Eu estava em casa, tentando terminar algumas tarefas do trabalho que eu tinha levado para casa. A luz do sol já estava se esvaindo, e as sombras da noite começavam a invadir meu escritório. Meu celular tocou, vibrando suavemente sobre a mesa. Peguei o aparelho, e vi que era o Dr. Ruan. Meu coração deu um salto. Senti uma mistura de ansiedade e esperança. Será que algo havia mudado?
- Alô? Eu atendi, tentando manter a voz calma.
- Emilly? Aqui é o Dr. Ruan. Desculpe ligar tarde, mas eu tenho algumas notícias sobre o Sr. Leopoldo. A voz dele era suave, mas havia uma seriedade ali que me deixou um pouco tensa.
-.Claro, Dr. Ruan. Mas está tudo bem? Perguntei, lutando para manter o nervosismo fora da minha voz.
- Como meu Pai está? Eu pergunto.
- É sobre isso que eu gostaria de falar com você. Ele respondeu, pausando um pouco.
- Eu acho melhor conversarmos pessoalmente. Estou na cidade agora. Que tal nos encontrarmos para jantar? Assim, podemos falar com calma e sem pressa. Ele diz com animação.
Eu não tinha planos para a noite, e a ideia de sair um pouco para um ambiente diferente me parecia boa. E eu sabia que, se o Dr. Ruan queria conversar pessoalmente, isso poderia ser algo importante.
- Sim, podemos nos encontrar. Onde você gostaria de jantar? Pergunto.
- Conhece o Bistro Verde? É um lugar tranquilo e a comida é ótima. Podemos nos encontrar lá em uma hora? Ele sugeriu.
- Conheço, sim. Estarei lá. Respondi, fazendo anotações no meu bloco para não esquecer.
- Obrigada por ligar, Dr. Ruan. Eu concluo.
- Pode me chamar apenas de Ruan. Ele disse com um leve sorriso na voz. "Vejo você mais tarde. Ele diz e encerra a ligação.
Desliguei o telefone e fui me preparar para o jantar. Não era uma saída casual. Era uma reunião para falar sobre o estado do meu pai, então vesti algo mais formal, mas sem exageros. Calças pretas, uma blusa elegante e um casaco leve. O meu cabelo estava balançado, então fiz um coque rápido para manter a aparência arrumada.
Subo na trovão e me pouco minutos estou no restaurante.
Quando cheguei ao Bistro Verde, Ruan já estava lá, sentado em uma mesa nos fundos do restaurante, um local mais reservado.
Ele estava sem o jaleco, usando uma camisa social azul escura e calças cáqui. Parecia relaxado, mas ainda mantinha aquele ar profissional. Quando me viu, levantou-se e deu um sorriso caloroso.
- Emilly, obrigado por vir. Ele disse ao se levantar e puxar a cadeira para que eu me sente.
- Espero que não tenha atrapalhado seus planos. Ele diz sorrindo gentilmente.
- Não se preocupe. Eu estava em casa trabalhando, nada de muito interessante", Respondi, sorrindo de volta.
- Além disso, quando um médico liga para um jantar, é melhor não recusar, certo? Digo rindo.
Ele riu, e seu riso era agradável, o tipo de som que trazia uma sensação de conforto.
- Sim, eu suponho que sim. Não tenho certeza, nunca recebi uma ligação de um médico me chamando para jantar. Ha Ha Ha. Ele diz gargalhando o que me faz rir também.
- Mas prometo que não vou monopolizar a conversa com assuntos médicos. A comida aqui é excelente. Já esteve aqui antes? Ele pergunta.
Eu assenti.
- Sim, mas faz um tempo. A comida é mesmo boa, e o ambiente é bastante agradável. Eu concluo.
O garçom veio até nós e entregou os cardápios. Ruan pediu vinho, e eu aceitei um copo. Enquanto esperávamos pela comida, ele se inclinou ligeiramente para a frente, parecendo um pouco mais sério.
- Sobre o seu pai, a situação é um pouco delicada, Ele começou, e eu senti um aperto no peito.
- Ele teve algumas complicações após a convulsão. Estamos monitorando de perto, mas pode ser necessário ajustar a medicação e talvez outros tratamentos. Não quero te preocupar, mas achei melhor te contar pessoalmente. Ele diz.
Eu respirei fundo, tentando manter a calma.
- Entendo. Ele vai precisar de cirurgia ou algo do tipo?
- Não, não por enquanto, Ruan respondeu, balançando a cabeça.
- Estamos tentando evitar procedimentos invasivos. O objetivo agora é estabilizar e encontrar a causa das convulsões. Pode ser algo simples de corrigir, mas precisamos ser cuidadosos. Vamos leva - lo ao hospital para fazer uma tomografia. Pode ser algo neurológico. Quero fazer uma investigação minuciosa e pouco a pouco ir eliminando as possibilidade. Até chegar a um diagnóstico preciso. Ele diz
Eu assenti, aliviada por saber que não seria algo extremo, mas ainda preocupada com o estado do meu pai.
- Obrigada por me contar. Isso é... difícil para mim. Ver ele assim, sem reação, é como perder alguém em câmera lenta. Eu digo.
Ruan olhou para mim com compreensão. - Eu sei que é difícil, Emilly. E você não precisa passar por isso sozinha. Se precisar conversar, mesmo que seja sobre outras coisas, estou aqui para ajudar. Ele diz.
Eu fiquei surpresa com a gentileza das suas palavras. Ele não estava apenas fazendo o seu trabalho, ele parecia realmente se importar. A conversa fluiu para temas mais leves, como música e filmes, e descobri que Ruan tinha um senso de humor sutil, o que me fez rir algumas vezes. Ele me deixou à vontade, e o jantar foi agradável, apesar da tensão inicial.
- Preciso confessar. Os demais médicos nunca se importaram em de fato ajudar o meu Pai. Só faziam o mínimo para manter ele vivo. Eu digo com certa angústia.
- Na verdade, eu amo o que faço. Não quero lhe dar falsas esperanças...nem prometer nada. Mas meu objetivo é descobrir e quem sabe conseguir fazer o seu pai despertar desse coma e ter uma vida normal. Ele diz.
O meu coração sentiu um certo ânimo.
- Mas isso ainda é possível? Eu questiono.
- Ainda não tenho plena certeza...mas preciso descobrir o que de fato está acontecendo. Como eu disse não quero lhe dar falsas esperanças. Acredite eu sei muito bem o que está passando. Ele diz e toca em minha mão, fazendo carinho.
Quando terminamos, ele me acompanhou até a moto.
- Uau! Além de linda, inteligente gosta de liberdade. Não sabia que era motoqueira. Ele diz sorrindo.
- Essa é uma das minhas paixões. Eu digo.
- Espero jantar novamente com você. E quem sabe descobrir quais são as suas outras paixões. Ele diz e me abraça.
- Se precisar de algo não hesite em ligar. Ele diz.
- Ok. Obrigada por tudo. Eu digo e lhe dou um beijo na bochecha.
Eu me senti mais calma do que quando cheguei ao restaurante. O Dr. Ruan, ou melhor, Ruan, era uma presença reconfortante, alguém em quem eu podia confiar.
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Atualizado até capítulo 84
Comments
Leide Andrade
sinceramente, ou ela é ingênua ou ela é burra como o Henrique disse ou então não é a mesma personagem do início do enredo!
2024-11-07
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Fátima Souza
sei não viu, mas acho que nesse angu tem caroço kkkkk
2025-01-09
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RosaMaria
Emily esta formando uma fila de pretendentes Henrique, Ren, Ruan, o rapaz que dança, será que eu esqueci de alguém?
Gostei do Ren bonito e cafajeste🤔🤗
2025-01-04
1