Capítulo Doze
Irina
Olhei para o relógio e já era 17h50, me levantei e tomei um banho rápido e fui colocar minha roupa para a missão, assim que sai para cozinha, Ayko já estava se preparando.
Fui até as minhas armas e como hoje seria um confronto mais próximo, iria pegar minhas facas e duas armas. Vi Ayko pegar duas espadas menores e espalhou quatro pistolas pelo corpo.
— Está pronta? — Ayko pergunta.
— Sempre estive irmanzinha. — Abro um sorriso.
Ayko me olha e vejo seus olhos encherem de lágrimas, sem eu esperar ela me abraça. — Te amo Irina.
— Também te amo Ayko, agora vamos matar alguns malditos. — Digo e ela dá risada.
Dei mais uma olhada nos relatórios da missão e quando faltava meia hora para as dezenove, os meninos buzinaram na frente.
Pegamos nossas coisas e saímos. — Boa noite meninas. — Anjo diz.
— Boa noite. — Ayko e eu falamos juntas.
Entramos no carro e Anjo seguiu para fora do morro.
— Diabo está vindo aí atrás com uns dez homens. — MT diz enquanto dirigi.
— Não sei pra que. — Ayko bufa.
— Relaxa meninas, isso é porque ele se importa conosco. — Anjo fala e revirou os olhos.
— Se importa com vocês na verdade. — Digo.
— Não é bem assim. — MT me encara pelo retrovisor.
— Já deixamos vocês para o lado de fora, justamente para não correrem risco e ele ainda quer os homens dele lá. — Estou começando a ficar com raiva.
Os meninos não responderam nada, mas vejo que ficaram sérios.
Chegamos um pouco afastados do local e vi o carro do Eros se aproximar. Peguei o tablet com Ayko e fui visualizar a área.
— Vocês vão ir por aqui, e vão ficar nessa área. — Mostro para MT e Anjo e eles apenas concordam. — Você Diabo, fica nessa área com seus homens, se caso aconteça algo, aí você assume o plano B.
— Ótimo. — Ele fala sério.
Entrego o tablet pra ele, sem nem olhar na sua cara.
Nos separamos e cada um foi para seu caminho, eu e ayko, entramos por dentro da mata e assim que avistamos a casa paramos.
— Por cima tem uma abertura, entramos por ela e pegamos os homens de cima, depois descemos, lembrasse que nosso foco é o homem que está naquele escritório. — Digo e Ayko concorda. — Não teremos que entrar em conflito com ninguém, se entrarmos na sala e matarmos ele.
— Essa missão será bem fácil. — Ayko abre um sorriso.
Corremos para uma área do galpão que não haviam homens e escalamos até o telhado, assim que subimos, andamos devagar, olhei para as câmeras dentro do galpão e estava tudo certo.
Chegamos a uma parte aberta e entramos em silêncio.
— já estamos dentro. — Falo no comunicador.
Em cima havia dois homens, ambos estavam de costas rindo. Eu e Ayko pegamos cada um deles e quebramos seu pescoço. Deitamos o corpo deles no chão devagar.
— A sala é aquela, temos que entrar sem sermos vistas. — Ayko aponta para uma pequena salinha.
— Tem quantos homens aqui dentro? — Pergunto olhando em volta.
— Apenas dez, o restante está do lado de fora do galpão. — Ela fala.
Olho para a porta do galpão e a mesma está fechada. — Fique aqui, eu já volto, assim que eu der o sinal, você vai pra sala e mata o cara. — Digo e ela apenas concorda.
Soltei um suspiro longo, comecei a descer a escada lentamente.
— Ta fazendo oque Irina? — Eros fala no comunicador.
Continuo descendo e logo um deles me vê, não dou tempo dele pensar e ataco uma faca em sua direção, o acertando no pescoço, vou em direção os outros e jogo mais duas facas, os matando na hora. Com o barulho do corpo caindo no chão, alguns homens que estavam atrás, vieram até onde eu estava.
Não deu tempo de eles processarem oque estava acontecendo, peguei duas pistolas que estavam com silenciador e fui pra cima deles. Em menos de três minutos, todos estavam mortos.
Dou o sinal para Ayko e ela corre para sala, fiquei ainda ali observando a movimentação do lado de fora. Passaram alguns minutos e Ayko reapareceu, subimos as escadas e saímos novamente no teto do galpão.
— Alvo eliminado. — Digo no comunicador.
Olhamos em volta e descemos por onde havíamos subido, entramos na mata e voltamos para a estrada onde os meninos já deviam estar nos esperando.
— Até que foi rápido. — Ayko fala e eu abro um sorriso.
Chegamos os meninos nos esperavam encostados no carro, assim que nos viram abriram um sorriso.
— Mandaram bem meninas — Anjo fala.
— Valeu. — Ayko abre um sorriso.
Entramos no carro e seguimos de volta para o morro, assim que paramos na frente da nossa casa, desci e os meninos se despediram, Ayko entrou e quando eu ia entrar sinto alguém me puxando. — Irina.
Olho para trás e vejo Eros. — O'Que foi? — Puxo meu braço.
— Você está bem ? — Pergunta preocupado.
— Estou, porque a pergunta? — Encaro ele sem entender.
— Só fiquei preocupado, você não parecia bem hoje de manhã.
— Não precisa se preocupar comigo. — Digo seria.
— Prometi para o Leo que cuidaria de vocês.
Dou uma risada. — Olha Eros, agradeço, mas cuide dos seus amigos, dos seus irmãos, do seu morro. — Solto um suspiro — Agradeço muito a ajuda que está nos dando, por isso, estamos pagando, trabalhando para você.
Ele na mesma hora fecha a cara. Sinceramente me sinto chateada, mas é melhor cortar qualquer amizade, ou até mesmo algo mais, logo eu e Ayko, iríamos embora e seria melhor não criar laços.
— Tudo bem Irina, boa noite, e parabéns pela missão. — Ele fala e vai embora.
Não respondo nada e apenas entro pra casa. Era melhor assim.
Assim que piso meus pés na sala, Ayko está me encarando com os braços cruzados. — Não precisava ter falado com ele assim. — Ela fala seria.
Dou uma gargalhada. — Não comece Ayko, por favor.
— Eu sei que você quer se afastar das pessoas, e eu também queria isso, mas não podemos fazer isso para sempre. — Reviro os olhos com suas palavras.
— Ayko, se quiser ser amiga deles, seja, se quiser se relacionar com Anjo, se relacione, eu não quero. — Respiro muito. — A única pessoa que eu confio nesse mundo é você, e um pouco no leo e olhe lá, não quero mais ninguém na minha vida, me fechei e isso é o'que faz bem pra mim, então, por favor, não quero mais falar sobre esse assunto, seria uma chatisse discutir com você, por algo inútil.
Não deixo ela responder e vou para meu quarto.
Tiro minha roupa e pego uma toalha, saí do quarto e Ayko não está mais na sala, entro no banheiro e começo a tomar um banho. Me sento no chão do box e sinto meus olhos queimarem, lágrimas escorrem pelo meu rosto e uma dor novamente retorna a meu coração.
— Sou tão forte, mas não consigo controlar a porra de uma emoção idiota. — Dou risada em meio às lágrimas.
Fico por mais um tempo ali e logo termino meu banho, volto para meu quarto, me visto e deito para dormir.
…
Não esqueçam, meu amores ❤️
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Atualizado até capítulo 71
Comments
Cida Lima
só acho que ela não precisa ser tão grossa com as pessoas tudo que aconteceu com ela ninguém tem culpa é pq ela é tão boa no que faz é não matou o psicopata
2025-01-17
0
Maria Sena
Ainda bem que a Irina tem a Ayko pra dar apoio a ela, e o amor entre elas é muito forte.
2024-11-25
0
Elba Anunciacao
Eu entendo Irina. É complicado voltar a confiar depois de uma traição dessa. Tem que matar o ex
2024-08-18
4