...KATHERINE...
Depois de uma noite agitada com a Beck, desperto de um sono profundo, como esperado a minha companhia da noite passada já havia saído.
Ao levantar da cama, sinto os músculos do meu corpo latejarem, como recompensa pelo treino de ontem e também pela noite com a Beck.
Não dormi muito e sei que isso vai acabar me custando caro no treino de hoje.
Alongando os braços, sinto os músculos dos ombros até as mãos queimarem em reclamação.
Isso é só um lembrete de que devo continuar treinando até que o meu corpo realmente esteja acostumado com o peso da nova arma.
Caminho até o espelho do banheiro ainda meio sonolenta, encarando o meu reflexo, vejo que alguns rastros bem visíveis no meu pescoço foram deixados pela noite passada e eu não estou falando do treinamento.
Trilho uma linha do meu queixo até os meus seios com a ponta do dedo, enquanto analiso as manchas.
Parece que eu transei com um vampiro.
Sorrio para mim mesma sob o reflexo antes de ir para um banho.
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Após um banho revigorante, saio já vestida, com uma de minhas roupas caseiras, suspiro sentindo meus músculos finalmente relaxarem sob o tecido da camiseta branca folgada e o shorts que também não era nada apertado.
Enquanto seco o meu cabelo, noto algo, olhando brevemente em volta do pequeno quarto, vejo que uma carta foi cuidadosamente posicionada abaixo da porta.
Me aproximo devagar, instintivamente me colocando em alerta.
Mais quando me aproximo o suficiente para ve-la melhor, noto algo familiar, eu já reconhecia aquele selo em forma de lâmina cravada na carta, esse era o símbolo que representava a minha vida.
Parece que Joseph finalmente havia entrado em contato comigo, poise, acho que a minha folga não durou muito.
Com passos firmes, me aproximo e pego a carta, sentindo a textura do papel sob meus dedos. Ao virá-la, confirmo as minhas suspeitas, meu olhar se fixa sob o selo mais uma vez.
Respiro fundo, enquanto deslizo o dedo sobre o selo, que se desfaz com um leve rasgo. Abro a carta e leio as palavras que estavam escritas com uma tinta negra, cada letra ecoa como um sussurro desafiador em minha mente.
Boa tarde capuz, sei que não sou de mandar cartas com frequência, mais é sempre bom mudar a nossa forma de contato quando se trata de negócios não é?
Capuz era como Joseph me chamava quando não estávamos frente a frente, mais esse era só mais um dos meus apelidos, tanto para ele quanto para todos na capital, eu já havia visto o sair nos jornais, como também já ouvir pessoas comentarem nas bancas dos comércios na capital.
Capuz era só mais um nome para " O assacino noturno"," lâmina ", "Gatuno", " o ceifador de almas",entre outros mais ridículos e machistas, porque pelo que parece os escritores nem sequer pensaram que "o assassino " podia ser muito bem uma mulher..
Mais não estou atrás de fama, nem lutando pela igualdade, então que se dane, só detesto ve-los me comparando com um macho toda vez que eu mato alguém.
Quando as pessoas não sabem a origem de alguma coisa, elas mesmas começam a criar uma identidade, isso deve às fazer se sentirem mais seguras.
Melhor pra mim.
Afastando a listas de nomes idiotas da minha cabeça, volto a ler a carta de onde parei.
Tenho um novo trabalho pra você, mais não posso lhe dar todos os detalhes nesta carta, então preciso que se encontre comigo hoje.
Na entrada da Floresta às 12:00.
JJ.
Encaro a carta por uns segundos antes que eu possa pensar direito nas palavras.
Não é muito comum nos encontrarmos antes de eu ser contratada, já havia acontecido antes é claro.
Alguns vezes clientes acabam quebrando o contrato ou querendo passar a perna em Joseph.
O que sempre é um grande erro, claro, para mim Joseph é sim um babaca dos grandes e posso até trabalhar pra ele mais sei que ele não é um homem nem um pouco burro.
Quando ele desconfia de alguém, acaba tomando várias precauções antes de aceitar o serviço.
E como eu também acabei sendo a assacina mais conhecida da capital, acabei virando um prato cheio para alguns caçadores de recompensas contratados só para cortarem a minha cabeça.
Já ouvi falar que a minha recompensa é mais de 700.00000.
Bem baixa não é?, poise, ela acabou aumentando mais quando matei um cara que no final era bem mais importante do que eu pensava e isso acabou me dando mais trabalho do que eu esperava.
Mais com a ajuda de Joseph o Homem simplesmente foi esquecido com o tempo.
Mais eu ainda me pergunto como um canalha como aquele que vendia garotas para estrupadores era um dos lordes respeitados da capital?
Mesmo sendo esquecido Joseph acabou saindo no prejuízo tendo que cortar vários contatos que tinham ligações com esse porco abatido.
Pode ter sido um pé no saco se livrar dele, mais matar aquele filho da puta valeu muito a pena, só de lembrar a cara daquele verme pedindo perdão me dá queimação no estômago.
Com isso uma quebra de contrato, como um assassinato armado, só para me matar não é nenhuma novidade pra mim, mais caso haja a quebra, eu posso matar o contratante sem nenhum problema depois.
Joseph não deixaria nenhuma quebra de contrato sair em pune e como eu recebo do mesmo jeito... então.. Tanto faz quem eu tenha que matar.
Ainda sou uma assacina e querendo ou não vou acabar com sangue nas mãos.
...****************...
Passo a tarde toda aprimorando minhas habilidades com a espada, apesar dos músculos ainda protestarem pelo esforço extra. Só percebo que a noite já caiu quando olho pela janela da sala vazia. Com pressa, retorno ao meu quarto para me preparar.
Enquanto subo as escadas do salão, alguns empregados que me reconhecem acenam em cumprimento.
O salão está repleto de convidados cujos olhos brilham com a luxúria pela atmosfera festiva.
Sinto seus olhares sujos em mim, mais ignoro até chegar ao último andar.
Entrando no quarto decido tomar um banho rápido antes de encontrar Joseph, pois da pra sentir o meu corpo ainda soar por de baixo do tecido das minhas roupas.
Após sair do banho me visto com as minhas roubas de trabalho.
Consciente dos ruídos e músicas que ecoam pelas paredes, é óbvio que eu não vou sair numa boa descendo as escadas.
Ignorando os sons, direciono meu olhar para a janela do quarto, verificando se o telhado estava livre.
Digamos que essa é a minha segunda porta de saída.
Como o esperado ao contrário do andar de baixo, o telhado se apresenta vazio e envolto a escuridão.
Sem perder tempo, abro a janela e deslizo para fora, aterrissando suavemente no beiral do penúltimo andar. A vista panorâmica me presenteia com a visão da rua movimentada e dos comércios ainda abertos, cujas luzes dos postes pintam o cenário com tons amarelados e alaranjados. A agitação lá embaixo e bem evidente mesmo daqui de cima. Apesar da atividade fervilhante da rua, sei que estou segura a esta altura, diferente de mim, ninguém mais consegue me vê a essa altura.
Respirando fundo, sentindo a brisa noturna acariciar meu rosto, um lembrete de que a noite é aonde eu me encaixo mais.
Sem demora, movo-me ágil e silenciosamente para o telhado adjacente, saltando com determinação e fluidez. Cada passo é calculado, cada movimento executado com precisão, enquanto desço com cuidado sob os telhados.
...****************...
A trilha sinuosa por cima das casas da capital rápidamente me conduzem até a entrada da floresta, onde a civilização gradualmente desaparece, dando lugar à exuberância verdejante da natureza selvagem. O silêncio da mata é interrompido apenas pelo sussurro das folhas e o canto distante dos pássaros noturnos. A atmosfera densa e carregada de mistério confere um ar de urgência à minha presença.
É evidente por que Joseph escolheu este lugar.
Ao vislumbrar as primeiras árvores, percebo uma sutil movimentação à minha frente, acompanhada pela presença inconfundível de alguém. Meu corpo fica rígido, apesar de saber que é Joseph, mantenho a mão firmemente próxima à espada presa a minha cintura.
"Tá planejando me matar capuz? "Assim que o vejo emergir das sombras, banhado pela luz da lua, percebo o sorriso leve que adorna o seu rosto forte "Já não nos conhecemos o suficiente?"
"Depende" respondo, firme, enquanto o observo se aproximar. Seus olhos perspicazes não perdem nenhum detalhe da minha mão próxima à espada, um gesto que revela minha cautela.
Conforme Joseph se aproxima, seus olhos encontram os meus, transmitindo uma mensagem silenciosa para que eu relaxe. Sinto um suspiro escapar dos meus lábios, enquanto permito que ele pense que estou cedendo. Com um movimento calculado, retiro minha mão de perto da arma, finalmente fazendo-o olhar diretamente em meus olhos.
"Como foram os dias de folga?"Pergunta levantando as duas mãos como num sinal de paz que um babaca sempre costuma fazer.
"Podemos ir direto ao assunto?"
"Apressada como sempre" A risada áspera de Joseph corta o silêncio da floresta, ecoando entre as árvores.
Seu comentário sarcástico é seguido por aquele sorriso insolente que tanto me irrita. "Claro, como quiser," ele diz, com o mesmo tom leve e despreocupado de sempre.
Suspiro esperando que ele entre em seu modo sério e saia da sua criança infantil inteiror.
"Muito bem, seu próximo trabalho, será assacinar alguns capangas que estão querendo matar a esposa do contratante".
"Por que querem a matar?" Pergunto cruzando os braços sobre o peito.
"Ambo o esposo e ela são ricos, então tudo se volta para o dinheiro deles".
"Um possível sequestro?" Ele concorda sem mesmo falar.
" Como os capangas ou até mesmo Assacinos já se mostraram mais fortes e capazes de mata-la, ele pediu pelo serviço de proteje-la".
"Protege-la? Eu? por acaso ele sabe quem é você não é?"Mais uma vez avisto o seu sorriso idiota acima de sua barba .
" Relaxa, você só precisará ficar a distância, ela já se dispôs a ser a isca para que você tenha a change de os matar e tirar informações"Ela se dispôs? Deis de quando ricos se mantém tão expostos assim de propósito?
" Você aceita? O pagamento será muito bom, isso eu garanto".
Ou ela é corajosa demais ou é muito idiota, bem.. de qualquer forma é um trabalho.
"Aceito".
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Atualizado até capítulo 128
Comments
Yuyu-chan
ela é totalmente uma música da Pitty
No Escuro
2024-07-19
2
Yuyu-chan
naaaaaaaaaoooo
cadê o hot??
2024-07-18
2
Bruna Olveira
se superando a cada capítulo hein pinguinho KKK
2024-05-09
4