar que podemos ter uma conversa mais leve de vez em quando. Ele diz.
- Claro, será maravilhoso. Respondi, sentindo-me mais à vontade.
- De vez em quando, precisamos de algo para aliviar a tensão. E essas flores certamente ajudaram. Eu digo
- Ótimo. Ele disse, com um leve riso.
- Quando virá visitar o Sr. Leopoldo novamente? Ele pergunta animado.
Eu respiro profundamente, e paro para pensar um pouco e decidir como dizer.
- Eu não me sinto a vontade vendo ele nessa situação. As minhas visitas são raras, busco me apegar as memórias do que a realidade. Eu digo com a voz presa a garganta.
- Sim claro. Eu compreendo perfeitamente. Quando se sentir a vontade venha vê - lo será bom para ele. Ele diz.
- É... já tinham me dito isso antes. Mas não é tão simples para mim. Eu respondo.
- Mas quero me manter informada sobre ele. Eu digo.
- Pode deixar. Vou te mantendo informada.
- Ruan eu agradeço novamente pelo buquê de flores. Eu gostei de verdade. Eu digo
- Bom saber que fiz a escolha certa. Se precisar conversar, estarei por aqui. E talvez possamos sair para jantar de novo em breve. Nada muito formal, apenas para relaxar um pouco. Que acha?
- Adoraria! Respondi, notando como ele tinha um jeito natural de tornar as coisas mais leves.
- Me avise quando você estiver disponível, e podemos combinar algo. Eu concluo.
- Combinado. Ele disse.
-Tenha um ótimo fim de tarde, Emilly. E aproveite as flores. Ele diz.
- Obrigada, Ruan. Até breve. Desliguei o telefone, ainda sorrindo. As flores realmente tinham deixado meu escritório mais alegre, e a ligação do Dr. Ruan foi um toque gentil para um dia que estava se tornando cada vez melhor.
Tiro alguns minutos para tomar um café com Pierre e Lauren na copa.
- Srta Emilly! Srta Emilly! Alguém gritando o meu nome. Não reconheço a vós, mas o tom não parece ser de alguém feliz. E menos ainda tranquilo.
- Srta Emilly devo chamar a policía? Pergunta Lauren assustada.
- Precisamos saber quem é. E o que quer? Eu digo.
- Deixe que eu vejo. Diz Pierre já levantando.
- Calma eu vejo. Eu digo e me levanto.
- Srta Emilly? Alguém continua a gritar e parecia estar na recepção.
Eu vou até lá ao passar a porta de vidro que dá acesso à recepção vejo que é o Henrique. Visivelmente irritado e andando de um lado para o outro.
- Que loucura é essa Sr. Henrique Eu pergunto.
- Precisamos conversar. Agora! Ele diz.
- Espero que seja realmente importante, já que você chegou gritando igual a um maluco. Eu digo.
- Não é importante. É urgente. Se não fosse eu não viria até aqui. Te mandaria a droga de um email, para não ter que estar próximo de você. Ele diz e me olha com cara de nojo.
- Pode parar de me desrespeitar ou encerramos a conversa agora mesmo. Eu digo.
Ele leva a mão a cabeça e diz baixinho:
- Desculpe! Eu estou nervoso, não deveria ter falado assim com você. Ele diz.
Eu concordo acenando com a cabeça.
- Podemos conversar por favor. É mesmo urgente. Ele diz.
- Sim, claro. Vamos ao meu escritório. Eu digo.
Quando me viro para trás, Pierre segurava um taco de beiseball e Lauren uma vassoura.
- Eu ia perguntar para quê? Mas é melhor não. Eu digo e passamos por eles.
Entramos no escritório, eu fecho a porta e Henrique se senta.
Eu dou a volta na mesa e me sento na cadeira, de frente para ele.
- Certo Henrique. Me diga o que houve.
- A Nakata o nosso fornecedor, encerrou o nosso contrato. Sabe que os componentes que compramos deles não podemos ter em estoque por serem muito grandes. Com o encerramento a nossa linha de produção terá que parar, e não daremos conta de entregar os 10 pedidos já realizados. Ele diz realmente preocupado.
- Sabia que Ren Nakata estava quieto demais. Eu digo.
- Certo, faça um pedido de urgência de outro fornecedor. Eu digo
- Eu tentei! Mas cada um dá uma desculpa. Resumindo, não temos nenhum fornecedor. Ele diz.
- Henrique temos cadastro para comprar com outros 6 fornecedores. Eu digo
- Eu sei. E como eu disse...todos me deram uma desculpa para não me fornecer os componentes.
- Isso é ridículo. Eu digo.
- Também acho. Mas é a realidade.
- Ok. Sem os componentes quanto tempo ainda conseguimos produzir? Eu pergunto.
- No máximo uma semana, para finalizar os quatro pedidos que já estão em produção. E deixaremos de atender outros 10 pedidos que estão na fila para produção. Ele diz.
- Caramba! Eu digo
- E o que a Nakata alegou para encerrar o contrato? Eu digo.
- Não alegaram nada. Eu falei diretamente com o CEO. Ele me respondeu o seguinte.
- A Srta Emilly fez um acordo comigo e não cumpriu com a sua parte. Por isso o nosso contrato foi encerrado.
- Eu ainda o questionei...o que você não cumpriu e ele só me disse:
- Pergunte a sua chefe. Não posso fazer mais nada.
- Então eu estou aqui. E quero saber o que você vai fazer. Já que sem isso a fábrica vai parar. E se durar muito tempo perderemos todos os grandes clientes por atraso na entrega.E iremos a falência. Eu preciso desse trabalho. Ele diz.
- Não vamos a falência e eu também preciso desse emprego. Podemos importar essas peças da China. Eu já estava pensando sobre isso, e até iniciei alguns contatos. Eu digo.
- Eu também pensei nisso. Mas duraria em média de dois a três meses. É bem burocrático importar peças de níquel, pois é um metal raro. E não temos esse tempo. Ele diz.
- Certo. Vou falar novamente com os fornecedores e ver o que consigo resolver. Assim que tiver resolvido te comunico. Eu digo.
- Fico aguardando! Obrigado. Ele diz e vai embora.
Ren é mesmo um babaca. Está me punindo por não jantar com ele. Mas amanhã cedinho vou resolver tudo isso.
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Atualizado até capítulo 84
Comments
Ingrid Lopes
Ri muito alto kkkkkk
2024-12-26
1
Janaina De Fátima
Que nojo desse escroto prejudicar uma pessoa por não querer nada com ele.🤑
2024-12-12
1
Ana Paula Fernandes
são os segurança da empresa 😂😂😂😂
2024-09-03
1