...KATHERINE...
"fuja!! Fuja Katherine"Gritos é tudo o que eu consigo ouvir em um mar de escuridão.. Por que? "Fuja agora!!"
Com os olhos abertos, sinto o meu corpo se erguer como se tivesse sido despertado por um choque. Meu coração bate rápido, quase posso ouvir os gritos ecoando no fundo da minha mente.
Uma sensação de falta de ar me envolve, como se os meus pulmões estivessem sendo sufocados. Pressiono minhas mãos contra o chão de pedra enquanto tento desesperadamente me acalmar.
Que merda.....
Cada respiração é uma luta contra o meu próprio pulmão...
Abaixo a cabeça, concentrando-me em controlar minha respiração. Fito o chão, tentando encontrar algo para me ancorar e ajudar a acalmar a minha mente tumultuada.
"Ela acordou, chame o rei," escuto uma voz masculina dizer ao meu lado, mas ainda não tenho forças para levantar a cabeça para ver. Sinto o meu corpo suar pela dificuldade de respirar, luto para não perder a consciência mais uma vez.
Com as mãos em busca das lâminas em vão, percebo que elas foram retiradas enquanto eu estava desacordada. Respiro fundo, tentando me concentrar e afastar a sensação de pânico que ameaça me dominar.
"Bem, se é assim..." murmuro para mim mesma, determinada a encontrar algo para me focar. Sem opções, forço-me a arranhar meu próprio braço até sentir a carne se cortar. A dor aguda que se segue é como um choque elétrico, trazendo-me de volta à realidade.
Com a dor como meu guia, luto para manter a consciência, sabendo que devo permanecer alerta diante do perigo iminente.
Respiro fundo, levando alguns minutos para recuperar a respiração e a compostura. Levanto a cabeça lentamente para analisar o local ao meu redor. Meu corpo ainda parece um pouco pesado, mas mesmo assim me forço a levantar.
Observo atentamente e percebo que estou dentro de uma cela.
"Pera, aquele cara disse alguma coisa..." murmuro para mim mesma, tentando lembrar as últimas palavras que ouvi antes de desmaiar.
Apesar do esforço, minha mente ainda está turva e confusa.
Mais que caralhos aconteceu!? Como eu me deixei ser capturada assim?
Meu corpo fica rígido quando escuto passos vindos do corredor fora da cela, será que tinha mais mercenários no Jardim? Se tinha como eu não notei eles? Como eu pude abaixar a guarda assim!?
Meus pensamentos se voltam para a última visão que vi enquanto eu ainda estava consciênte, eram guardas reais... Não eram capangas.. Nem mercenários
Paro os pensamentos quando vejo um guarda real aparecer a frente da cela seguido por um homem que eu conhecia muito bem nos jornais, é o rei.
Observo atentamente, notando que ainda estou vestida com minhas roupas e a máscara cobrindo meu rosto, o que significa que eles apenas tiraram minhas armas. Os olhos do rei me analisam com curiosidade e avaliação, e eu também o examino da mesma forma.
Mantenho minha postura firme, deixando claro que estou pronta para enfrentar qualquer situação que se apresente. Minha mente trabalha rapidamente, tentando encontrar uma maneira de lidar com essa situação delicada e entender o que levou o rei a me visitar na cela.
Depois de alguns segundos de silêncio, o rei fala com toda a elegância que lhe é característica: "Assassino da capital, presumo." Apesar de sua postura graciosa, permaneço em silêncio, observando-o atentamente.
"Me desculpe pela falta de hospitalidade, mas acredito que você não viria até aqui por vontade própria, não é mesmo?" Ele diz, num tom até mesmo brincalhão, embora não tenha sorrido uma vez durante a fala.
Permaneço calada, ponderando minhas opções e tentando decifrar as intenções por trás das palavras do rei.
Observo com atenção a figura do rei, cuja fala e postura são dignas de sua posição. Meus olhos correm rapidamente pela sua túnica dourada, embora não exagerada, transmite uma aura de majestade. Ela cobre os seus pés, então não consigo distinguir se ele está calçado ou descalço.
Seu rosto é jovem, e sua barba, embora não seja grande, é exibida com um tom dourado quase idêntico ao de sua túnica. Sua pele é branca e seus olhos são verdes, destacando-se em contraste com a cor de sua vestimenta. Ele não aparenta ser um homem idoso.
Isso porque ele não é, todos da capital sabem que o rei anterior acabou morrendo muito cedo deixando o trono para o seu único filho, no caso esse homem a minha frente.
O rei William Villani
O rei volta a falar calmamente, observando minha reação. "Acredito que não vai falar, não é mesmo?" Ele faz uma pausa, como se esperasse uma resposta que eu ainda não dei. "Ou será que o Assassino da capital é na verdade surdo? Como um verdadeiro fantasma..." Ele continua, seus olhos verdes penetrantes encontrando os meus. "Mais você não é um fantasma é?"
Não falo nada..
O rei suspira, parecendo chateado por minha falta de resposta. "Joseph me disse que você não era muito de palavras mesmo," ele comenta, como se buscasse uma maneira de estabelecer uma conexão.
Ao ouvir o nome de Joseph sair de sua boca, meu sangue ferve. Joseph sabia disso? Ele me entregou para o rei de bandeja? Cerro os dentes e aperto os punhos com força, sentindo o arranhão em meu braço sangrar sob a pressão.
"Ele me entregou?" Pergunto, cerrando os dentes, mas ele certamente não percebe devido à minha máscara. O rei parece finalmente surpreso ao ouvir minha voz. "Então você fala? Eu estava achando que você era realmente surdo, ou seria surda?"
"Que diferença faz?" Pergunto, minha voz soando seca e áspera. O rei balança a cabeça, concordando. "Nenhuma, na verdade. Um assassino tão implacável poderia muito bem ser uma mulher."
"Vai me matar," digo, cortando-o antes que ele possa continuar. Minhas palavras são diretas e sem rodeios.
"Por mais que você seja a assassina mais procurada da capital, eu contratei seus serviços, lembra?" O rei comenta, percebendo minha dúvida.
Surpresa, arqueio uma sobrancelha, tentando entender suas palavras. "Como assim você contratou os meus serviços?" Pergunto, confusa com a revelação.
Percebendo minha dúvida, o rei continua "Oh, me desculpe pela confusão. Eu que contratei seus serviços, só não me pronunciei como rei, pois não seria apropriado um monarca solicitar os serviços de um assassino. Melhor, 'Assassina', não é?"
Meu coração acelera diante da revelação. O rei contratou meus serviços? Por que ele precisaria dos serviços de um assassino? Mil perguntas surgem na minha mente, mas mantenho minha expressão neutra, esperando por mais explicações.
"Joseph também não sabia que eu era o rei," o rei continua, como se quisesse garantir que eu estivesse entendendo ele faz uma pausa. "Ele simplesmente aceitou o meu valor quando eu disse que queria a sua cabeça e armou um ataque falso a uma mulher que dizia ser a minha esposa."
O QUE? Foi tudo armado!?
Assimilo as informações lentamente, processando o que acabei de ouvir. "Mas eu não vou te matar, claro," ele continua, pausando antes de prosseguir. "Eu só preciso dos seus serviços."
Por que o rei precisaria dos serviços de um assassino? E qual seria o trabalho?.
Me atrevo a dizer " o que quer que eu faça, entre para a guarda real ou quer que eu mate algum nobre pra você? Isso também não seria nobre para um rei, acredito," comento, firme.
Capturo um leve sorriso nos lábios do rei antes de ele responder: "Apenas preciso das suas habilidades para proteger a minha esposa, só isso."
O que!?
"Sua esposa?" Pergunto, intrigada pela revelação.
Ele concorda com a cabeça e continua: "Sim, a Rainha Marry. Desde que ela veio para o Castelo, várias tentativas de assassinatos foram feitas contra ela. Muitos guardas morreram tentando protegê-la, e ela quase foi morta várias vezes. Portanto, por que não contratar um assassino para lidar com outro, não é mesmo?"
A rainha? Tô vendo que nem tudo sai nos jornais afinal.
"Sabendo dos seus serviços pelo Joseph, acredite que o preço será muito bom," diz ele.
O olho com curiosidade antes de perguntar: "Você disse assacinos?"
Ele concorda com a cabeça antes de responder: "Sim, e como já mataram vários dos meus melhores guardas de guerra, acredito que não sejam apenas Assacinos comuns... Como você"
Guarda de guerra, contra Assassinos!? O que a Rainha tem!?
Levanto uma sobrancelha desconfiada diante da pergunta. "Por que eu confiaria em você?", questiono, observando atentamente sua reação.
Ele passa os dedos pela barba antes de responder. "Acredite, eu tenho coisas melhores para fazer do que enganar uma Assassina," diz ele, transmitindo confiança em suas palavras.
Embora a resposta seja breve, sinto uma pitada de sinceridade em sua voz.
Me aproximo lentamente das grades, determinada.
"Se afaste, Alteza," diz o guarda ao seu lado, colocando o braço em sua frente, mas o rei logo o afasta com um gesto, fazendo o guarda recuar.
Quando chego perto o suficiente para sentir o cheiro de perfume caro do rei, pergunto: "Quanto eu vou ganhar?"
"Digamos que o dobra do preço pela sua cabeça," responde ele, deixando-me chocada com sua franqueza.
A revelação me deixa atônita. O valor que o rei está disposto a pagar é inegavelmente alto, mas também traz à tona a realidade do perigo que estarei enfrentando.
"Vou te dar um tempo para pensar, senhorita assassina," diz ele, já virando as costas junto com o guarda.
O que eu vou fazer? e se eu recusar? Ele vai me matar? O que eu falo?..
"Eu aceito" grito antes que ele saia.
"Muito bem".
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Atualizado até capítulo 128
Comments
Jérsica Santos
autora vc bem que poderia colocar fotos dos personagens
2024-05-16
6
Bruna ♥️🤞
muito bem senhorita esperando a atualização kk
2024-05-13
2