...KATHERINE...
KATH!!! FUJAAA KATH FUJA!!!.
Despertei de sobressalto com um grito estridente ecoando em meus ouvidos, arrancando-me do sono como uma tempestade repentina. Ofegante, levei alguns minutos para acalmar minha respiração acelerada, enquanto meus dedos buscavam freneticamente sob o travesseiro pelas minhas lâminas de confiança e a Langseax que também estava escondida nos grossos lençóis.
Com os cabelos desalinhados e o coração ainda martelando no peito, decidi deixar o abrigo sufocante do quarto. Os corredores do castelo, envoltos em penumbra, pareciam uma extensão de meus próprios medos, mas a fraca luz das tochas espalhadas pelos corredores servia como um farol na escuridão, orientando meus passos vacilantes através da paisagem noturna.
Finalmente, cheguei ao jardim, onde a brisa noturna acariciava meu rosto e o suave murmúrio das folhas das árvores acalmava minha mente turbulenta. Sob o brilho prateado da lua, mergulhei na serenidade da noite, permitindo-me ser envolvida pela sua quietude reconfortante.
O suave toque do vento noturno acariciava minha pele, trazendo consigo uma sensação familiar de liberdade e tranquilidade. Era como se as noites passadas sob os telhados da capital estivessem me chamando de volta, despertando uma saudade que até então eu ignorava.
Respirando fundo, permiti-me mergulhar na atmosfera serena do jardim, deixando que a simples presença da natureza preenchesse meu ser. Enquanto avançava pelo caminho indicado por Diane, meus olhos capturavam a beleza noturna ao meu redor. As pontes que se estendiam sobre um riacho sereno, iluminadas pela luz prateada da lua, destacavam-se contra o cenário escuro do jardim.
As folhas das árvores tremulavam suavemente, como se dançassem ao ritmo da brisa noturna, enquanto as flores azuis-marinho espalhadas pelo caminho pareciam emitir um brilho mágico sob o luar. Era como se o jardim ganhasse vida própria durante a noite, revelando uma beleza encantadora e serena.
Ao encontrar um canto mais isolado do jardim, cercado por estátuas silenciosas erguendo armas e arcos, senti-me envolvida por uma sensação de paz e tranquilidade. Ali, sob o manto da noite.
Parece que encontrei um lugar para substituir a sala vazia da casa de prazeres.
O vento acariciou meus cabelos enquanto minhas mãos encontravam a langseax, presa ao tecido do pijama, que, por acaso, era um vestido. Suspirei, resignada com a escolha de vestimenta, mas determinada a não deixar que isso me atrapalhasse.
Com um movimento ágil, liberei a langseax e a segurei firmemente, ajustando minha postura para um ataque iminente. O vestido, embora não fosse o traje mais adequado para movimentos rápidos, não seria um obstáculo para mim. Eu precisava aprender a me adaptar a qualquer situação, inclusive a lutar com vestidos.
Com um giro elegante, corto o ar com a langseax, sentindo o peso da arma fluir em meus movimentos. Cada golpe era uma expressão de determinação e habilidade, uma lembrança constante de que eu era mais do que apenas a roupa que vestia.
Cada movimento cortante no ar era um desafio e uma oportunidade de aprimoramento. Meus músculos queimavam com o esforço, mas a sensação era revigorante, alimentando minha determinação em melhorar meus golpes com a langseax.
A cada balanço, concentrava-me na técnica, ajustando a postura e a força aplicada. Não era fácil, mas eu gostava dos desafios que o treinamento me proporcionava. Cada gota de suor era um passo em direção à maestria.
Com um sorriso determinado nos lábios, dei um único suspiro, renovando meu compromisso com a prática. Não importava quanto tempo levasse, eu estava determinada a me tornar uma mestra na arte da luta com a langseax.
...****************...
Retornando pelos mesmos corredores que eu havia passado algumas horas atrás, vejo que o sol já está nascendo pelas grandes janelas dos corredores.
Solto um bocejo em vão, pois que sei que não voltarei a dormir, já que Marry logo irá acordar.
Melhor eu tomar um banho pelo menos, estou toda suada e duvido que uma duquesa possa andar toda suada e com o vestido rasgado.
Sim rasguei,mais não por querer, por mais que eu quisesse.. Acontece que acabei me cortando em uns arbustos e o tecido rasgou um pouco na parte da colcha.
Bem o que eu posso fazer, um vestido a menos..
"Para com isso Richard!!" Sinto o meu corpo se endurecer se colocando em alerta ao escutar uma voz familiar ecoar de uma sala um pouco à frente no próximo corredor.
Não parece ser coisa boa, e eu já ouvi essa voz antes.
Com passos rápidos, cruzo o corredor e espio pela beira da porta. A sala está bastante escura, mas estou acostumada com a escuridão graças aos vários anos rondando as ruas mais escuras da capital.
Observando ao redor, vejo bancadas, facas penduradas como troféus, fogões e pratos por toda parte. Não preciso nem dizer que é a cozinha.
"Sai de perto de mim!!!" Dessa vez, a voz sai como um grito de desespero, o que me faz entrar sem me importar, fazendo com que a porta bata com força sobre a parede.
"Mais q-" Fala uma voz masculina dessa vez.
Olhando em volta finalmente vejo o que está acontecendo, Diane está sendo pressionada contra a parede da sala por um homem bem maior que ela, que agora está olhando assustando para mim, cerrando os dentes vejo suas mãos apertarem em volta da saia dela como se estivesse tentando puxar ao ponto de rasgar.
Me aproximo, sentindo meus nervos fervendo.
Antes que ele possa reagir, movo-me com velocidade e envolvo rapidamente meu braço ao redor de seu pescoço, forçando-o ao chão com precisão. Ele cai com um baque surdo, seu corpo grande sendo subjugado pela pressão do meu domínio. Com agilidade, prendo seu braço, impedindo qualquer tentativa de resistência.
"Quem é você, maldito!?" Ele ruge, sua voz abafada pelo chão frio. Seus esforços para se libertar são inúteis sob meu controle firme, e eu o seguro com mais firmeza ainda.
"Me solta, desgraçado!" ele grita, mas seu tom é impotente, sua força vã contra minha vontade. Ignorando seus protestos, viro-me para Diane, cuja expressão chocada.
"Você está bem?" Pergunto, minha voz suavizando com preocupação genuína.
Seu olhar, agora fixo em mim, finalmente encontra minha expressão, e ela parece juntar coragem para responder. Seus olhos se desviam para o homem que jaz sob meu controle, sua agonia evidente.
"Senhorita... Catarina..." ela murmura, sua voz mal audível no ar pesado da sala.
Me volto para o filho da puta "O que você fez?" Exijo, minha paciência já se esgotando diante da recusa do agressor em cooperar.
Ele balbucia desculpas em meio a gritos de dor, suas palavras desesperadas cortando o ar tenso. Me aproximo e pressiono seu braço, fazendo-o gemer de dor, até que finalmente ceda e peça perdão, seu rosto contorcido em agonia.
Com um último olhar ameaçador, solto seu braço, permitindo que ele se levante com dificuldade, esfregando o ombro ferido. Seus olhos evitam os meus enquanto ele se afasta, claramente aliviado por escapar da situação com apenas alguns machucados.
Me viro para Diane, vendo o alívio em seu rosto, mas também a preocupação persistente. Ela murmura um agradecimento, suas palavras mal audíveis, mas seu olhar transborda de gratidão.
"Tá realmente bem?" Pergunto mais uma vez, observando-a atentamente, já que ela parece estar mais calma.
"Sim.. não aconteceu nada", responde, desviando o olhar, o que me surpreende, pois ela não fez nada de errado.
"Me desculpe, senhorita", levo um susto ao vê-la se curvar como um japonês para mim, formando um C com as costas.
"Você não fez nada", dou uma pausa, esperando que ela se levante. "E se ele voltar a fazer algo, me avise, ok?" Digo, já me retirando da sala, pois percebo que estou atrasada... Merda..
"Obrigada, senhora", ela agradece quando me aproximo da porta, paro e acabo notando uma pequena rachadura na parede que deve ter sido causada pelo impacto da entrada.
Já tava alí quando eu bati..
"Não há de quê", respondo, com um aceno breve, antes de continuar o meu caminho até o meu quarto.
Eu preciso de um banho mais do que nunca agora..
***Faça o download do NovelToon para desfrutar de uma experiência de leitura melhor!***
Atualizado até capítulo 128
Comments
Maria Andrade
eita que a história tá boa 😺
2024-06-09
3