Cerca de duas horas depois Pierre e Henrique entram no meu escritório. Eu me levanto correndo e vou até Pi que estava com o braço engessado.
- Meu Deus Pi. Foi realmente sério. Eu digo assustada.
- Foi uma luxação. Mas o médico achou melhor imobilizar. Responde Henrique.
Eu o olho séria.
"Eu nem estava falando com você, eu penso"
- Emy vou estar afastado por 25 dias. Diz Pi.
- Eu sinto muito Pi. Não queria que isso tivesse acontecido. Eu digo com sinceridade.
- Não foi culpa sua. Quem poderia prever. Ele diz.
- Pi vá para casa, repouse. A noite passo lá para te ver. Eu digo e Pi sai andando.
Eu aperto um botão do telefone e ligo para Lauren que imediatamente atende.
- Srta? Ela diz.
- Peça um táxi para o Pierre por gentileza.
- Ok. Pode deixar. Ela diz e eu desligo.
Eu olho sério para Henrique.
- Sente - se por favor. Eu digo e ele se senta, me olhando com seriedade.
- Sr Henrique que merda aconteceu aqui? Eu pergunto tentando ponderar as palavras.
- Foi uma falha do pessoal do RH. Ele responde tranquilamente.
- RH? Não foi você o culpado? Eu questiono.
- Não! Eu passei a listagem dos funcionários e deixei bem claro que era para mandar embora apenas os funcionários com até 5 anos de casa. Ele diz.
- Quando eles me trouxeram os papeis eu apenas assinei.
- E você assina qualquer papel sem ler? Eu pergunto.
- Claro que não! Mas esses papéis eu não li. Ele diz.
- Você viu a tragédia que poderia ter acontecido por você não ler a merdaaaa de um papel. Eu digo aumentando o tom de voz, mostrando o quanto estou irritada.
- Poderia sim...mas não aconteceu. Eu estava aqui para te salvar. Ele diz.
- Me salvar? E como você sabia que deveria me salvar? Eu pergunto.
- Os funcionários me contaram que ele estava furioso e que iria tirar satisfação com o chefe. Imaginei que não era eu. E vim até aqui. Ele diz tranquilamente.
E essa sua tranquilidade que me deixa ainda mais irritada.
- E nem pensou em me ligar e contar sobre isso para que nos preparassemos aqui? Eu pergunto.
- Olha sei que está brava. Mas não foi culpa nossa. Eu consegui chegar a tempo e estamos todos vivos.
- Se tivesse chegado a tempo Pierre não teria sido ferido. Eu digo.
- Nossa você é muito mal agradecida. Ele diz.
- Mal agradecida? Agradecer pelo quê, por você não fazer o seu trabalho direito e assinar sem ler. Eu digo.
- Dá próxima vez eu deixo acertarem uma barra de ferro na sua cabeça. Ok? Ele diz.
- Próxima vez? Você vai fazer besteira de novo? Eu pergunto me levantando da cadeira.
- Besteira? Quem só faz besteira é você. Ele grita e se levanta.
- Você é mesmo abusado. Eu digo.
- Mal amada. Ele diz.
- Como é? Eu pergunto quase colada a ele.
- Você quer que eu repeta? Ele diz.
- Repete se você for homem! Eu digo.
- M - A - L ...A - M - A - D - A!!! Ele diz quase soletrando.
"Pah"
Eu dou um tapa no seu rosto.
- Mal amadaaaaa! Ele grita novamente.
Eu levanto a mão para dar outro tapa, mas ele segura o meu pulso. Me olhando nos olhos com seriedade.
O toque dele me paralisou, e eu não consigo tirar os meus olhos dos seus.
E Henrique faz algo inesperado. Ele me puxa pelo pulso, leva a mão a minha cintura, e me beija. Logo solta o meu pulso e leva a mão a minha nuca.
Eu me entrego e retribuo o seu beijo, meu coração dispara.
Nossas línguas dançam, se enrolando. O seu perfume é delicioso. É mágico, me hipnotiza.
Era bom demais.
De repente ele se afasta. Fica sério novamente.
- Desculpe! Acho melhor eu ir. Ele diz e se vira para sair.
- Espera! Eu digo e ele para de costas para mim.
- Precisamos resolver o que faremos com o Sr. Pedro. Eu digo, ele respira fundo. Minhas palavras trouxeram alivio.
Ele se vira novamente e se senta outra vez.
Eu vou até a minha cadeira, do outro lado da mesa.
- Você irá prestar queixa contra ele? Ele pergunta.
- Não! Ele só estava desesperado. Não é uma pessoa ruim. Eu digo.
- Certo. Vamos afasta - lo por problemas psicológico. Podemos passar ele no médico da empresa. Ele terá mais tempo com a esposa, sem perder o seu salário. Vamos prorrogando até chegar o período que ele pode ser aposentar. Quando chegar o tempo ele se aposenta e encerra seu ciclo conosco. Ele diz.
- Uma ótima sugestão. Vou ligar para o nosso advogado para que ele possa ajuda - lo. Eu digo.
- Certo. Vou retornar para a Fábrica. Ele diz. Quando ia passando pela porta eu digo:
- Sr. Henrique? Ele olha.
- Por favor. Não comente o que aconteceu entre nós a ninguém. Principalmente a sua esposa. Não significou nada. Eu digo.
- Por qual motivo eu contaria a alguém. A minha vida não diz respeito a ninguém. E é claro que não significou nada. Srta eu lhe beijei para que se acalma - se. Não tenho interesse em você. Ele diz grosseiramente.
- Isso é ótimo. Falei para evitar um mal entendido futuro. Eu digo.
- Não se preocupe, nosso contato é somente profissional. Ele diz, fecha a porta e sai.
"Não tem interesse em mim, eu penso"
Que cara insuportável e metido. Deve estar se sentindo, todo orgulhoso porque beijou a chefe. Maldita hora que eu fui permitir. Deveria ter o afastado e enfiado a mão na sua cara.
Se bem que ele me pegou em um momento de fragilidade, sou uma mulher forte...mas sou humana. E todo esse transtorno me deixou fragilizada.
Uma coisa é fato. Esse erro nunca mais vai acontecer.
***Faça o download do NovelToon para desfrutar de uma experiência de leitura melhor!***
Atualizado até capítulo 84
Comments
Genilda Fernandes
amor avista
2024-12-12
1
Maria De Fatima Pinto
ooo ilusão kkkkkk
2024-12-09
0
Nanana Silva
so que não kkkkkkk
2024-10-04
0