Capítulo Dezenove
Eros ( Vulgo Diabo)
Já está de noite, MT já resolveu tudo que eu pedi, para poder levar as meninas. Saio da sala e pego minha moto pra poder ir ver como elas estão.
Assim que paro na frente da casa está tudo escuro, desço da moto e vou até a porta e bato algumas vezes e nada. Pego meu celular e ligo para meu irmão.
Ligação On
— Onde você está ? — Pergunto.
— Em casa Eros.
— Cadê Ayko e Irina?
— Não sei, boa noite.
Ligação Off
Que ? Como assim não sabe. Subi na moto e acelerei para chegar em casa. Parei a moto na frente e já sai abrindo a porta com tudo.
Elias estava sentado na mesa comendo junto com Agatha.
— Cadê elas, Elias? — Ando em sua direção.
— Fizeram o'que você queria. — Ele não olha pra mim e continua comendo.
— Elas não foram pra onde eu queria que elas fossem, porque o MT não me avisou nada. — Continuo encarando ele.
— Elas foram embora Eros, não foram pra casa na praia, não sei pra onde elas foram, Irina até me ameaçou se eu tentasse ir com elas. — Ele me olha com raiva.
— E porque diabos, você não me avisou isso, na hora que as duas saíram daqui? — Falo furioso.
— Pra que ? Não era isso que você queria ? Que elas sumissem daqui, pra não acabar com seu morro, então pronto. — Ele me olha e vejo raiva em seus olhos.
— Eu só queria proteger elas, ia deixá-las em segurança lá. — Eu mesmo estava mentindo pra mim.
— Que segurança Eros? Dez homens? Elas estão sendo perseguidas por uma máfia russa, você acha mesmo, que uma casa isolada e dez homens iam ajudar as duas ? — ele se levanta. — Você queria apenas tirar o alvo do morro, sabia que a invasão foi a mando de quem está atrás delas então preferiu mandar elas pra longe, pra poder limpar sua barra.
— Vai se foder Elias, você só está assim, porque se apaixonou pela Ayko, se não fosse por isso, estaria me entendendo. — Falo furioso.
Eu sei que ele tem razão, agi como um idiota, podia sim me juntar ao Léo e proteger elas, mas na hora só queria proteger minha família e meu morro, não pensei nelas. Não pensei na Irina.
— Sim, estou apaixonado por ela, mas independente disso, elas eram nossas amigas. As duas mataram vários homens para facilitar nossa vida e nossos negócios, se não fosse elas, até nossas cargas não estariam chegando, você estaria com um alvo agora na sua cabeça. — Elias aponta o dedo na minha cara. — Mesmo que isso fosse em troca de esconder elas aqui, elas nos ajudaram em várias outras coisas. Proteger elas como uma família era o mínimo.
— Parem os dois por favor, não vamos brigar, temos que achar as duas, e Eros eu sei que o morro é importante, eu sei que quer nos proteger. — Agatha entra no meio de nós dois. — Só vamos respirar e tentar resolver isso. E se você não quiser ajudar eu vou entender seu lado. Mas não queira escolher o que eu e Elias vamos querer fazer.
Eu não consigo falar nada, queria sim correr atrás das duas e trazer elas de volta, mas como Elias disse, teríamos um alvo no morro, vidas estariam correndo risco. Deixarei os dois irem, por mais que me doa, mas vou continuar protegendo a vida das famílias que confiam em mim.
— Vocês são de maior, se quiserem ir atrás delas, não vou impedir, se quiserem ajuda minha, vou ajudar, mas do meu morro eu não saio, e elas também não voltam para cá. — Digo e nem espero a resposta, apenas subo pro meu quarto.
Assim que entrei fechei a porta e tranquei a mesma, sentei na minha cama e apoiei meus cotovelos na coxa. Coloquei as mãos no meu rosto e soltei um suspiro.
Me desculpa Irina, me desculpe Ayko. Eu sei que as duas me entendem, sei que principalmente Irina me entende.
Me levanto e tiro a roupa, entro no chuveiro e deixo a água cair sobre meu corpo. Assim que fecho meus olhos ela vem na minha mente. Porque as coisas tinham que ser tão complicadas.
Termino meu banho e saio do banheiro, coloquei uma cueca e me deito na cama, levo uma de minhas mãos até minha nuca e fico olhando para o teto.
Nunca fui de ficar assim por alguém, na real eu nunca quis ter nenhum tipo de relacionamento, sempre me fechei pra isso, apenas me divirto com as mulheres. Mas não sei, quando olho pra Irina, meu coração acelera, minha boca fica seca, e meu estômago parece que vai se contorcer.
Acho que realmente sinto algo maior por ela, mas como ir atrás dela e deixar tudo pra trás, tudo que construí. Essa escolha está me matando, ir atrás dela ou ficar e nunca mais ter a chance de algo.
Me levanto da cama e fico andando de um lado para o outro.
Não gosto da vontade que eu tô de ir atrás dela, não gosto dos sentimentos que tenho por ela, não gosto mesmo, não gosto da forma que meu corpo reage a ela. Parece que não tenho controle sobre mim quando as coisas envolvem ela.
— Que merda!
Vou até meu closet e coloco uma camiseta e uma calça, depois pego um tênis e saio do quarto, vou até a sala e meus irmãos estão sentados na mesa falando com alguém pelo telefone.
— Acharam algo? — Pergunto e os dois me encaram.
— Obrigada, assim que tiver algo me liga. — Agatha desliga o telefone sem parar de me olhar.
— Se veio aqui tentar fazer a gente desistir de procura-las e melhor ir embora. — Elis fala e volta sua atenção pro notebook.
Droga!
— Eu quero ajudar. — Digo. — Oque vocês tem até agora ? Já ligaram para o Léo? — Me sento na mesa e Elias está me encarando novamente.
— Ligamos para o Trix pra tentar rastrear o carro, mas como esperávamos elas desligaram, a única opção é os celulares, mas temos que rastrear logo, porque tenho certeza que logo vai descartar. — Agatha fala.
— Não ligamos pro Léo ainda. — Elias diz.
— Vou ligar, ele vai saber oque fazer, e pode até saber como encontra-las. — Digo.
Pego meu telefone e vejo que já é quase quatro da manhã. Tento ligar mais ele não me atende.
— Ele não está atendendo, vão descansar os dois, vou ficar esperando algumas informação e aviso vocês. — Os dois ainda estão me encarando sem se mexer. — Só vão, eu vou ajudar voces, cansei de fugir, vamos atrás delas.
Eles não dizem nada e levantam. Suspiro fundo e começo a entrar em contato com algumas pessoas.
…
Nunca me senti tão confuso quanto agora, estava sentado neste momento dirigindo para um possível lugar onde as duas estavam. Por sorte Léo me atendeu de manhã e contei tudo para ele, o mesmo ficou com raiva de mim, mas depois nos juntamos para ajudar um ao outro a encontrar elas.
Leo conseguiu falar com Irina e manteve ela o tempo o suficiente na ligação, fazendo com que rastrear ela fosse mais fácil. Acho que ela não espera isso de nenhum de nós.
Ja estava no carro a quase tres horas, quando estacionei na frente do hotel realmente entendi o quanto elas queriam se esconder, nunca imaginei as duas em um lugar desses.
O carro do Léo parou ao meu lado e ele desceu junto com meu irmão. Agatha veio comigo no carro e não conversamos, na verdade ela até tentou, mas eu não queria falar muito.
— Realmente elas acharam um lugar bem escondido e mórbido também, senhor. — Léo fala observando o local.
— Vamos tentar ver qual o quarto elas estão. — Ando até a recepção.
Assim que entro, um homem de mais ou menos uns 50 anos me olhou arqueando a sobrancelha. — Boa Tarde, como posso ajudá-los? — ele se levanta.
— Boa tarde, gostaria de uma informação. — Falo me encostando no balcão. — De madrugada, duas mulheres se hospedaram aqui, uma japonesa de cabelos pretos e uma outra de cabelos vermelhos.
— Não posso dar informações sobre meus hóspedes. — Ele se senta de novo e volta o olhar ao jornal que estava lendo antes de eu entrar.
— Só preciso saber o quarto delas. — Colo cinco notas de cem em cima do balcão.
O homem olha para as notas e depois para mim, aponta o dedo para um painel onde tem chaves penduradas e aponta para o número 20, verifico que não tem chave nele.
O homem pega o dinheiro e volta a atenção ao jornal.
Saio da recepção e vou em direção a parte dos quartos, com todos me seguindo. Assim que paro na frente da porta número 20 solto um suspiro e bato uma vez.
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Atualizado até capítulo 71
Comments
Maria Sena
É difícil tomar uma decisão quando as pessoas que amamos estão envolvidas. Mas o coração sempre fala mais alto.
2024-11-25
0
Andressa Silva
se eu fosse Irina não queria ver Eros ajuntando o morro de Léo o dele e as meninas do ficam muito fortes mas ele preferiu mandar elas embora
2024-05-07
9
Samira Moura
também concordo com o pensamento de Luana rosa
Depois de tudo que eles viveram e depois expulsar ela. ainda ferida i tudo eu n queria ajudar dele n
resolveria sem ele
2024-05-05
3