Alessandra
Chego em casa e estou de volta a minha realidade, tomo um banho, e deixo a pasta com meus currículos em cima da mesinha, amanhã preciso sair cedo pra entregar mais currículos, me deito e me pego pensando na Manu, faço uma oração breve pedindo a Deus pra que abra uma porta pra mim, eu consigo sei que consigo.
Acordo cedo e saio apressada, não quero cruzar com o Tomás, ele tem cobrado o aluguel que está atrasado, eu não tenho como pagar e estou em desespero precisando de um trabalho com urgência.
A manhã foi exaustiva, e confesso que não tenho ânimo de voltar pra casa, estou morrendo de fome porque nem mesmo tomei café, e vou ter que almoçar mais um macarrão instantâneo, chego na vila onde moro olhando pra todo lado, com medo de cruzar com o Tomás mas uma vez, ele deixou um aviso ontem de manhã que eu seria despejada mas eu sei que ele pode me dar mais uns dias, quando cruzo o corredor apressada e me sentindo aliviada de não ter encontrado com ele eu me deparo com uma mala na frente da minha porta, meu coração se aperta porque não pode ser o que eu estou pensando.
Cruzo o corredor rápido e observo a mala, alguém deve ter deixado aqui, só pode ser isso, tento acalmar a angústia do meu peito, é só isso. Pego minhas chaves e quando coloco na fechadura ela não gira, meu peito se aperta, Tomás não pode ter feito isso, eu não quero acreditar. Olho a mala e me assusto com a voz.
"Você me deve 2 meses de aluguel, eu quero meu dinheiro ou eu não vou devolver suas coisas".
"Você não pode fazer isso, Tomás, me dar mais um tempo eu vou te pagar"
"Eu já te dei 2 meses e ainda não recebi meu pagamento"
"Eu juro que vou pagar, só está difícil conseguir um emprego, mas eu vou me esforçar"
"Eu não posso esperar, tenho que receber pelo quarto e você está me atrapalhando, já poderia ter alugado pra outra pessoa"
"Por favor, Tomás, eu não tenho pra onde ir"
"Você pode pegar suas coisas quando me pagar, elas ficam como garantia".
Ele me deu às costas me deixando no corredor sem um teto, sem almoço, com fome, sem esperança. Às lágrimas de frustração começam a cair, eu às limpo, ou pelo menos tento, meu Deus, o que eu faço agora?
Sai dali e gastei meu último dinheiro com a passagem pra ir pra uma praia, o mar sempre me deixa calma e eu não sei o que fazer agora, nem onde dormir hoje eu tenho.
Em frente ao mar eu me pergunto se eu pedi ao meu pai por ajuda dessa vez ele irá me atender, ele deixou claro que Vitor estava de olho nele e que ele não queria que meu pai me ajudasse, esse desgraçado pensa que é o todo poderoso e quer me ver na lama, eu me sinto péssima por está dando esse gostinho a ele, não sei porque ele me odiava tanto, mas eu me admiro do meu pai não querer me ajudar só porque Vitor disse que iria romper com os negócios entre eles, e meu pai me virou às costas por causa disso, mesmo eu já tendo sacrificado a minha liberdade pra me casar com o Vitor, mas nem isso meu pai vê, não ver os sacrifícios que eu fiz pra ajudar nossa família.
É uma péssima ideia ligar pro meu pai e pedir ajuda, eu sei que vou ver às portas se fechando pra mim novamente. Ponho minhas mãos no rosto, sem saída, estou sem alternativas.
Meu celular toca me tirando do meu momento de solidão, vejo um número desconhecido, penso em recusa achando se tratar de mais umas daquelas ligações chatas pra oferecer plano, fala sério, eu nem tenho o que comer agora vou tá contratando plano da vivo, atendo irritada.
"Que é? eu já disse que não quero nenhum plano".
Aguardo a voz chata da mulher falar comigo e insistir que eu vou economizar usando um plano e minha resposta está na ponta da língua pra mandar ela ir pra caixa prega, mas a voz rouca do outro lado me faz estremecer, e eu sei de quem se trata, meu coração acelera um pouco enquanto eu assimilo às possibilidades de Mauro está me ligando, sendo que eu nem mesmo dei nenhum contato meu pra ele, como ele pode está a me ligar?
Ao mesmo tempo, tenho curiosidade de saber se a Manu está bem.
"Senhorita Lira?"
"Oi"
"Aqui é Mauro" Ele diz, como se eu não tivesse se lembrado.
"Sim Mauro, está tudo bem com a Manu?"
"Sim, Vai ficar. Estou te ligando pra oferecer uma proposta de emprego".
Meu Deus do céu, a palavra emprego faz meu coração saltar como um louco, sou tomada pela ansiedade e mal posso me conter.
"Emprego?" pergunto como se precisasse que ele repetisse pra eu saber que não estou somente criando coisas na minha cabeça.
"Sim, você poderia comparecer às 15:00h no prédio da inspiration art life?"
Eu não estou acreditando.
a inspiration art life é a maior agência de publicidade do Brasil, e já é conhecida mundo afora por algumas de suas propagandas brilhantes, será que ele trabalha lá e não sei quer me ajudar depois de eu ter ajudado com a filha ontem? está tudo tão confuso na minha cabeça que eu não posso mais me torturar.
"Posso sim, eu estarei aí".
Ele despede-se e desliga, eu abro um sorriso, oh!! Deus que der tudo certo.
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Atualizado até capítulo 51
Comments
Meire
Não sei pq estou lendo se vi que não está concluído e as atualizações são irregulares!
2024-09-21
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Vera Lucia Berlanda de Andrade
eu comecei a ler hoje e já gostei
2024-09-11
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Rosa Santos
graças a deus 🙌🏾 🙏🏾 ele mandou investigar ela e descobriu que ela esta procurando trabalho /Drool//Drool//Drool//Smile//Smile//Smile//Smile/
2024-09-08
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