...Alessandra...
Me espreguiço, e solto um bocejo alto, ouço ao longe o cantar do galo, não faço ideia de que horas são, mas, uma breve olhada pela janela me mostra que continua escuro do lado de fora, para ser mais exata olho no meu celular e são exatamente 5:10h, o ambiente é de paz ao ouvir os galos com seu cantar do lado de fora, me levanto e vou até a janela, olho para o campo aberto ao meu redor, logo o dia vai amanhecer e eu quero estar la em baixo, costumava ouvir que o povo do interior acorda cedo, mas não consegui atestar isso ontem já que acordei de ressaca às 10 horas.
Vou ao banheiro e ligo o chuveiro, mudando a água para uma temperatura mais quente, tomo um bom banho, ponho uma calça e uma blusa, penteio os cabelos vendo que está bem grande, acho que agora com o salário que recebo, posso me dar ao luxo de ir ao salão de beleza, fazer às unhas e dar um trato no cabelo.
Saio do quarto e desço às escadas, a casa parece silenciosa, mas sinto cheiro de café, e o aroma está delicioso, vou direto para a cozinha, quando me aproximo ouço algumas vozes.
Sandra está na cozinha com outra moça que eu acredito ser sua ajudante, às duas estão preparando o café.
"Acordou cedo". Ela diz assim que me ver, me diz para sentar na mesa e me dá uma xícara de café.
"Pois é, acabei descendo, o clima parecia ótimo".
"Geralmente o pessoal vem e não é acostumado com o horário que todos acordam aqui".
Tomei café, conversei um pouco com a Sandra, seu Jorge não demorou a descer, conversamos um pouco até que ele colocou seu chapéu de caubói e saiu. Após tomar o café com bolo de milho, fui para varanda, o dia já estava amanhecendo e era a coisa mais linda, estava paralisada com a visão da natureza em toda sua glória.
"Já acordada?".
Olho para trás vendo Mauro, ele está de calça jeans, uma blusa de abotoar com mangas levantadas. Tomo meu tempo o olhando.
"Sim, acordei cedo, vai sair?"
"Papai me chamou para dar uma volta por aí, ele quer me mostrar algumas coisas, agora sou um homem da cidade, mas sinto falta de tudo isso, afinal na cidade não temos essa visão toda".
"Verdade, é lindo". Digo olhando para frente.
"Mas tarde a gente pode dar uma volta, vou chamar a mamãe com a Ágata".
"Tá bom, digo animada, mas é claro que não vou esperar até, mas tarde para andar por aí, até porque sou curiosa".
Mauro foi para a cozinha tomar café e eu continuei, mas um tempo, entrei para chamar a Manu para tomar banho, dona Letícia e a Ágata já estavam tomando café também, fui até o quarto da Manu, chamei ela, dei banho e a arrumei.
Descemos e a Manu tomou café, pronta para ir curtir o dia, é bom que é cedo e vamos poder aproveitar bastante, e hoje é um dia de sol, bem diferente de ontem que passou o dia chovendo.
Não demorou para os filhos de alguns trabalhadores chegarem por aqui, Manu foi rápida em fazer amizade e sair correndo com eles, estava um sol bonito, ela não pode estar se cansando assim, mas é criança e precisa se divertir.
Estava na varanda olhando ao longe a brincadeira.
"Sabe, eu tenho a sensação de que te conheço, seu rosto é familiar". Dona Letícia diz.
"Não sei, talvez tenha me visto na TV um tempo atrás". Ela olha para mim, acabo contando a ela sobre o sequestro da minha filha, sobre os apelos que fiz na TV, e ela realmente me disse que assistiu à matéria, até porque no tempo foi auge de audiência, Vitor é um homem influente e não tinha como isso não ter sido revelado não só no Brasil, como eu queria que todos os apelos e entrevistas que dei tivessem me trago o resultado que esperava que era ter minha filha de volta em meus braços. Mas infelizmente tudo que tivemos foi trotes de pessoas maldosas.
O almoço foi maravilhoso, todos conversamos, acabamos todos indo para varanda e não demorou para o seu Jorge aparecer com um pônei, ele chamou a Manu e disse que esse seria seu pônei, ela riu animada e o seu jorge colocou ela em cima do pônei, deu algumas voltas com ela, ela estava se segurando com um pouco de medo, mas estava curtindo a experiência. Bati várias fotos, ela me chamava e pedia para mim olhar como ela estava se saindo bem.
Não demora ouço um som de patas batendo atrás de mim, me viro vendo Mauro montado em um cavalo, um chapéu na cabeça, e é a melhor visão, ele nos alcança rindo, e eu não consigo desviar o olhar impressionada.
"Sabe montar?" Ele pergunta e eu olho o tamanho do cavalo, começo a negar com a cabeça, sempre achei mulher montando a cavalo bonito, mas nunca teria coragem de subir em um assim, seu Jorge vem com outro cavalo.
"Trouxe esse para você, ele é o mais calmo".
"Não, eu acho que não consigo, parece muito perigoso".
"Não ele é calmo, posso guiar devagar enquanto se acostuma". Seu Jorge tenta mais estou com muito medo.
"Não, prefiro ficar olhando vocês".
Ágata me chama de medrosa, mas nesse caso sou mesmo. Mauro me olha, estendendo sua mão de cima do cavalo.
"Vem comigo então, podemos dar uma volta".
Olho para ele e para todos que estão na expectativa da minha decisão, isso seria íntimo demais, estranho até. Quero dizer não, mas ágata fica enchendo o saco dizendo que será uma boa experiência. Acabo me decidindo por fim, a vida é curta demais para perder tempo.
Pego a mão do Mauro, seu Jorge me ajuda a subi, assim que abro às pernas e me posiciono olho para baixo tremendo um pouco com o medo, Mauro passa a mão pela minha cintura para guiar o cavalo e quando ele começa a andar eu fecho os olhos.
"Aí, meu Deus, sinto que vou desmaiar".
"Relaxa, logo se acostuma". Abro os olhos, Manu me dar tchau, presto atenção a tudo no meu redor, estou apoiada firme no peito do Mauro e o terror inicial já passou e estou até gostando agora, nós distanciamos, o sol está quente e me arrependo de não ter pegado um chapéu também. Logo chegamos na beira de um lago é uma coisa linda.
"Eu sempre vinha aqui com meus irmãos". Mauro diz, apontando para o lago.
"A água é bem gelada, tem uma cachoeira, mas na frente e a água passa por aqui, a correnteza é um pouco forte, quer nadar?".
Olho por cima do ombro para ele.
"Não é uma boa ideia, nem trouxe roupa".
"Mas eu quero, está tão quente, não se importa de esperar, né?"
"Não".
Ele desce, e me ajuda a descer, fico debaixo de uma árvore enquanto Mauro tira a camisa, e quando ele vai tirar a calça desvio olhar sem acreditar que ele vai ficar só de cueca. Mas com o tempo olho novamente enquanto ele está quase chegando na água e vejo que, na verdade, ele estava com um calção por baixo da calça. Ele entra na água e me olha.
"Tem certeza que não quer vim? A água tá bem gelada, uma maravilha".
Nego com a cabeça, ele mergulha aparecendo mais longe, olho para o cavalo e caramba, nunca me permito curtir um pouco a vida, tomo uma decisão, queria ter trago um short, mas Mauro não falou nada que queria vir aqui, eu não tinha como saber, solto o cabelo, e começo a ir até a margem, Mauro me olha ao longe, eu ponho os pés na água e realmente está bem gelada a água, vou entrando aos poucos com medo de mergulhar, Mauro começa a nada para onde estou, para acabar com o estremecimento eu mergulho de vez, subindo a superfície novamente.
"Gelada né".
"Sim, mas está tão bom". Digo a ele.
"Sabe nadar?".
"Bem mau".
Eu dou outro mergulho, curtindo demais a água geladinha, afasto um pouco mais para o fundo, quando do nada o chão some dos meus pés, como se tivesse entrado em uma vala, afundo com tudo e consigo subir.
"Aí meu Deus, a água tá me levando". Digo rindo, e flutuando sem sinal de terra nós pés, tento voltar para onde consigo pisar, mas a água continua me puxando. Mauro rir mergulhando na minha direção, ele some e aparece atrás de mim, me ajudar a ir para o raso, assim que consigo pisar no chão outra vez me viro.
Ele ainda segura minha cintura me firmando no lugar, quando piso em algo escorregadio, escorrego e ele me segura ao mesmo tempo que seguro seu pescoço. Começamos a rir, e quando paro me dou conta da nossa proximidade, ele olha em meus olhos com o sorriso sumindo, eu me pego olhando intensamente para ele, e quando menos espero ele está próximo demais sua respiração no meu rosto, e quando ele se aproxima mais eu não saio dos seus braços e nem desvio o olhar, apenas fecho os olhos quando seus lábios tocam os meus, estremeço, mas não sei se devido à água gelada, ou da sua mão que segura minha nuca, seus lábios se abrem sugando os meus, não sei muito bem o que fazer, mas Mauro guia o beijo e eu estremeço, me segurando a ele, sem saber se de fato isso está acontecendo, me entregando ao momento, fazendo o mesmo que ele faz comigo, me segurando nele como se ele fosse meu bote salva-vidas.
Nós nos afastamos um pouco por falta de ar, ele continua com a testa encostada na minha, segurando meu rosto e me dando mais alguns selinhos, mas logo aprofundando o beijo e eu seguro em seu cabelo, sem querer parar o momento, me sentindo tão bem envolvida, esqueço de tudo.
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Atualizado até capítulo 51
Comments
Juliana S Andrade
Uffa até que enfim o beijo mais esperado
2024-12-28
1
Salete Pereira
tô amando
2024-10-08
0
Cristina Santos
São dois corações machucados em busca de um novo começo , uma nova paixão 🥰🥰❤️❤️❤️❤️
2024-09-09
4