Eu estava no meio de uma reunião com Pierre, discutindo as próximas estratégias de marketing, quando o som de vidro quebrando rasgou o ar vindo da recepção.
O barulho foi tão alto e inesperado que eu me encolhi instintivamente, sentindo a adrenalina correndo pelo meu corpo.
- Pierre o que foi isso? Eu digo olhando para Pierre.
- Não sei. O barulho veio da recepção. Ele diz.
O caos tomou conta da sala em um instante. Eu ouvi gritos, passos apressados e móveis sendo derrubados. Quando olhei para a porta, Sr. Pedro abre a porta de madeira do meu escritório com um chute. O Sr Pedro é um funcionário que trabalha para a nossa empresa por mais de duas décadas. Seus olhos estavam cheios de ódio, e ele segurava uma barra de metal que antes fazia parte da maçaneta da porta de vidro. Parecia pronto para usar como arma.
Sr Pedro está com o rosto vermelho, furioso, e cada fibra do seu ser transbordando ressentimento.
- Emilly! Como você pôde me demitir? Ele gritou, apontando a barra de metal em minha direção.
- Depois de todos esses anos de dedicação! Ele diz.
Eu me levantei lentamente, tentando manter a calma, mesmo que meu coração estivesse pulando no peito.
- Sr. Pedro espere. Eu não sabia que você havia sido demitido. Eu digo.
Minha mente estava trabalhando rápido, tentando entender o que havia acontecido. Se ele estava aqui, alterado desse jeito, algo sério tinha dado errado.
- Eu concordei com algumas demissões . Mas não do Sr. Foi um erro, vou falar com o Henrique para resolvermos. Eu não sabia disso.
Pierre, meu assistente, tenta intervir, mas o Sr. Pedro estava fora de controle.
- Não acredito em você! Está mentindo para mim. Você sabia, sim! Ele avançou, a barra de metal agora perigosamente próxima de Pierre.
- Só falta um ano para que eu me aposente. Um ano...quem vai dar emprego a um velho como eu. Como vou sustentar minha família? Minha esposa Ellis está com câncer, como vou comprar os seus remédios? Ele questiona com os olhos cheios de lágrimas e preocupação.
- Sr. Pedro, tire essa semana de folga. Fique com a Ellis. Eu vou resolver isso foi um engano. Não iremos demiti- lo. Te dou minha palavra. Eu digo.
- Sua palavra? Sua palavra não vale nada.Todos vocês são iguais! Só se importam com os próprios lucros! Ele diz.
Eu dei um passo em direção ao Sr. Pedro levantando as mãos numa tentativa de acalmá-lo.
- Sr Pedro me ouça...eu vou resolver, me dê um voto de confiança. Eu digo.
Mas ele não estava ouvindo.
- Não. Vocês querem acabar comigo, é isso? Ele parecia completamente fora de controle, a raiva o consumindo.
- Não é isso, Sr. Pedro. A decisão foi um engano, e eu quero corrigir isso. Mas quebrar tudo e ameaçar o Pierre não vai ajudar.
Pierre tentou intervir novamente, mas o Sr. Pedro o empurrou com força, derrubando-o.
- Você não me ouve! Nenhum de vocês ouve! Ele estava se aproximando mais de mim, sua voz ficando mais alta.
- Sr. Pedro se continuar assim as coisas só vão piorar. Por favor, deixe-me ajudá-lo. Meu tom era calmo, mas minha respiração estava pesada.
- Não tem como piorar Srta. Eu já perdi tudo e agora posso perder minha esposa. Não vejo como pode ficar pior. Ele diz.
A barra de metal em sua mão parecia uma arma, e eu sabia que o menor movimento errado poderia desencadear uma reação violenta.
- Se eu vou sofrer...você também vai. Ele grita e levanta a barra de ferro para me agredir. A única coisa que penso é em proteger o rosto com o braço.
Eu como em camera lenta, eu vi a barra se aproximando de mim, e nesse instante fechei os olhos.
Ao perceber que nada aconteceu eu abro os olhos novamente. E vejo que uma mão havia segurado a barra. Quando olho vejo Henrique. Ele desarma o Sr. Pedro e com um golpe certeiro o imobiliza no chão.
Suspirei de alívio, mas o medo ainda estava ali, ressoando em meu peito. Sentei-me na cadeira, tentando me acalmar, enquanto Pierre se levantava do chão, segurando seu braço dolorido.
- Você está bem, Emilly? Ele perguntou, ainda abalado.
- Sim, estou bem. Eu respondo.
- E você? Eu pergunto.
- Meu braço doí. Ele diz.
Em segundos dois policiais entram no escritório e prendem o Sr. Pedro. O levando algemado.
- Srta quer registrar uma ocorrência contra ele? Pergunta o policial.
- Não! Ele fez tudo por desespero. Eu digo ao policial.
- Certo. De qualquer forma iremos leva - lo para que descanse e pense um pouco. Peça para algum familiar ir busca - lo na delegacia. Ele diz e saem.
- Você está bem? Henrique pergunta.
- Estou! Mas acho que Pierre não.
- Me deixe ver. Diz Henrique se aproximando de Pierre.
Ele movimenta o braço de Pierre que reclama de dor.
- Acho que quebrou. Melhor ir ao hospital. Diz Henrique.
- Srta Emilly fique aqui. Vou levar Pierre ao hospital. Henrique diz e eles saem.
- Obrigada. Vou ficar e ver o estrago que o Sr. Pedro fez aqui.Tentei sorrir, mas meu coração ainda estava disparado. Eu queria confrontar o Henrique para esclarecer o que havia acontecido. Mas eu ainda estou assustada com tudo. Prioridade agora é o Pierre.
Enquanto eles saem eu acompanho e vou até à recepção. Lauren está tão assustada quanto eu.
- Lauren você está bem? Eu pergunto.
- Sim estou. E a Srta? Ela pergunta.
- Estou bem, apenas o Pi que aparentemente quebrou o braço quando o Sr. Pedro o empurrou no chão. Eu digo.
- Quais os estragos aqui? Eu pergunto.
- Bom a porta de vidro que dá acesso aos escritórios e a estante com os prêmios que a empresa ganhou, que ele jogou no chão.
A moça da limpeza já estava varrendo os cacos de vidros do chão.
- Lauren ligue para a empresa de vidro e peça para fazerem uma nova porta. Por favor. Eu digo.
- Srta o que vamos fazer com esse funcionário? Ela pergunta.
- Ainda não sei. Eu digo e vou andando.
- Peça ao segurança para ficar o tempo todo na porta. Eu grito já distante.
- Ok. Ela responde.
Eu entro no meu escritório, estou preocupada com Pi. E ao mesmo tempo surpresa com a atitude de Henrique ao me defender.
Tantas perguntas na minha mente.
Por que ele estava aqui? Como chegou na hora certa e nossa ele sabe lutar. Era um misto de sentimentos tão grande que eu começo a chorar.
Depois de alguns minutos me acalmo e analiso toda a situação.
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Atualizado até capítulo 84
Comments
Amélia Gabriella Reis Barrozo
Mas ela ficou esperando acertar ela sendo que falou q ela sabe lutar?
2025-02-13
1
Leide Andrade
eu não entendi esse questionamento dela, quando o Ren apareceu do nada na estrada que ela se encontrava com a moto quebrada que por sinal esse defeito da moto tá muito esquisito como o aparecimento do Ren, agora quando o Henrique aparece, ela fica se questionando e ele trabalha na empresa, vai entender 🤔🤔🤔
2024-11-07
1
walquiriawll Winchester
ela não treina may Thay??? e não sabe se defender???
2024-11-07
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