Ninguém merece! Eu digo e retorno até a Trovão.
Ren Nakata desce do carro e vem até onde estou. Ele era o último rosto que eu queria ver, especialmente agora. Confiante, com aquela postura de quem sempre tem algo a provar, ele saiu do carro como se fosse o dono da estrada.
Ren Nakata é um lindo mestiço, com traços orientais. Um sorriso bonito, cabelo médio. Raspado nas laterais. O que dá a ele um ar de malvado sexy. Tem um corpo definido por ser um lutador de Jiu Jitsu. Mas o que ele tem de bonito, tem de arrogante e pretencioso. Ren é muito rico e influente. Muito mais do que eu. Ele é o herdeiro de um império e usa isso para conseguir vantagem.
O sorriso cínico que apareceu no rosto dele não ajudou em nada a acalmar meus nervos.
- Bem, bem, bem... Se não é a "Toda Poderosa" Emilly, a rainha das estradas. Ele diz, cruzando os braços e dando uma boa olhada na Trovão.
- Parece que a sua moto decidiu tirar uma folga, hein? Ele diz sorrindo.
- Eu não tenho tempo para suas piadinhas, Ren. Respondi, tentando manter a calma.
- Só preciso de um telefone que funcione. O meu está sem sinal. Eu digo
Ele arqueou uma sobrancelha, o sorriso debochado ainda no rosto.
- Ah, claro. A poderosa CEO pedindo ajuda? Isso é um evento raro. Pensei que vocês fossem indestrutíveis. Ele diz.
- Todo mundo pode precisa de ajuda de vez um dia, Ren. Até mesmo você. Tentei manter a voz firme, mas sabia que ele estava gostando da situação.
- Verdade, mas é engraçado ver você assim, tão... humana. Ele respondeu, dando de ombros.
- De qualquer forma, acho que posso te ajudar. Desde que não se importe de me dever uma. Ele diz.
- Dever uma? Eu sabia que ele tinha alguma carta na manga. Ren Nakata sempre tinha um plano.
- E o que você quer em troca? Eu pergunto.
Ele deu um passo mais perto, o sorriso se alargando.
- Ah, ainda não pensei nisso. Mas vou me lembrar disso no futuro. É sempre bom ter um favor no bolso, sabe? Ele diz sorrindo.
Eu revirei os olhos.
- Só me empreste o seu celular, Ren. Não vou ficar aqui a noite toda ouvindo o seu sarcasmo. Eu digo.
- Não! É uma picape cabine dupla, posso levar você e a sua máquina. Não sou um monstro. Sei que é perigosa uma mulher linda como você ficar sozinha no escuro. Ele diz.
- Vem me ajude a subir a sua moto pela rampa da caçamba.Ele diz e vai até a picape.
Eu retiro a trovão do pe de apoio, destravo o guidão e empurro até a picape. Ren arruma a rampa e me ajuda a subir a moto. Depois a amarra, retira a rampa e fecha a tampa.
Ele abre a porta do carro.
- Entre aí. Quem sabe a gente não descobre uma coisa ou outra no caminho? Aposto que temos muito para conversar. Ele diz.
A ideia de ficar num carro com Ren não era exatamente agradável, mas a alternativa de ficar no escuro, sozinha, com uma moto quebrada era bem pior. Suspirei e entrei no carro, sabendo que essa "carona" teria um preço. Sempre tinha, quando se tratava de Ren Nakata.
Ren entra no carro e retornamos.
- Pode me deixar na próxima cidade. Eu me viro depois. Eu digo.
- Calma Srta. Emilly. Eu não mordo...a menos que curta. Ha Ha Ha. Ele diz gargalhando.
- Não se preocupe Sr. Ren. Não sou nenhuma garotinha indefesa. Eu respondo e ele fica sério.
- Quando vai aceitar a minha proposta? Ele pergunta.
- Nunca! Eu respondo.
- Ha Ha Ha! Qual é...vai dizer que eu sou feio? Ele pergunta apontando para si mesmo.
- Não tem a ver com beleza. Mas com princípios e valores. Não sou prostituta. Eu respondo já irritada e arrependida de ter aceitado a maldita carona.
- Eu sei que não. Por acaso eu tenho cara de ser homem que curte puta? Ele diz também irritado.
- O que você faz da sua vida Sr. Ren é problema seu. Eu respondo.
Ele joga o carro de uma vez para o acostamento e pisa no freio com força. O carro para de uma vez.
Ele se vira para mim, completamente sério. Eu levei a mão a trava do cinto, já para solta - lo e me defender se for preciso.
- Olha Srta Emilly vamos deixar uma coisa bem clara aqui...eu sou um homem de negócios. E acredite a minha intenção não é apenas sexo. Acredite tem muita mulher que daria tudo para ter uma chance. Ele diz e eu reviro os olhos.
- Não revire os olhos para mim. Ele diz sério e eu começo a rir.
- É exatamente isso que eu odeio em você. Você é prepotente, orgulhosa e se acha a melhor...
- Olha aqui Sr. Ren, não vou ficar ouvindo as suas ofensas. Eu prefiro ficar sozinha no escuro do que ter que ouvir suas idiotices. Eu digo e vou soltar o cinto de segurança para descer. Mas ele coloca a mão me impedindo.
- Sugiro que retire a sua mão, ou vou quebrar os seus dedos. Eu digo bem séria.
- Desculpe, o seu jeito me tira do sério. Mas vamos ser racionais. É perigoso você ficar sozinha. Esse lugar está completamente escuro e deserto. Você pode ser atacada por alguém ou por um animal feroz. Eu te levo até a próxima cidade. Acredite você tem mais valor viva do que morta. Prometo ficar calado. Ele diz.
- Ok! Só vou concordar porque você está certo. Mais uma idiotice e eu desço e volto empurrando a Trovão. Eu digo.
- Trovão? Ele pergunta sem entender.
- É o nome da minha moto. Eu respondo.
- Ela tem nome? Ele pergunta rindo.
- Tem. Se até um idiota como você tem nome, porque ela não teria. É minha companheira. Ele me olha sério.
- Desculpe pelo idiota. Eu digo.
Ele balança a cabeça, liga o carro e volta para a estrada.
Durante todo o caminho seguimos calados. Ele dirigindo atento e eu olhando pela janela.
Avistamos uma placa informando que a cidade estava a 3km.
- Quer mesmo ficar na cidade? Posso te levar até a sua casa sem problemas. Ele diz
- Você vai me dever um favor do mesmo jeito. Me deixe pelo menos fazer algo legal. Assim você me deve por algo bem feito. Ele diz e eu concordo com a cabeça.
Cerca de 40 minutos depois chegamos a nossa cidade.
- Me diga onde você mora. Eu não faço ideia. Ele diz.
- Conhece o empreendimento Newcity? Eu pergunto.
- Sim, o prédio empresarial. Ele responde.
- É lá. Eu responde.
- Ah sem essa. Não sou bobo, o prédio é empresarial, só tem escritórios. Ele responde.
- Sim, mas eu moro na cobertura. O bom é que não tenho vizinhos. Eu respondo.
- Deve ser bem silencioso. Ele responde.
- É perfeito. Os escritórios funcionam em horário comercial, então saio e não vejo ninguém, retorno e não vejo ninguém. Melhor é impossível. Eu respondo.
- Chegando ao prédio eu autorizo a entrada. Ele desce até o subsolo, e para na minha vaga, desce a trovão de cima da caçamba. Eu a coloco no seu lugar e o agradeço.
- Obrigada por ter me socorrido. Eu digo.
- Não me agradeça. Está me devendo uma. No tempo oportuno vou cobrar. Tenha uma boa noite. Ele diz e vai embora. E eu retorno para casa, para descansar.
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Atualizado até capítulo 84
Comments
Anonymous
Esse japa pensa que é um alecrim dourado. kkkkkkl...
2025-02-08
2
Carlinha Viana
Agora está a foto do Ren, a anterior era do Henrique.
2024-10-02
0
Gisele Lavaqui
sem não esse deve uma
2024-07-29
1