...Alessandra...
O abraço do Mauro é tão bom que sinto vontade de ficar aqui por muito tempo, não lembro de algum dia meu pai ter me abraçado, isso deve ter acontecido em algum momento da infância mas não lembro mas. Mauro afrouxa o abraço e eu vou me afastando aos poucos.
Ainda estou bem perto olhando pra ele, ele me olha de volta, Passa a mão em meu cabelo colocando atrás da orelha o gestão me deixa constrangida, é uma intimidade que não deveríamos está tendo, desvio o olhar. Ele segura meu queijo me fazendo olhar pra ele.
"Você é uma mulher mais forte do que pensa, te conheço a tão pouco tempo e já notei muitas qualidades suas. Você é uma mulher incrível e sei que vai passar por tudo isso, por mais que pareça difícil às vezes".
Suspiro.
"Obrigada por ouvir tudo que eu tinha a dizer".
"sempre que precisar, estou por aqui".
Ele sorri se levantando.
"Agora preciso dormir que Jajá está na hora de levantar. Boa noite".
"Boa noite". digo guardando o musse na geladeira e limpando tudo que sujei, subi pro quarto me sentindo mais leve, parece que um peso saiu das minhas costas. Deitei e logo dormi.
No dia seguinte
Acordei bem disposta, arrumei a Manu e tomamos café todos juntos. Mauro saiu com a Manu e passei amanhã livre, já entrei em contato com o dono do apartamento e Mauro já vai fechar negócio com ele hoje, vou apenas contratar alguém pra pintar e ajeitar algumas coisas, dentro de uma semana já consigo fazer a mudança.
Lili estava saindo pra ir no supermercado acabei indo junto, passei em uma drogaria no caminho e comprei meu kit de shampoo, isso foi uma das coisas que mais senti falta, mas não estava podendo ter o luxo de comprar meu shampoo de R$200,00. Comprei tão animada junto com outras coisas.
Fui pro mercado a Lili fazia às compras e eu acompanhava, é engraçado ver que algumas coisas que são normais se tornam tão empolgantes quando você é privado por um período de tempo. Aproveito pra pegar os materiais pra um bolo nega maluca, a Manu vai amar e vou fazer pra sobremesa de hoje, até pro lanche da tarde.
voltamos e não ia demorar muito para a Manu chegar da aula, Lili adiantou o almoço enquanto eu fazia o bolo, acabei ajudando um pouco ela, logo a Manu chega da escola, mas hoje ela está diferente, parece abatida.
"Oi amor, tá tudo bem?" Me sento no sofá puxando ela pro meu colo, colocando ela sentada enquanto aperto sua bochecha.
"Estou cansada".
Olha pra ela preocupada, ela não fica tão pra baixo assim.
"Tem certeza que não bota sentido mais nada?".
"Sono, eu tava morrendo de sono na escola".
"Hum, o almoço vai já sair, você almoça e depois tira um soninho bem gostoso, vou deitar com você tá bom?".
"Tá".
"Agora vamos tomar um banho".
Manu almoçou e eu já estou preocupada, pode ser coisa da minha cabeça, mas é melhor não arriscar, ponho ela pra dormir, beijo sua testa, ajeitando os lençóis e vou pro quarto. Pego meu celular que quase não ligou, preciso de um novo com urgência, ligo pro Mauro.
📞 alô.
📞 oi Mauro, sou eu a Alessandra, espero não está atrapalhando.
📞 não, está tudo bem?
📞 é que a Manu chegou da escola agora mas eu achei ela bem abatida assim, isso é normal? Devo me preocupar?
📞 perguntou o que ela está sentindo?
📞 ela disse que está com sono.
📞 Você fica de olho nela, se ela tiver febre ou qualquer outra coisa me liga imediatamente, que vamos levar ela pro médico.
📞 tá bom, vou ficar de olho.
Desligo a chamada e fico pensativa, vou até o quarto da Manu e vejo se ela tem febre, mas está normal, acabo pegando um livro que eu peguei na biblioteca do Mauro e fico aqui mesmo no quarto da Manu, enquanto ela dorme.
Às horas passam e eu nem percebi perdida na leitura, olho pra porta quando vejo Mauro entrar foi uma olhada no celular vendo que ainda são 16:00h.
"Voltou cedo".
"Sim, acabei perdendo na concentração no trabalho".
"Desculpa eu não queria atrapalhar mas como não conheço muito bem o caso dela eu acabei ficando preocupada".
"Não, pode.me ligar qualquer hora, já lhe disse que a Manu é minha prioridade".
Ele vai até a cama e coloca a mão na testa da Manu, ele vê que está tudo certo com ela.
"Eu trouxe umas coisas que precisam da minha atenção, vou lá pro escritório, mas qualquer coisa você me chama lá, e leva a Manu lá quando ela acordar".
"Tá bom".
volto a ler o livro e logo a Manu acorda, falo pra ela que o papai também casa e quer ver ela, ela tá falando toda manhosa, amarro seus cabelos e ela pega na minha mãe enquanto seguimos pro escritório, abro a porta e logo Mauro chama ela pra um abraço, ele coloca ela em seu colo beijando sua testa, pergunta o que ela tá sentindo.
Vejo que ele tirou o terno e está com um short e uma blusa, bem confortável enquanto vê umas coisas no notebook.
"vocês querem merendar agora, tem bolo de chocolate, eu que fiz".
"oba eu quero, Manu diz e pelo menos agora ela se anima um pouco".
"então vamos descer, você vem também?" pergunto pro mauro.
"Vou, eu já estou com fome mesmo".
Penso que ele sempre parece com fome.
chegamos na cozinha e a Lili colocou na mesa o bolo e trouxe um suco, corto algumas fatias colocando no prato pra cada um.
Mauro prova o dele "Hum, tá muito bom".
"Tá mesmo Alessandra, já dá pra casar" Lili diz e eu fico sem graça.
"Nada de casar". digo indignada com a audácia da Lili comendo um pedaço do bolo e está divino como sempre.
Mauro rir, no fim o bolo foi todo, não sobrou nada, só a Manu que ainda estava tirando a calda na vasilha.
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Atualizado até capítulo 51
Comments
Celia Gomes
estou aqui pensando será que Manú e filha dela 🤔 tomara que elas tenha sangue compatível pra que ela possa doa a medular pra ela 🤔🤔🤔 é só uma opinião viu queridas leitoras
2024-10-11
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Cristina Santos
Tadinha da Manu . Mas acho que aconteceu alguma coisa na escola com ela .
2024-09-06
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Dilma Melachos
é uma barra vê uma filho ou filho com uma doença tão grave.
2024-09-06
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