Eu me levanto da cama nua enquanto Pierre me olhava com cara de bravo.
- Qual é Pi estou com sono. Vai ficar me olhando com essa cara? Eu pergunto e entro no banheiro.
- Eu pensei que você tinha acabado com essa palhaçada. Ele diz entrando no banheiro comigo.
- Que palhaçada? Eu digo e entro no boxe.
- Você e esse garoto de programa. Ele diz.
- Ele é um dançarino. Não um garoto de programa. Eu digo enquanto lavo o meu cabelo.
- Então, porque você paga ele para transar com você? Ele questiona.
- Eu não pago para ele transar. Eu apenas mimo ele. Eu respondo.
- Emy você é linda, rica e inteligente. Não precisa disso. Arrume um namorado. Ele diz.
- Não quero um namorado. E não tem nada de mais o que acontece entre nós.
- Acorda Emy. Ele é apaixonado por você. Ele diz.
- Ha Ha Ha! Claro que não. Eu digo rindo alto.
- Qual é Emy, ele sempre está livre para você, traz flores e bombons. É claro que ele está apaixonado. Só você não vê. Ele diz.
- Temos um acordo. E ele é apenas gentil e atento a algumas datas importantes. Eu digo.
- Você é teimosa. Depois não diga que eu não falei. Ele diz e sai batendo a porta do banheiro.
Termino meu banho, saio vestida com roupão e vou até o escritório onde Pierre trabalhava.
- Eu podemos conversar? Eu pergunto.
- Não! Estou ocupado! Ele diz fazendo bico.
- Desculpe! Sei que está preocupado comigo.Mas só estou curtindo. Eu digo.
- Esse é o problema. Você merece mais que isso. Ele diz.
- Ok! Vou dar um tempo com André. Eu digo.
- Não Emilly. Termine de uma vez por todas com isso. É o melhor a se fazer. Ele diz.
- Ok! Farei isso. Agora me dá um abraço. Eu digo e abraço Pierre bem forte.
- Você precisa de mim? Eu pergunto.
- Não! Ele responde.
- Vou dormir! Estou cansada. Eu digo e vou para meu quarto. Me deito e adormeço.
Acordo já é noite e Pierre já tinha ido embora. Resolvo ir treinar e depois dar uma volta com a trovão.
O vento bate contra meu rosto enquanto eu acelero pela estrada. Os motores da Trovão roncam, reverberando no meu peito, quase como se ela estivesse me desafiando a ir mais rápido. Eu aceito o desafio e giro o acelerador, sentindo a potência do motor responder ao meu comando. É uma sensação que não mal dá para descrever. Parece que todas as preocupações do mundo ficam para trás, sendo deixadas na poeira que a Trovão levanta.
A estrada à minha frente é um rio de asfalto que serpenteia pelo campo. As árvores, os postes, até os carros estacionados parecem borrões na minha visão. Tudo o que importa é o caminho à frente e a liberdade que ele promete. Não há limites para onde posso ir, para o que posso fazer. É como se a moto e eu fôssemos uma só coisa, dançando ao ritmo do vento.
A sensação de velocidade me dá uma euforia inigualável. A adrenalina corre pelas minhas veias, despertando cada célula do meu corpo. Estou viva, mais viva do que em qualquer reunião na empresa, mais viva do que em qualquer sala de conselho. Aqui, não preciso tomar decisões difíceis, nem me preocupar com a próxima reunião ou com o estado do meu pai. Aqui, só há o agora. E o agora é perfeito.
A Trovão me leva para longe da cidade, para um trecho de estrada onde não há ninguém por perto. A paisagem é linda, com colinas verdes, mas nessa escuridão há apenas a luz do meu farol, o brilho doluar e as estrelas no céu. Dou um grito de alegria, um som primal que ecoa pelo campo. O vento o leva embora, mas a emoção fica comigo. É como se eu pudesse voar, como se eu estivesse deixando para trás todas as correntes que me prendem ao chão.
Mas eu sei que não posso voar para sempre. Estava tudo perfeito até que a Trovão começou a falha.
- O que foi garota? Eu digo para a Trovão.
Mas a falha virou um engasgo e depois um estalo. O ronco poderoso do motor deu lugar a uma vibração estranha, como se algo estivesse fora do lugar. Desacelerei, sentindo uma pontada de preocupação. O que quer que fosse, não era bom.
O farol da Trovão começava a oscilar, alternando entre luz e escuridão. Senti meu coração disparar, um reflexo automático quando algo que eu amo parece estar em perigo. Olhei para os lados, mas a estrada estava deserta. Sem postos, sem casas, nada além do asfalto escuro e uma linha interminável de árvores ao longe.
A moto desacelerava cada vez mais.
- Vamos garota! Não me deixe na mão. Não aqui no meio do nada. Eu digo.
Eu não tive escolha a não ser encostar no acostamento. Parei a Trovão e tirei o capacete, o ar fresco da noite batendo no meu rosto. A escuridão ao redor era pesada, quase sufocante. A única luz vinha das estrelas e do luar.
Eu sabia que podia resolver muita coisa na Trovão sozinha, mas com tão pouca luz e sem ferramentas, a tarefa era quase impossível. Peguei o celular para ligar para a assistência, mas, claro, sem sinal. O medo começou a se infiltrar no meu peito, uma sensação desconfortável de que eu estava completamente sozinha.
Foi então que vi uma luz ao longe, pequena mas crescendo lentamente. Um carro vinha pela estrada, seus faróis cortando a escuridão como um farol em um oceano escuro. Meu primeiro instinto foi me alegrar com a chance de ajuda, mas logo veio a cautela. Eu estava sozinha, no escuro, no meio do nada. Quem quer que estivesse naquele carro, eu não fazia ideia do que esperar.
Respirei fundo e tentei me manter calma. A Trovão precisava de ajuda, e eu também. Fiquei de pé ao lado da moto, esperando enquanto o carro se aproximava. O som do motor era suave, mas cada vez mais claro conforme a distância diminuía. A questão era: quem estava vindo ao meu encontro? Alguém que poderia me ajudar ou alguém que traria problemas?
Só havia um jeito de descobrir. Mantive-me firme, tentando parecer confiante e destemida, mesmo com o meu coração pulando no peito. A luz dos faróis finalmente me atingiu, cegando por um instante, e eu levantei a mão para sinalizar. Agora era esperar para ver.
O carro encosta no acostamento logo a frente da trovão.Vejo o vidro do passageiro baixar. Eu corro até o carro e me assusto.
- Srta Emilly que mundo pequeno. Para minha surpresa era Ren Nakata o CEO da Nakata Limited...meu inimigo!
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Atualizado até capítulo 84
Comments
Cristiane da Silva
Eu também kkkkkk
2024-11-14
0
Lene Miranda
E eu torcendo pra ser o gerente da fábrica, o Henrique
2024-10-25
1
Amanda
Que falta de sorte 😕
2024-06-30
2